quinta-feira, maio 08, 2008

MAYDAY




Todos com certeza já ouviram a famosa palavra MAYDAY.
Por definição significa :
"Mayday é a chamada radiotelefônica de emergência ou socorro, versão anglicizada do francês m'aidez,
"ajude-me". Utilizada principalmente nas navegações marítimas e aeronáuticas, faz parte do Código
internacional de sinais e do Código Fonético Internacional."
Pois bem, hoje não pretendo fazer nenhuma chamada radiotelefónica mas sim uma chamada radioplanetária.
Vou chamar a minha nave e pedir-lhe encarecidamente para me levar de volta para o meu planeta, porque a minha missão por aqui já teve melhores dias.
Sei que nem todos vêm para este planeta com a mesma missão, e enquanto a uns a vida lhes corre de feição no que eu chamaria de um circulo perfeito, os outros têm de caminhar por caminhos íngremes e bem mais tortuosos.
Uns chamam-lhe karma, outros sorte, outros sei lá o quê!
Para quem não me conhece o meu nome é Mimi e sou do signo peixes.
Pois bem, parte da minha incapacidade de adaptação está precisamente ai, nos 2 peixes que compõem a minha personalidade.
Se por um lado um dos peixes é sensível, frágil, doce, ingénuo e por vezes infantil, o outro é uma verdadeira fera, refilão, teimoso, ansioso, sem paciência e muitas vezes inflexível.
Diria mesmo que um dos peixes é tipo Nemo e o outro é um tubarão, o tubarão mau!
Pois bem, sabendo os meus criadores de antemão que sofro com esta falta de entendimento entre os meus dois peixinhos, não se percebe como é que me puseram justamente numa missão tão complexa.
Tenho os meus 2 meninos oprimidos e tristes... e se eles andam insatisfeitos, eu, não por consequência mas por solidariedade, também fico!
É que nós lá no meu planeta somos todos muito solidários!
Mandei um fax ao meu criador e expliquei-lhe que se por um lado o meu Nemo gosta de uma vida pacata, calma, sem sobressaltos e sem conflitos, o meu tubarão mau tem mesmo um génio difícil e muita falta de paciência principalmente quando se cruza com determinados espécimes da raça humana.
E digo-vos uma coisa, espécimes raros nesta minha missão é o que não me tem faltado!
Tropeço em alguns quase todos os dias e não encontro forma de os conseguir afastar.
Se por sorte um se afasta aparecem mais dois ou três.
É como os cabelos brancos, arranca-se 1 nascem 7!
Como devem calcular hoje nem ouvi o meu Nemo piar, o protagonismo foi todo para o meu tubarão mau que só não arrancou o braço a alguém porque o meu Nemo não deixou.
Infelizmente fui informada que um dos sensores da minha nave está avariado e como tal terei de prolongar a minha estadia no planeta terra por mais algum tempo.
Resta-me tentar conviver e conduzir da melhor forma o que me resta desta minha missão por aqui e nos dias mais nublados subir ao cimo de um monte e gritar de plenos pulmões:
MAYDAY, MAYDAY, MAYDAY !!

segunda-feira, maio 05, 2008

Diário de uma mãe - 2 (no dia da mãe)

O príncipe desta história!...

Quando eu nasci,

Quando eu nasci,
Ficou tudo como estava
Nem homens cortaram veias
Nem o sol perdeu raios de fileiras...
Somente,
Esquecida das dores
A minha mãe sorria...
Quando eu nasci,
As nuvens não espantaram,
Não enlouqueceu o poeta que cantava...
Para que o dia fosse grande e faustoso
Bastou o riso amoroso
Da minha querida mãe!



