Aqui tudo pode acontecer... mas são essencialmente as nossas viagens pelo mundo das ideias e das experiencias que aqui podemos partilhar...
segunda-feira, setembro 20, 2010
Uma Direcção, e Não Soluções
"A diferença entre solução e direcção é esta: a solução é sempre um remédio passageiro para disfarçar a desgraça. Ao passo que a direcção é a própria dignidade posta nas mãos do desgraçado para que deixe de o ser, e a direcção única é a garantia perpétua dessa dignidade."
Almada Negreiros, in "Ensaios"
quinta-feira, setembro 09, 2010
Doce de tomate

Recordo-me de em criança, e mais ou menos por esta altura do ano, fazer doce de tomate,em casa dos meus pais.
Os tomates eram do quintal do pai e eram apanhados bem madurinhos, para o doce ficar mais saboroso.
Como eu já em criança adorava cozinhar, corria sempre para a cozinha e ficava a tarde toda junto da minha mãe naquele ritual que estava em torno da preparação de um simples doce de tomate.
Iamos buscar o tomate ao quintal, que tinha sido previamente apanhado pelo meu pai e posto a secar ao sol, ou a enxugar, como ele dizia!
Depois lá iamos as duas escada acima com um cesto grande e bem cheio de tomate.
Seguia-se o tirar das peles, das grainhas e o cortar em pedaços mais pequenos.
A medida era sempre a mesma, um quilo de açucar para cada quilo de tomate.
Era uma tarde inteira, a mexer e a voltar a mexer o doce que estava na enorme panela de alumínio.
No início sentia-se só o cheiro do tomate crú, mas com o passar das horas este cheiro era substituído por um cheiro a caramelo que indiciava o fim da preparação do nosso doce.
Com o passar dos anos e com a minha saída de casa dos meus pais, deixei de fazer doce de tomate.
Em contrapartida todos os anos, e sempre por esta altura, recebia doce feito pela minha mãe, que continuava a cumprir o ritual do doce de tomate.
Em troca dava-lhe doce de figo que, nestes últimos anos, aprendi a fazer com minha amiga Carla.
"Ai filha, esse doce eu não consigo fazer" - dizia-me a minha mãe com o seu sorriso envergonhado.
E eu inconscientemente e de uma forma quase mecânica, respondia-lhe que não fazia mal porque eu fazia para nós as duas.
Estava enraizada esta troca e estou certa que nenhuma de nós as duas, se apercebeu disto.
Apercebi-me desde enraizamento, quando ele deixou de existir.
Quando estas raízes e estas pequenas rotinas que nós uniam foram quebradas. Quando senti que por esta altura do ano e ao contrário de todos os anos anteriores, não haveria doce de tomate...
E hoje, porque senti a falta do cheiro do tomate, do cheiro do caramelo, mas principalmente do seu cheiro, resolvi fechar-me na cozinha e fazer o "nosso" doce de tomate.
Aquele que eu fazia com a minha mãe quando era pequenita!
E porque o Gonçalo esteve a ajudar-me na sua confecção, fui-lhe contando emocionada tudo aquilo que acabei por escrever aqui.
sábado, setembro 04, 2010
Se a vida fosse...
Não se acostume com o que não o faz feliz, revolte-se quando julgar necessário.Alague o seu coração de esperanças, mas não deixe que ele se afogue nelas.
Se achar que precisa voltar, volte!
Se perceber que precisa seguir, siga!
Se estiver tudo errado, começe novamente.
Se estiver tudo certo, continue.
Se sentir saudades, mate-a.
Se perder um amor, não se perca.
