foto de Graça Loureiro - internet
imagem retirada da internet, autor desconhecido
Aqui tudo pode acontecer... mas são essencialmente as nossas viagens pelo mundo das ideias e das experiencias que aqui podemos partilhar...
foto de Graça Loureiro - internet
imagem retirada da internet, autor desconhecido
Um tema actual: professores há muitos! E este mundo está carregado de maus e bons professores. Bom, talvez mais maus que bons, ou talvez mais assim-assim que bons e que maus!



Numa das minhas muitas idas ao supermercado e enquanto aguardava pacientemente pela minha vez na caixa, olhei para o lado e vi uma bancada cheia de revistas, as tais chamadas revistas cor-de-rosa.
Tudo se resume a laços. Os outros são como nós. Somos tão parecidos, afinal!...
Agora somos três!... E mais os outros todos que gostam de partilhar pensamentos e emoções por aqui! A partir de agora, somos três a escrever o que dita o coração, a experiência, a razão!... Somos três para que este espaço seja mais perfeito, mais rico e mais envolvente! 
"Cada instante que passa é uma gota de vida que nunca mais volta a cair... aproveite cada gota para evoluir."


Mãos que tocam o sentir
E sentem o que o que as mãos transmitem
Olhos que vêm a alma
e se iluminam em forma de amor
Boca que saboreia a vida
e insatisfeita coloca nas palavras breves instantes de ti
os sentidos são.
as coisas não têm sentido
o plano da vida não é...
para este sentir
mas esta força desmedida que atrevessa o peito e não permite algo diferente
precisa de ser e acontecer
que voltade desmedida de sair deste plano finito
que sentimento terrivel de estar no sitio errado
Quero voar para lá do sitio onde o mar encontra o céu
e ai permanecer à espera que o Nós aconteça
Estranhas as dualidades
Intensos os extremos
(imagem da internet - autor desconhecido)Como é possível ensinar peixinhos a andar? Estranha pergunta. Fi-la hoje mesmo aos meus alunos numa aula absolutamente extraordinária, em que a maior parte dos 28 alunos que tinha pela frente me pareciam autênticos peixinhos sem capacidade para aprender a andar! Andar é uma metáfora para "vontade". Os peixes nadam, não andam, não têm capacidade para andar. Ensinar alunos que não têm vontade de aprender, acaba por ser a mesma situação incapacitante. Os peixes não podem andar porque não têm pernas (por isso nadam, que é o que as barbatanas lhes permitem fazer). Os alunos não podem aprender porque não têm vontade (por isso passam sem saber, que é o que o ministério pretende ao incentivar o absentismo, ao pôr em causa a autoridade dos professores, ao criar mecanismos absolutamente ridículos para impedir as reprovações, ao desmoralizar e frustrar os professores que dão o seu máximo no dia-a-dia apresentando-lhes perspectivas de carreira injustas e castrantes). Perante uma turma apática, desinteressada, enfadada com todas as actividades (mesmo quando se leva para a aula uma música oportuna e actual, ou um filme, ou um vídeo para analisar e debater) decidi parar e fazer a pergunta em Português numa aula de Inglês: "Acham possível ensinar peixinhos a andar?" Gargalhada sonora. (Acordaram, pensei eu.) E, pela primeira vez em 40 minutos ( a aula era de 90 minutos), todos olharam para mim com interesse e com um sorriso trocista ("Foi desta que a prof. se passou!", devem ter pensado uns; "O que é que esta quer agora? Está a falar Português, já vem sermão.", devem ter pensado outros; "Será que ela disse alguma coisa antes em Inglês que eu não percebi?"; "Acho que o texto que estavamos a ler não falava de peixes. Ando mesmo distraído... Não percebo nada disto...") Olhei para eles com um sorriso e expliquei que para aprender era preciso vontade, da mesma forma que para andar eram precisas pernas. Disse-lhes que 90% deles não estavam ali, nem sequer a ler o texto (por sinal, do meu ponto de vista, interessante, já que falava do papel do homem e da mulher na sociedade actual, de discriminação, de novos papéis sociais, novas mentalidades) e que dos 10% que estavam a ler, apenas 2% tomavam notas e aprendiam de facto alguma coisa. Disse-lhes que perdoassem a interrupção da sua alienação, mas que me vi obrigada a desabafar este pensamento quando olhei atentamente para os rostos deles e percebi que algo estava errado. Penso que perceberam o que eu quis dizer, pois na resolução da ficha de trabalho que se seguiu, experimentei uma grande azáfama de um lado para o outro a explicar os exercícios e a esclarecer dúvidas, tal era o interesse que de repente surgiu. Parecia que grande parte deles não queria ter ar de peixe, pelo menos até à próxima aula!...