Edgar Filipe, 11 anos
4 de Maio de 2008
Beijinhos para todas as mães, em todos os dias!...

quarta-feira, abril 30, 2008

Diário de uma mãe - 1



Gustave Klimt, Mãe e filho


- Mãe, quero pedir-te uma coisa, mas já sei que não vais deixar. Esquece.
Alguns (poucos) minutos depois:
- Mãe, amanhã posso fazer um trabalho para Inglês com a Lipa e com a Patrick?
- Claro,- disse eu. E elas vêm cá a casa de tarde?
- Sim. E podemos ir almoçar à pizzaria?
- Sozinhos?
- Oh mãe, claro. Vamos os três. Dás-me dez euros, então?
- E vão a pé? Sozinhos?
-Oh mãe… Claro.
E pronto. Foi assim o teu primeiro almoço fora, com as amigas, sem a mãe. Com onze anos.
Sempre rodeado de meninas, gostas também de estar com os outros rapazes, mas pareces preferir as conversas das meninas e as suas brincadeiras. Os rapazes têm brincadeiras muito físicas (empurram-se, jogam futebol, correm imenso), enquanto as meninas são mais cerebrais, escutam-te, conversam, discutem.
Estavas tão ansioso com o almoço que até esqueceste a mochila da Educação Física na escola! Claro que te passei um raspanete brutal e ameacei-te de te castigar se a mochila não aparecesse! No dia seguinte, correste a escola, bateste todas as esquinas e, finalmente, encontraste-a numa sala onde tiveste aula de substituição de, precisamente, Educação Física! Recuperaste a alegria, pois julgaste que te tiraria o telemóvel, o Disney Channel, o MSN… As tuas diversões preferidas.
Estás a crescer tão depressa…Pré-adolescente, como gostas de te chamar. Corpo de rapazinho e mente de quase-adolescente! Que questiona, que gere conflitos interiores, que procura entender coisas difíceis… E as "coisas difíceis" da adolescência ainda mal começaram!

terça-feira, abril 29, 2008

Dúvida - 2




Parece que vou escrever um post sobre a dúvida!...



Viver a dúvida é tão natural como viver a alegria ou a tristeza. A dúvida é sempre um estado de alma doloroso, mas todos sabemos que quando a vivemos não estamos sozinhos. Muitos são os que a sentem, tal como nós, nalgum momento da vida, em relação a algo ou a alguém.

A questão é: como agir quando se têm dúvidas?

Quando há um crime, por exemplo, como se pode condenar se as dúvidas pairarem sobre as consciências? Deve-se deixar um criminoso impune e pronto a cometer outro crime se sair ileso, ou punir, condenando, apesar das dúvidas e de não haver certezas, correndo-se, assim, o risco de condenar um inocente?

Porque há tantas pessoas que parecem ter sempre a certeza de tudo e outras que nunca estão seguras de nada, que vivem na indecisão e dúvida constantes?

Será que a maturidade aumenta a nossa certeza e diminui a dúvida?... Quantos de nós, então, desejariam "crescer" mais depressa?...

Dúvida - 1

Quando as emoções transbordam do coração, só podemos deixá-las aflorar aos olhos em forma de lágrimas...

As palmas ressoaram estridentes e fortes no teatro. A jovem actriz abraçava a Diva que terminava a peça com as enigmáticas palavras: "Tenho tantas dúvidas..."


A plateia estava repleta e a emoção fervilhava no ar, eclodindo em palmas a carga acumulada dos minutos em que a respiração estava presa e os olhares suspensos na representação da velha senhora do teatro, do actor reconhecido e aclamado e da jovem e emocionada actriz que mal cabia em si de felicidade naquele último dia de espectáculo.



"Dúvida" era a peça. Eunice Muñoz, Diogo Infante e Isabel Abreu os actores principais.

segunda-feira, abril 21, 2008

Humanidade ou moda ?