Se o achar, segure-o.
quinta-feira, setembro 02, 2010
Fearless love
When I woke up I was 17
You kissed my lips in a bad bad dream
Showed me things aren't what they appear to be
Called me angel and set me free
You gave me life in the cold cold dark
But you ran away in the mornings spark
Made me think that reality
Is not where I want to be
I am what I am and
I am what I am afraid of
Oh what am I afraid of
I need a fearless love
Don't need to fear the end
If you can't hold me now
You will never hold me again
I want to live my life
Pursuing all my happiness
I want a fearless love
I won't settle for anything less
I've walked my path had worlds collide
I lost my way and I fooled my pride
This lover's ache wouldn't feel so strange
If I could only change
But I am what I am and
I am what I am afraid of
So what am I afraid of
I need a fearless love
Don't need to fear the end
If you can't hold me now
You will never hold me again
I want to live my life
Pursuing all my happiness
I want a fearless love
I won't settle for anything less
Now I'm not here to lay the blame
I understand when you hold a flame
Heads will shake heads will turn
And sometimes you just get burned
quinta-feira, agosto 19, 2010
um olhar, por agora...
todos os suspiros por mais um segundo
todos os sussurros de não partirei
todos os momentos de eterno
toda a vida num só grito
toda a eternidade num toque
todo o silêncio numa melodia de manhã de primavera
todo o começo e todo o fim num sorriso
toda a cor numa flor entregue sem nome
toda a luz num céu limpo de nuvens
tudo se cristaliza num olhar apenas
aquele que vem de onde nascem as fontes mais puras
aquele olhar onde nasce o mundo para mim
e em mim
fechemos os olhos
agora
domingo, agosto 15, 2010
hand me down, matchbox twenty
(I know...
You don't have to say a word...)
Someday they'll find your small town world
On a big town avenue
Gonna make you like the way they talk
When they're talking to you
Gonna make you break out of your shell
Cuz they tell you to
Gonna make you like the way they lie
Better than the truth
They'll tell you everthing
You wanted someone else to say
They're gonna break your heart, yeah
From what I've seen
You're just one more hand me down
Cuz no one's tried to give you
What you need
So lay all your troubles down
I am with you now
Somebody oughta take you in
Try to make you love again
Try to make you like the way they feel
When they're under your skin
Never once do you think that they would lie
When they're holding you
Then you wonder why they haven't called
When they said they'd call you
You'll start to wonder
If you're ever gonna make it by
You'll start to think
You were born blind
From what I've seen
You're just one more hand me down
Cuz no one's tried to give you
What you need
So lay all your troubles down
I am with you now
I'm here for the hard times
The straight to your heart times
When living ain't easy
You can stand up against me
And maybe rely on me
And cry on me, yeah
Oh no, no, no
Someday they'll open up your world
Shake you down to the drawing board
Do their best to change you
They still can't erase you
From what I've seen
You're just one more hand me down
Cuz no one's tried to give you
What you need
So lay all your troubles down
I am with you now
Lay them down on me
You're just one more hand me down
And all those nights don't give you
What you need
So lay all your troubles down
On me
quinta-feira, agosto 12, 2010
quando o mar era azul, como o futuro...
quinta-feira, julho 29, 2010
Madrid?... No me encanta...
quarta-feira, julho 14, 2010
Lágrimas na minha alma

Mas não houve amanhã …
Faz hoje um mês que uma parte de mim morreu. Morreu e eu de mãos atadas nada pude fazer para te salvar.
Faz hoje um mês que te trago a cada instante no meu pensamento.
Faz hoje um mês que percebi o significado de para sempre, do eternamente, do nunca mais, da injustiça e da crueldade.
Faz hoje um mês que caminho para o cemitério na ilusão de te encontrar, de te sentir mais perto.
Faz hoje um mês que as saudades crescem a um ritmo alucinante no meu peito.
Faz hoje um mês que as nossas conversas silênciosas, os nossos olhares cúmplices, tiveram um fim.
Faz hoje um mês que há lágrimas na minha alma.
quinta-feira, julho 08, 2010
terça-feira, julho 06, 2010
O valioso tempo dos maduros

Tenho muito mais passado do que futuro.
Sinto-me como aquele menino que recebeu uma bacia de cerejas.
sexta-feira, julho 02, 2010
Eu acreditava...
Assim escreve José Luís Peixoto em "Uma Casa na Escuridão"
Quem não fica com vontade de ler um escritor assim?...
(Eu também acreditava que o amor era o sentido de todas as palavras impossíveis. E ainda acredito!)
terça-feira, junho 29, 2010
Passados estes anos todos o Principezinho continua sem crescer e a sonhar agarrado às estrelas que cativou.