Não importa onde nos encontramos o que importa é onde iremos chegar
Quando amamos alguém e vemos que o caminho escolhido leva ao precipício, devemos intervir, alertar, fazer compreender... Mas o que custa, não é esta intervenção, esta orientação que pensamos ser a melhor para a pessoa a quem queremos bem. O difícil é proteger sem sufocar, é ajudar, orientar, esclarecer sem impôr uma alternativa. O que é penoso é dar apenas a mão sem arrastar o outro connosco. O que custa verdadeiramente é dizer a alguém que nos é querido e que amamos com todo o coração: "Sei que estás no caminho errado, mas deixo-te ir porque tu queres que assim seja, porque TU é que decides o teu destino e eu só posso ficar a assistir..." O que temos de mais sagrado é esta liberdade individual para podermos fazer com a nossa vida o que quisermos, mesmo sem escutar ninguém, sem ouvir os outros, esta liberdade para errar e crescer com os erros (ou ser destruido por eles). Mas também uma das coisas que mais custa é assistir ao desabar do mundo de alguém que amamos infinitamente e não ter podido fazer nada, precisamente devido a essa liberdade.
Pesam-me os braços, as pernas, todo o corpo que está a mim agarrado me pesa como um fardo absurdo e incontornável. Cansaço, cansaço....
Estes dias são intermináveis... O tempo parece governado pela preguiça e as horas demoram-se na linha exterior do relógio de parede... Curioso... Sentir que tenho tanto tempo agora, quando já tanto tempo passou e tenho menos dias para viver do que antes... Só sei falar do passado, de quando era novo, do que fiz, das aventuras que tive, das lições que aprendi. Só falo do meu mundo, aquele que vi pelos meus olhos. E sinto que não sei nada... Não compreendo o mundo de hoje. Tanta tecnologia, tantos botões, tantos comandos, tanta matéria para aprender...
Escorre por entre os dedos o tempo que falta para tudo
O tempo de te ver e sorrir sem pressa
O tempo de não correr a não ser para te abraçar
Para te tocar, para te ouvir, para sentar e escutar...
Falta o tempo para respirar sem ofegar
Para estar
Para sentir
Para acordar devagar
Para adormecer lentamente
Para sentir o silêncio do murmúrio leve do vento nas folhas de outono
Para admirar a lua pendurada no céu negro...
Falta o tempo para as palavras
Aquelas que queremos dizer e escrever
Aquelas que precisamos escutar devagar.
Sei que precisas que eu tenha tempo.
Sei que morrerei de remorso se não to der
Sei que o que mais esperas de mim é que te olhe e te escute
("Estás a ouvir? Ouviste o que te disse...Nunca ouves o que te digo...")
Ouço, tenho que ouvir, tenho que abrandar...
...antes que o tempo escorra demasiado depressa por entre os dedos
e cresças rapidamente
e me deixes de falar...
Não... não me saiu o euromihões (mas vai sair!!).
Perante a desilusão, procuram-se novas cores para a vida... Vasculham-se ideais passados, esperanças longínquas, escavam-se atalhos para encontrar o caminho, recomeça-se com alguma nostalgia como se tudo não tivesse passado de um sonho mau. Ainda que prostrados pelo desencanto, recolhemos no orvalho da manhã as gotas de água que fortalecem o corpo e aceitamos o olhar condescendente, solícito, apaziguador de quem pensa que compreende. Procura-se nos outros o ânimo para sorrir... Esquecemos que o sorriso vem da alma... Procuramos nos braços dos outros as forças que nos faltam... Esquecemos que é de nós que surge o primeiro passo, que é de nós que tem que vir o primeiro alento...









Onde está esse sorriso ingénuo que me lembro de ter, esse coração em branco com tanto ainda por escrever, esse olhar luminoso de esperança e de crença na vida? Onde enterrei esses sonhos de menina que parece terem nascido comigo, essas lembranças de um futuro prenhe de sol, envolto em neblinas promissoras de novos mundos? Onde está a mão que segurava a minha, apenas nos meus pensamentos e desejos, mas que eu acreditava ser mão de verdade? Onde está o sentir que tudo é uma passagem, uma corrente de um rio eterno pleno de vida, que me levará até à foz ansiada onde o mar é imenso e fértil de aventura? Porque deixei de acreditar no horizonte límpido à beira-mar da alma? Porque parou a vida de pulsar na esquina do meu peito, agora vazio de horas e quimeras?...
Pequenino,
Na verdade, somos todos parecidos…
Virar a página... acabo de ler uma frase que diz "Eu vou envelhecer, mas nunca perderei o gosto pela vida porque a última curva da estrada será a melhor."