Numa das minhas muitas idas ao supermercado e enquanto aguardava pacientemente pela minha vez na caixa, olhei para o lado e vi uma bancada cheia de revistas, as tais chamadas revistas cor-de-rosa.
Numa das capas, saltou-me a atenção um dos títulos que dizia mais coisa menos coisa " Sofia Alves vai adoptar uma criança".
Olha mais uma, pensei eu.
Sim porque nos tempos que correm já são mil e uma celebridades que adoptam crianças.
Ele é o Bradd Pitt e a Angelina, Madonna, Sheryl Crow, George Lucas (realizador da guerra das estrelas), Tom Cruise e Nicole Kidman e até a conhecida Ágata foi buscar uma criança brasileira de 8 anos na costa da Caparica!
Perdoem-me se estiver errada, mas diria eu que é mais uma moda, isto para não lhe chamar um capricho ou pior ainda, uma forma de promoção.
Confesso que este tema nunca me suscitou qualquer dúvida e sempre achei uma atitude nobre o acto de adoptar crianças que por contingências da vida não puderam crescer no seu seio familiar.
Acontece que um dia destes fui tomar café com varias colegas de trabalho e uma delas, mãe de 3 filhos, comentou casualmente que ela e o marido pretendiam adoptar uma criança.
Ao contrario das demais, fiquei um pouco a modos que baralhada e numa tentativa de perceber este novo fenómeno social, questionei-a sobre o que a levava a ela, mãe de 3 filhos e com uma vida atarefada, a querer adoptar uma criança.
A resposta foi muito simples, rápida e directa: “para dar um exemplo de humanidade aos meus filhos”.
Bem, depois da resposta fiquei ainda mais confusa e baralhada que no inicio da mesma.
Um exemplo de humanidade, mas que bem!
Estava a espera de muitas respostas do tipo:
- Temos vontade de ajudar e criar uma criança sem possibilidades, dar-lhe um lar e uma boa educação;
- Que os laços de pai e mãe vão muito para além do biológico, e cingem-se tão somente na capacidade de dar e receber amor;
Mas não, os motivos não eram de todo esses.
Como sofro de um defeito terrível chamado pensamento excessivo, não consegui terminar a conversa por ali e voltei de novo a carga.
Comecei por lhe dizer que a vida nem sempre era linear e nem sempre as palavras são suficientes para se alcançar o âmago das experiências.
Que para mim a adopção era concebida para dar uma família a uma criança, e não para dar uma criança a uma família.
Adopção não é, ou melhor não deveria ser um acto de humanidade ou de caridade.
Não se pode ser mãe ou pai por humanidade, é preciso muito mais.
Que achava mais que compreensível que casais sem filhos adoptassem crianças mas quando se tratava de casais com filhos, como era o caso, outras questões se impunham.
Seria capaz numa situação de crise de ser totalmente imparcial perante um dos filhos legítimos e o adoptivo? Amaria incondicionalmente esse filho adoptivo como os seus próprios filhos?
Não me soube responder a tais questões até porque segundo me disse nunca tinha reflectido sobre elas…
Eu quanto a mim falo, teria a capacidade para criar a amar uma criança mas nunca conseguiria iguala-la ao que sinto pelo meu filho. Assim sendo, não tenho condições para adoptar quem quer que seja…
Tenho uma parte mas falta-me o todo.
Num outro contexto diria que são Dualidades, dualidades de opiniões … por aqui resta-me dizer, que enfim …
Acontece!

domingo, abril 20, 2008

Laços

Tudo se resume a laços. Os outros são como nós. Somos tão parecidos, afinal!...
Apetece dizer que sem os laços que nos unem aos outros não tínhamos onde nos agarrar, viveríamos desgarrados da nossa essência. Laços que unem, não laços que prendem, nem amarram. Unem e envolvem sem asfixiar.
O que são os laços?... Como se pressente que entre duas pessoas existe um laço que as une e as alimenta e lhes dá vida? …
Sentir que há alguém, numa sala cheia de gente, com um brilho no olhar que nos diz algo especial; acabar a frase que alguém começou sem ter nada premeditado; rir ao mesmo tempo de algo a que mais ninguém achou graça; sorrir com a lembrança dessa pessoa; sentir que dela só parecem vir coisas boas, sensações de alegria e calor, serenidade e harmonia; sentir que tudo parece bem porque esse alguém está presente…
Calcorreamos o mundo à procura de laços destes e afinidades assim e, muitas vezes, o que encontramos são nós: nós cegos, nós castrantes, nós que afligem, que perturbam, que fazem secar a alma e endurecer o coração.
Encontrar laços, viver experiências com alguém que parece ser uma extensão de nós… Olhar para o horizonte e ver um arco-íris... Consegues vê-lo comigo?...

sexta-feira, abril 18, 2008

Este espaço está mais belo!