Também eu continuo agarrada às minhas estrelas que me guiam e mesmo que, de vez em quando, descubra que uma delas é uma estrela cadente continua a ser minha. Deixo-a solta para seguir esse caminho diferente do meu percurso mas continuo a senti-la parte de mim: "somos responsáveis pelo que cativamos" Antoine de Saint-Exupéry.
Continuo o meu sonho e a viagem continua a ser iluminada pelo brilho das estrelas que deixei que me cativassem.
sábado, junho 26, 2010
Os rebuçados da Avó
domingo, junho 20, 2010
A promessa
Bem sabes que não gosto de missas, padres e igrejas.
Bem sabes que não acredito em Deus.
Bem sabes que só creio nos homens e nas suas capacidades de mover o mundo. De o fazer girar.
Tenho a certeza, que onde quer que estejas, os teus lindos olhos azuis não puderam deixar de sorrir, ao ver-me ali.
Sorrir alias, como sempre fizeram quando me viam. Um sorriso sincero, puro, doce, meigo e generoso. O sorriso de quem ama. O sorriso de uma mãe.
O teu sorriso! Indescritível, único e inigualável …
Sei que sabes que neste último mês mudei. Para melhor.
Que chorei em todo lado sem vergonha nem reservas, que me abracei, em busca de consolo a quem nem sequer conhecia.
Que sorri entre amigos, lavada muitas vezes em lágrimas. E também sabes que até pedi a Deus, a esse teu Deus em que acreditavas que me fizesse um milagre.
O milagre da vida. O milagre da salvação. O milagre que nunca chegou.
Sei que sabes que a dor nos muda, nos torna maiores, melhores e mais misericordiosos.
Connosco e com os demais.
Sei que sabes, melhor que ninguém que a vida, ao contrário do que eu supunha, não é um dado adquirido. Deve ser vivida na sua plenitude.
Confessaste ao pai que eu era a única pessoa a quem não conseguias dizer que ias partir.
Dizias que eu não aceitava. É verdade mãe. Não aceito!
Percebi, naquele dia em que me agarraste a mão que pretendias passar-me essa mensagem:
“Filha, desde pequena que sempre foste uma rapariga corajosa. E eu espero que tu nunca percas essa coragem.”
O meu coração estrangulado respondeu-te que sim.
E prometo continuar a sê-lo, mãe!
Por ti.
Por mim.
E por todos nós.
As palavras são eternas... o corpo, não... RIP José Saramago
terça-feira, junho 15, 2010
Luto
sexta-feira, junho 11, 2010
terça-feira, junho 08, 2010
segunda-feira, junho 07, 2010
Da Gente que Eu Gosto
Eu gosto de gente que vibra, que não tem de ser empurrada, que não precisa que se lhe diga que faça as coisas, mas que sabe o que tem que fazer.E faz.
Gente que cultiva seus sonhos até que esses sonhos se apoderam de sua própria realidade.
Gosto de gente com capacidade para assumir as consequências das suas ações, de gente que arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho, que se permite abandonar os conselhos sensatos, deixando as soluções nas mãos de Deus.
Gosto de gente que é justa com sua gente e consigo mesma, de gente que agradece o novo dia, as coisas boas que existem em sua vida, que vive cada hora com ânimo, dando o melhor de si, agradecida por estar viva, por poder distribuir sorrisos, de oferecer suas mãos e ajudar generosamente sem esperar nada em troca.
Gosto de gente capaz de me criticar construtivamente e de frente, mas sem me lastimar ou me ferir.
De gente que tem tacto.
Gosto de gente que possui sentido de justiça.
A estes chamo de meus amigos.
Gosto de gente que sabe a importância da alegria e a practica.
De gente que por meio de piadas nos ensina a conceber a vida com humor.
De gente que nunca deixa de ser animada.
Gosto de gente que nos contagia com sua energia.
Gosto de gente sincera e franca, capaz de se opor com argumentos razoáveis a qualquer decisão.
Gosto de gente fiel e persistente, que não descansa quando se trata de alcançar objetivos e ideias.
Encanta-me a gente com critérios, que não se envergonha em reconhecer que se equivocou ou que não sabe algo.
De gente que, ao aceitar seus erros, se esforça genuinamente por não voltar a cometê-los.
De gente que luta contra adversidades.
Gosto de gente que busca soluções.
A sensibilidade, a coragem, a solidariedade, a bondade, o respeito, a tranquilidade, os valores, a alegria, a humildade, a fé, a felicidade, o tacto, a confiança, a esperança, o agradecimento, a sabedoria, os sonhos, o arrependimento, e o amor para com os demais e consigo próprio são coisas fundamentais para se chamar GENTE.
Mario Benedetti
segunda-feira, maio 31, 2010
quinta-feira, maio 27, 2010
Acordo de noite subitamente ...

domingo, maio 23, 2010
Quando a vida dói cá dentro...
Um beijo enorme para ti, Mimi...
Um beijo de LUZ para a tua Mãe...
sexta-feira, maio 07, 2010
Apetece-me... o silêncio...
O silêncio para ouvir o murmurar da saudade dentro de mim
O silêncio para ver a palavra que nasce de cada sílaba por dizer…
Apetece-me o silêncio do vento no rosto por descobrir no meio da multidão
Aquele silêncio que vem quando estamos a falar com a nossa própria alma…
O silêncio de tudo o que não disse mas que foi dito tão alto
O silêncio de tudo o que não escrevi porque foi tudo tão sentido…
Apetece-me o silêncio de um violino que não toca porque existir basta
Apetece-me o silêncio de uma música eterna suspensa no tempo
O silêncio de um sorriso que agarro porque em cada camada de silêncio
há uma enorme sinfonia
a acompanhar todo o sentimento
indizível e dito
em silêncio
quarta-feira, maio 05, 2010
Apetece-me... música e poesia!
Pedro Barroso, em Sensual Idade
Como que a lembrar que somos feitos disto... também: corpo, alma, emoção, sentimento...
segunda-feira, maio 03, 2010
Apetece-me... poesia!
Eternamente, Florbela Espanca!...
Porque o amor, o amor apetece sempre!...
E na poesia há a alma e o coração e a pele e a emoção e o amor dos poetas e o amor... tão nosso, também!
segunda-feira, abril 26, 2010
NAMASTÊ
Que a minha prece seja, não para ser protegido dos perigos, mas para não ter medo de enfrentá-los. Que a minha prece seja, não para acalmar a dor, mas para que o coração a conquiste.
Permita que na batalha da vida não procure aliados, mas as minha próprias forças.
Permita que não implore no meu medo ansioso por ser salvo, mas que aguarde a paciência para conquistar a minha liberdade.
Rabindranath Tagore, poeta indiano.
quinta-feira, abril 22, 2010
Reparem no que o medo faz em nós
A menina chega mas as suas costas curvam-se cada vez mais.
O medo instalado numa pessoa é terrível!
Chega a salvação:
a mão do homem - técnico de uma das equipas da NBA - nas suas costas
a outra que não deixa o microfone descer
quando pela segunda vez ela vai desistir...
e vai mudando o comportamento da plateia.
e no final sai tão rápido como chegou.
não ficou ali à espera dos aplausos.
os aplausos eram dela.
regressa ao seu lugar depois da missão cumprida.
Isto é caring leadership.
quarta-feira, abril 14, 2010
Voar nas asas de um condor
A escolha foi feita porque, primeiro, voar nas asas de um pássaro com este nome diz tudo:
Sente-se a frescura do vento atravessar-nos o corpo mas em certos instantes essa frescura pode vir "com dor".
A dor da coragem de deixar de lado caminhos que não nos levam a lado nenhum (mesmo que gostemos de os percorrer)
A dor que é necessário sentir para arrancar do nosso peito o que olhamos e vemos apenas à distância
A dor de passar perto de muitos mundos mas com a certeza que esses mundos não nos podem receber.
Voo ainda... pois podemos estar sempre onde mais desejamos. Não há longe nem distância quando assim o desejamos.