Agora somos três!... E mais os outros todos que gostam de partilhar pensamentos e emoções por aqui! A partir de agora, somos três a escrever o que dita o coração, a experiência, a razão!... Somos três para que este espaço seja mais perfeito, mais rico e mais envolvente!
Fiquei feliz com a sugestão da Cláudia e mais feliz ainda quando a Mimi aceitou o convite para enriquecer este lugar de encontro (ou desencontro), este lugar onde o sol nasce sempre! Estávamos a precisar de uma lufada de ar fresco vindo do sul! :)
Bem vinda Mimi!...

terça-feira, abril 15, 2008

Há um cantinho na minha sala...


Aquele sitio reune muitos dos meus sonhos... Não apenas sonhos mas também vida! A partir dali vejo apenas um pedacinho de mar mas o suficiente para sentir que quando olho para o horizonte não lhe vejo o fim. Do mesmo modo que não vejo o fim do meu pensamento...
Dali não se consegue definir onde se separa o Mar do Céu nem em que instante o Sol deixa de se ver no fim do dia. Daquele pequenino sitio muitas foram as ideias que iniciei e outras tantas às quais pus fim. É apenas um lugar mas que guarda já tanto do que vivi que sempre que ali estou algo se abala em mim. São apenas breve instantes mas intensos momentos...

segunda-feira, março 31, 2008

Estou a descobrir...

"Cada instante que passa é uma gota de vida que nunca mais volta a cair... aproveite cada gota para evoluir."

"... Ainda dá tempo de arrumar sua mala e seguir seu caminho rumo ao seu próprio destino. Se quiserem lhe acompanhar, ótimo. Se não, não lamente. Você é único e completo, rico e insubstituível e é capaz de preencher toda a sua vida por si só."
Pode-se ler o artigo todo em:
http://somostodosum.ig.com.br/clube/artigos.asp?id=11187&onde=2

quarta-feira, março 26, 2008

Divagações


A força está em nós
mesmo dentro de cada um
conseguimos tudo o que queremos
só precisamos de o querer com a devida intensidade
se alguém tem o poder de te fazer sofrer
só tens que lhe tirar esse poder
as lágrimas podem ser negras de dor
o coração pode estar partido de sofrer
mas isso apenas significa que não é isso que é para ti
para mim.
queima - o que doi!
mata - a dor!
parte - o que tem que ser partido!
e não permitas que isso não te deixe viver

a essencia da vida
não é sofrer nem é a dor
acorda de vez a força que está dentro de ti e liberta toda essa energia para o essencial
deixa cair, larga no chão o que não está agarrado a ti
mesmo que aches que era isso mesmo que querias

pinta o quadro de negro para não se ver o que daí esperaste...

No meu colo me encolho e choro todas as lágrimas que me estão a apertar a alma
são laços que ficaram demasiado apertados...

são sentimentos que foram perdidos porque não os souberam cuidar...

sábado, março 01, 2008

Lugares escondidos


Vamos jogar às escondidas?

Foi o meu filho de 3 anos que fez este jogo comigo...

Mãe? Está escondida... ahh... estás aqui! A mãe! E apertou a minha mão...
Claro, a mãe está SEMPRE AQUI!
E depois continuei eu...
O meu porto seguro? Onde estás? Ahh, estás aqui...
E aquele lugar onde está o Amigo de sempre? Está aqui! Também sei onde te encontrar...
E mais este e aquele que procuro para uma boa gargalhada? Também está aqui...
Afinal todos estão onde os procuro... aqui, naquele lugar que sei que é o vosso.

E neste lugar aqui? Escondido? Este continua vazio... sem ninguém mas onde todos sabemos quem queriamos encontrar...
Tu! Esse que me acolherias num corpo e alma onde tudo pára para não terminar com o tempo...
onde existir é tão só estar...
mas aí... nesse lugar... esse lugar continua apenas a conter o escuro... e esta espera.

quinta-feira, fevereiro 14, 2008

Momentos breves...