E depois porque sendo o condor o maior pássaro do mundo nada basta a não ser o Melhor!
terça-feira, março 30, 2010
Chuva na vidraça
terça-feira, março 23, 2010
How far do you wanna go? :)
Para espicaçar a energia neste princípio de Primavera! Uma canção de um novo grupo country com uma batida muito interessante! Gostei dela, assim, à primeira! Como qualquer paixão of the season!
"Are you looking for
A little more...?"
sexta-feira, março 19, 2010
Pai
quinta-feira, março 18, 2010
Original Sin
Oh, it's carnival night
And they're stringing the lights around you
Hanging paper angels
Painting little devils on the roof
Oh the furnace wind
Is a flickering of wings about your face
In a cloud of incense
Yea, it smells like Heaven in this place
I can't eat, can't sleep
Still I hunger for you when you look at me
That face, those eyes
All the sinful pleasures deep inside
Tell me how, you know now, the ways and means of getting in
Underneath my skin,
Oh you were always my original sin
And tell me why, I shudder inside, every time we begin
This dangerous game
Oh you were always my original sin
A dream will fly
The moment that you open up your eyes
A dream is just a riddle
Ghosts from every corner of your life
Up in the balcony
All the Romeo's are bleeding for your hand
Blowing theater kisses
Reciting lines they don't understand
Para lá desta janela... estás tu...
quarta-feira, março 10, 2010
Hora
Para as grandes aventuras,
Passam no ar palavras obscuras
E o meu desejo canta --- por isso marco
Nos meus sentidos a imagem desta hora.
Sonoro e profundo
Aquele mundo
Que eu sonhara e perdera
Espera
O peso dos meus gestos.
E dormem mil gestos nos meus dedos.
Desligadas dos círculos funestos
Das mentiras alheias,
Finalmente solitárias,
As minhas mãos estão cheias
De expectativa e de segredos
Como os negros arvoredos
Que baloiçam na noite murmurando.
Ao longe por mim oiço chamando
A voz das coisas que eu sei amar.
E de novo caminho para o mar.
(Poema de Sophia de Mello Breyner Andresen)
segunda-feira, março 08, 2010
Menina dos olhos de água
segunda-feira, março 01, 2010
Festejar
Deviamos fazer uma festa por cada pedacinho de alegria que a vida nos trás.
Hoje estou feliz porque finalmente o meu tesouro chegou ao percentil 5 de peso!!
Para muitos isto pode não ser nada mas dadas as horas da minha vida que já passei a contabilizar o que este pirralho come, este é um momento nobre!
Se não fosse o primeiro dia da semana (e esta vai ser completa) chamava todos os que já assistiram às minhas contabilizações para com eles festejar o momento.
Cá estamos nós a caminho...
Esperança
A caminhar mas em estradas paralelas
é assim que deve ser
cada um é um individuo e não pode fundir-se no outro
não compreendo o caminho mas sigo em frente para te encontrar
algo pelo caminho atropela os sentidos
por vezes ficamos parados no meio do caminho
mas quando essa espera é demasiado longa
precisamos continuar e o que te tiver que nos acompanhar lá estará no próximo atalho
a vida não é feita em linha recta.
Tem paragens, tem desvios e por vezes nem vemos a direcção
o importante é não ter medo de seguir.
não nascemos para ficar no mesmo lugar
nascemos para trilhar caminhos e muitos não estão desenhado nem têm mapa
segue-se numa direcção
sexta-feira, fevereiro 26, 2010
o belo
segunda-feira, fevereiro 22, 2010
Mais um miminho ao Acontece!
Regras do desafio:
1. Indicar o selinho para os blogs cujos posts considere mais interessantes e cheios de significados, não levando em conta o layout ou a organização de widgets do blog.
Marianinha:http://peaceandmelodies.blogspot.com/
A senda:http://a-senda.blogspot.com/
Trilhos Secretos: http://trilhosecretos.blogspot.com/
Inêsdepapel: http://www.inesdepapel.blogspot.com/
2. Responder a esta pergunta : " Acha que a beleza está nos olhos de quem vê ou isso é só uma desculpa de pessoas feias?"
A beleza não se compra nem se vende, mas... sente-se! Sente-se no olhar, nas palavras, no coração, na alma, na luz que vem até nós!
3. Avisar quem indicou.
Muito obrigada Beatriz! Um beijinho colorido como o teu arco-íris!
sábado, fevereiro 20, 2010
poesia a sorrir!
domingo, fevereiro 14, 2010
S.Valentim
Gifs Animados
"Agora, voltei. Não sei por quanto tempo, mas isso pouco importa. Agora, estou aqui." José Luís Peixoto
quarta-feira, fevereiro 03, 2010
Outros corações
Nem imagino como seria viver sem estes corações!...Por cada coração de gelo que encontro, conheço uma centena de outros corações palpitantes de calor, em cujo fogo de doçura sabe bem adormecer! Limpam a alma de amarguras, fazem esquecer o lodo de outros espaços poluídos pelo narcisismo e egoísmo descoloridos, fazem acreditar que por baixo da pele existem laços, existem afectos que embalam os dias. São autênticos spas da alma, massajam com ternura as nossas dores e aliviam as horas de esforços pesados e inevitáveis, de cansaços diários e incontornáveis. São livros que ensinam, são canções que encantam, são mãos que aconchegam, são sorrisos que libertam, são palavras que preenchem espaços deixados por silêncios desconfortáveis e dolorosos.
Por cada coração de gelo que conheço, há uma centena de outros corações de fogo que me alentam e aquecem neste “Inverno demasiado longo”… São pórticos de acesso a um mundo suave e mais leve que as horas dos dias sem sol…
Obrigada a todos esses outros corações !
segunda-feira, fevereiro 01, 2010
Gelo no coração

Há dias gelados de um Inverno demasiado longo em que certas pessoas me fazem sentir quase demasiado morta para ter vontade de respirar, para ter vontade de me revoltar, de me indignar. Há pessoas tão más, de carácter tão obscuramente egoísta e maldoso, que me fazem sentir revoltada e ao mesmo tempo sem forças para reagir. São pessoas egocêntricas e puídas como a roupa velha e sem utilidade alguma que não seja servirem para limpar o chão ou para serem encharcadas em lixívia com o objectivo de desinfectar os azulejos da casa de banho. São pessoas desse tipo, do tipo gasto, estragado pelo tempo e pela maldade, pelo materialismo do ambiente estéril em que cresceram, pela corrupção dos afectos e pelo vazio da alma, que vivem com o único objectivo de se servirem do coração dos outros, de sugarem a vida dos outros, de se alimentarem do afecto dos outros para sobreviverem, que me deixam ainda mais cansada que o frio deste Inverno demasiado longo.
Elas, que nada carregam dentro de si que não seja o seu ego exacerbado e cego, apontam o dedo a quem lhes exige dignidade e respeito e sentem-se ofendidas quando, no fim de um caminho demasiado penoso, os outros lhes pedem apenas respeito. Sim, não é amor nem entrega, é apenas respeito. Nesse momento final é só o que pedem e essas pessoas gastas como os dias sem sentido, essas pessoas que me retiram até a força para reagir, que me gelam a alma como estes dias demasiado gelados de um Inverno demasiado longo, impregnadas de egoísmo estéril insurgem-se contra quem lhes deu sempre tudo gratuitamente e quem as amou sem exigências, respeitando até as regras mais absurdas. Insurgem-se, porque se apercebem que quem tudo lhes deu se cansou, finalmente, de ser tratado como um pano de limpeza para limpar o coração de pedra, um coração feito apenas de veias e artérias e matéria e sangue, mas desprovido do calor e do sentimento que o distingue do dos animais…
Quando tropeço em seres destes ao longo da vida, não consigo deixar de pensar que há almas que estão ainda tão longe da ansiada paz existencial e que o seu caminho será certamente longo e espinhoso e que muitos outros seres inocentes serão trucidados no percurso, enquanto elas se purificam.
Há manhãs geladas como a deste dia que me deixam assim, amarga e desencantada…
quinta-feira, janeiro 28, 2010
Deixa o mundo Girar
(Cá vai a letra toda porque não consegui seleccionar apenas um pedacinho!)