Mãos que tocam o sentir
E sentem o que o que as mãos transmitem

Olhos que vêm a alma
e se iluminam em forma de amor

Boca que saboreia a vida
e insatisfeita coloca nas palavras breves instantes de ti

os sentidos são.
as coisas não têm sentido

o plano da vida não é...
para este sentir
mas esta força desmedida que atrevessa o peito e não permite algo diferente
precisa de ser e acontecer

que voltade desmedida de sair deste plano finito
que sentimento terrivel de estar no sitio errado

Quero voar para lá do sitio onde o mar encontra o céu
e ai permanecer à espera que o Nós aconteça

Estranhas as dualidades
Intensos os extremos

sexta-feira, janeiro 18, 2008

Ensinar peixinhos a andar...

(imagem da internet - autor desconhecido)

Como é possível ensinar peixinhos a andar? Estranha pergunta. Fi-la hoje mesmo aos meus alunos numa aula absolutamente extraordinária, em que a maior parte dos 28 alunos que tinha pela frente me pareciam autênticos peixinhos sem capacidade para aprender a andar! Andar é uma metáfora para "vontade". Os peixes nadam, não andam, não têm capacidade para andar. Ensinar alunos que não têm vontade de aprender, acaba por ser a mesma situação incapacitante. Os peixes não podem andar porque não têm pernas (por isso nadam, que é o que as barbatanas lhes permitem fazer). Os alunos não podem aprender porque não têm vontade (por isso passam sem saber, que é o que o ministério pretende ao incentivar o absentismo, ao pôr em causa a autoridade dos professores, ao criar mecanismos absolutamente ridículos para impedir as reprovações, ao desmoralizar e frustrar os professores que dão o seu máximo no dia-a-dia apresentando-lhes perspectivas de carreira injustas e castrantes). Perante uma turma apática, desinteressada, enfadada com todas as actividades (mesmo quando se leva para a aula uma música oportuna e actual, ou um filme, ou um vídeo para analisar e debater) decidi parar e fazer a pergunta em Português numa aula de Inglês: "Acham possível ensinar peixinhos a andar?" Gargalhada sonora. (Acordaram, pensei eu.) E, pela primeira vez em 40 minutos ( a aula era de 90 minutos), todos olharam para mim com interesse e com um sorriso trocista ("Foi desta que a prof. se passou!", devem ter pensado uns; "O que é que esta quer agora? Está a falar Português, já vem sermão.", devem ter pensado outros; "Será que ela disse alguma coisa antes em Inglês que eu não percebi?"; "Acho que o texto que estavamos a ler não falava de peixes. Ando mesmo distraído... Não percebo nada disto...") Olhei para eles com um sorriso e expliquei que para aprender era preciso vontade, da mesma forma que para andar eram precisas pernas. Disse-lhes que 90% deles não estavam ali, nem sequer a ler o texto (por sinal, do meu ponto de vista, interessante, já que falava do papel do homem e da mulher na sociedade actual, de discriminação, de novos papéis sociais, novas mentalidades) e que dos 10% que estavam a ler, apenas 2% tomavam notas e aprendiam de facto alguma coisa. Disse-lhes que perdoassem a interrupção da sua alienação, mas que me vi obrigada a desabafar este pensamento quando olhei atentamente para os rostos deles e percebi que algo estava errado. Penso que perceberam o que eu quis dizer, pois na resolução da ficha de trabalho que se seguiu, experimentei uma grande azáfama de um lado para o outro a explicar os exercícios e a esclarecer dúvidas, tal era o interesse que de repente surgiu. Parecia que grande parte deles não queria ter ar de peixe, pelo menos até à próxima aula!...



quinta-feira, janeiro 10, 2008

domingo, dezembro 30, 2007

Feliz Ano Novo

Não importa onde nos encontramos o que importa é onde iremos chegar
Não importa o que já vivemos mas sim o que ainda nos espera
Não importa o quanto já fomos felizes mas sim o quanto ainda iremos fazer os outros felizes
Mesmo que o caminho esteja escuro sabemos que se vê melhor a luz nesses momentos
Os meus votos são de que em 2008 as nossas vidas seja
Linda como o arco iris (e o azul deverá ser a cor dominante)
Brilhante como a lua (e cheia de segredos bons)
Quente como o sol (com sentimentos muito intensos)
Cheia de música e alegria (e que a festa seja diária)
e que cada um seja ainda melhor do que é para poder contagiar quem nos rodeia!

Um brinde com todos!






terça-feira, dezembro 25, 2007

Natal



Natal deveria ser sempre renascer, repensar o que se tem feito, o que temos sido para os outros, o que ainda temos que criar, o que temos que partilhar, o que não demos e devemos dar, o que ainda podemos emendar, o que devemos fazer de novo...
Natal deveria ser estar, amar, sorrir com o coração leve...

Natal deveria ser afecto apenas...

Natal deveria ser reviver o que foi perfeito...

Natal sabe sempre a memórias de um tempo em que o Menino nasceu para nos salvar... Salvar de nós, salvar do mal, salvar do desepero, da solidão, da tristeza, da ignorância...

Natal é tempo de (tentar) ser feliz...

É tempo de paz na mão de uma criança!

sexta-feira, novembro 16, 2007

Proteger

Quando amamos alguém e vemos que o caminho escolhido leva ao precipício, devemos intervir, alertar, fazer compreender... Mas o que custa, não é esta intervenção, esta orientação que pensamos ser a melhor para a pessoa a quem queremos bem. O difícil é proteger sem sufocar, é ajudar, orientar, esclarecer sem impôr uma alternativa. O que é penoso é dar apenas a mão sem arrastar o outro connosco. O que custa verdadeiramente é dizer a alguém que nos é querido e que amamos com todo o coração: "Sei que estás no caminho errado, mas deixo-te ir porque tu queres que assim seja, porque TU é que decides o teu destino e eu só posso ficar a assistir..." O que temos de mais sagrado é esta liberdade individual para podermos fazer com a nossa vida o que quisermos, mesmo sem escutar ninguém, sem ouvir os outros, esta liberdade para errar e crescer com os erros (ou ser destruido por eles). Mas também uma das coisas que mais custa é assistir ao desabar do mundo de alguém que amamos infinitamente e não ter podido fazer nada, precisamente devido a essa liberdade.
Não puder guardar todos os que amamos numa redoma de vidro e protegê-los dos precipícios da existência!...

quarta-feira, novembro 07, 2007

Como um rio

Pesam-me os braços, as pernas, todo o corpo que está a mim agarrado me pesa como um fardo absurdo e incontornável. Cansaço, cansaço....
E a cabeça como um rio que leva, que escorre a sanidade, que arrasta para longe o fio de lucidez…
A cabeça como um rio que arrasa a calma, que exaure a serenidade, que me deixa de olhar inerte, presa ao ruído, à alucinação. Sem nada lá dentro, só o absurdo resta. Não entendo o que me leva e traz, o que me empurra, o que me arrasta.
Um peso no peito, uma fadiga brutal instalada em todas as células do meu corpo. Deixo-me compelir pelas horas, pelos minutos, pelas obrigações que me chamam, pelo paradoxo de saber da inutilidade das coisas, do sem sentido dos compromissos, da iniquidade da rotina que mata tudo o que tem significado.
E a cabeça como um rio, sempre, todos os dias igual. Um rio sem margens, sem princípio nem fim, um rio que tudo arrasta, que tudo leva, só não leva este cansaço de mim.

terça-feira, novembro 06, 2007

O segredo do futuro


O segredo do futuro,
é o Amor.
Um Amor sublime e puro,
o belo Amor.
Só o Amor
Resolve tudo numa esperança maior.
Sem Amor
o que era grande é já menor
Sem Amor
o que era bom ficou pior
Só o Amor
Resolve tudo e traz a esperança até nós.
Eu vejo o tempo a passar muito depressa
E ao longe essa esperança
Que sinto apagar
Chamou por mim
Para eu a chamar.
A idéia do Amor
Aconteceu
na estrada da Terra até o Céu.
A idéia do Amor nao se perdeu
E devolveu tudo o que se deu.
A chave do futuro é dar de novo Amor
A todo o "outro"
O "outro" que és tu, e ele, e eu,
A sós neste mundo.

(Pedro Ayres Magalhaes / Fernando Jódice - cantado por Madredeus)