Quantas vezes vais olhar para trás
Estás preso a um passado que pesou
Quantas vezes vais ser tu capaz
Fazer sair quem por engano entrou
Abre a tua porta, não tenhas medo
Tens um mundo inteiro à espera para entrar
De sorriso no rosto talvez o segredo
Alguém que te quer falar
Olha em frente e diz-me aquilo que vês
Reflexos de quem conheces bem
Ouve essa voz é a tua voz
Dá-lhe atenção e a razão que tem
Abre a tua porta, não tenhas medo
Tens um mundo inteiro à espera para entrar
De sorriso no rosto talvez o segredo
Alguém que te quer falar
Deixa o mundo girar para o lado que quer
Não o podes parar nem tens nada a perder
Estás de passagem
Não o leves a mal se te manda avançar
Talvez seja um sinal que não podes parar
Estás de passagem
Vai aonde queres
Sê quem tu quiseres
Estende a tua mão
A quem vier por bem
Abre a tua porta, não tenhas medo
Tens um mundo inteiro à espera para entrar
De sorriso no rosto talvez o segredo
Alguém que te quer falar
Deixa o mundo girar para o lado que quer
Não o podes parar nem tens nada a perder
Estás de passagem
Não o leves a mal se te manda avançar
Talvez seja um sinal que não podes parar
Estás de passagem
Deixa o mundo girar para o lado que quer
Não o podes parar nem tens nada a perder
Estás de passagem
Não o leves a mal se te manda avançar
Talvez seja um sinal que não o podes parar
Estás de passagem, só de passagem, estou de passagem
Para outro lugar
quinta-feira, janeiro 21, 2010
Oxygen
O que ando a ouvir nos últimos dias...
Uma doce melodia... (Não encontrei o vídeo oficial - talvez nem exista...)
I love Colbie Caillat!
sexta-feira, janeiro 15, 2010
Nascer...Viver
Wither...
Let it out, let it out
Fill the empty space
So insecure
Find the words
And let it out
Staring down, staring down
Nothing comes to mind
Find the place
Turn the water into wine
But I feel I'm getting nowhere
And I'll never see the end
So I wither
And I render myself helpless
I give in
And everything is clear
I break down
And let the story guide me
Turn it on, turn it on
Let the feelings flow
Close your eyes
See the ones you used to know
Open up, open up
Don't struggle to relate
Lure it out
Help the memory escape
Still this barrenness consumes me
And I feel like giving up
So I wither
And I render myself helpless
I give in
And everything is clear
I break down
And let the story guide me
I wither
And give myself away
Like reflections on the page
The world's what you create
I drown in hesitation
My words come crashing down
All my best creations
Burn into the ground
The thought of starting over
Leaves me paralyzed
Tear it out again
Another one that got away
I wither
And render myself helpless
I give in
And everything is clear
I wither
And render myself helpless
I give in
And everything is clear
I break down
And let the story guide me
I wither
And give myself away
Like reflections on the page
The world's what you create
(A música é linda, a letra é triste e profunda... Há dias assim! Deve ser da chuva ou da falta de sol! As redundâncias são tão poéticas!)
terça-feira, janeiro 12, 2010
"És a minha essência!"
"Mãe, amo-te tanto... És a minha essência!"E a partir de então, deixamos de ser apenas um num corpo só para eu me surpreender todos os dias com a água deste amor sem fim que alimenta a minha existência... Sim, eu sou a tua essência e tu és a minha vida! E sei, bem fundo no coração, que viveremos para sempre com esta certeza!...
PARABÉNS, FILHO ADORADO!
sábado, janeiro 09, 2010
Caixa de chocolates

Forrest Gump
A vida é… a vida é...
Às vezes parece que nunca há pedras suficientes para atirar às dores que entram na pele.
Às vezes parece impossível mudar as voltas trocadas do mundo e amar apenas quem se deve amar. O emaranhado do destino e das suas forças controlam a nossa existência ditatorialmente.
Ela tinha dito ao ar que à volta dela girava, que devia amar quem a amava e não ficar sentada na beira do caminho da vida à espera que o sorriso dele chegasse com os primeiros raios de sol. Esperar, esperar apenas não chegava. A vida é mais que isso, por isso ela deu instruções ao carteiro para que este lhe trouxesse a cor da escrita dele numa carta que ele nunca escreveu apenas por medo. Sim, medo. Ele tinha muito medo da vida. Ele tinha muito medo de aceitar o bater acelerado do coração, o sorriso abstraído nos lábios quando relembrava o toque da mão dela, o suspiro involuntário quando pensava no olhar preso no seu, naquela vez imaginária em que se encontraram numa noite de Inverno, sem que nada, a não ser a luz enfeitiçadora da lua, o tivesse previsto e o tivesse provocado. Mas encontraram-se, nos sonhos dele, nos sonhos dela. Encontraram-se.
E nada foi como imaginaram.
Nada foi como previram.
Foi como tinha de ser.
E ela, nessa noite imaginária, disse-lhe que lamentava. Disse-lhe muitas coisas sem sentido. Falou-lhe da luz que tinha visto nele quando abriu os olhos e na sua imaginação o reencontrou. Falou-lhe do abraço que não deram, do beijo esquecido, do sorriso preso em frases banais atadas a um esforço que doeu por dentro, somente por dentro porque ninguém mais percebeu, para que o calor da pele ficasse presa a ela e não chegasse a ele.
E ela pensou na frase, aquela que Forrest Gump dissera à sua amada eterna:
“I’m not a smart man but I know what love is…”
E ela compreendeu que o carteiro não tinha recebido a sua mensagem. E que carta nenhuma chegaria e que, por isso, iria dormir nessa noite gelada de Inverno enrolada na certeza de que tudo estava como tinha de estar.
Porque a vida é como uma caixa de chocolates. E há que o saber aceitar!
quinta-feira, janeiro 07, 2010
Os teus caracóis dourados!
Perco o tempo de cada vez que fico quieta de mim.
Adormecemos embalados pela história nova e vejo o teu olhar grande e desperto atento às palavras lentas para que possas entender. Os elfos e a lua abraçam a menina e protegem-na das coisas ruins. Num cavalo branco ela é resgatada e salva para sempre.
Enrolo demoradamente as minhas mãos pelos teus caracóis dourados. Ou serão eles que se enrolam em mim?
Sinto a serenidade que só pode vir de um sonho. Um sonho de um lugar mágico e harmonioso com cor azul e chão suave e macio como algodão.
O meu nariz cheira a mel.
Não, ainda não é hora de acordar e ainda posso cheirar um pouco mais o teu respirar.
O que se vê desta janela é o que a mente consegue criar. Um espaço e um tempo que há-de chegar e onde o lugar das coisas não terá existência.
Criar uma vida a partir do quase nada permite que a construção não tenha um caminho já desenhado. Colocar nas mãos de quem nada tem, e quase nada pode perder, a força e a determinação de desbravar um percurso possibilita chegar a gentes e a destinos que ainda não tinham sido revelados.
Abre-se a janela e deixa-se o choro da chuva entrar. Incomoda o seu gemido aflito a pedir para entrar.
No meio da aridez deste lugar encontra-se o que irá fortalecer cada traço do desenho, da vida.
Na tela da vida as cenas são muitas vezes escurecidas pelas nuvens da desilusão e do cansaço. A pintura muda vezes sem conta de tonalidade e muitas vezes o encanto fica escondido debaixo de uma qualquer pedra até que esta volte a rebolar para um outro canto.
Não é preciso abrir a porta para se sentir o frio gelado do tempo que se faz agora. O frio entorpece até a mente e mesmo debaixo de uns cobertores que deveriam aquecer o corpo, o rosto ainda permanece gelado.
Mas esse mesmo frio conserva até os sonhos e basta um pouco de calor de uma mão que se junta à nossa para os aquecer e de novo e voltarem à vida.
E nos teus caracóis dourados habitam imensas razões para emanar esse calor e deixar cada sonho realizar-se em cada momento que passa.


























