quinta-feira, fevereiro 14, 2008

Momentos breves...



Mãos que tocam o sentir
E sentem o que o que as mãos transmitem

Olhos que vêm a alma
e se iluminam em forma de amor

Boca que saboreia a vida
e insatisfeita coloca nas palavras breves instantes de ti

os sentidos são.
as coisas não têm sentido

o plano da vida não é...
para este sentir
mas esta força desmedida que atrevessa o peito e não permite algo diferente
precisa de ser e acontecer

que voltade desmedida de sair deste plano finito
que sentimento terrivel de estar no sitio errado

Quero voar para lá do sitio onde o mar encontra o céu
e ai permanecer à espera que o Nós aconteça

Estranhas as dualidades
Intensos os extremos

sexta-feira, janeiro 18, 2008

Ensinar peixinhos a andar...

(imagem da internet - autor desconhecido)

Como é possível ensinar peixinhos a andar? Estranha pergunta. Fi-la hoje mesmo aos meus alunos numa aula absolutamente extraordinária, em que a maior parte dos 28 alunos que tinha pela frente me pareciam autênticos peixinhos sem capacidade para aprender a andar! Andar é uma metáfora para "vontade". Os peixes nadam, não andam, não têm capacidade para andar. Ensinar alunos que não têm vontade de aprender, acaba por ser a mesma situação incapacitante. Os peixes não podem andar porque não têm pernas (por isso nadam, que é o que as barbatanas lhes permitem fazer). Os alunos não podem aprender porque não têm vontade (por isso passam sem saber, que é o que o ministério pretende ao incentivar o absentismo, ao pôr em causa a autoridade dos professores, ao criar mecanismos absolutamente ridículos para impedir as reprovações, ao desmoralizar e frustrar os professores que dão o seu máximo no dia-a-dia apresentando-lhes perspectivas de carreira injustas e castrantes). Perante uma turma apática, desinteressada, enfadada com todas as actividades (mesmo quando se leva para a aula uma música oportuna e actual, ou um filme, ou um vídeo para analisar e debater) decidi parar e fazer a pergunta em Português numa aula de Inglês: "Acham possível ensinar peixinhos a andar?" Gargalhada sonora. (Acordaram, pensei eu.) E, pela primeira vez em 40 minutos ( a aula era de 90 minutos), todos olharam para mim com interesse e com um sorriso trocista ("Foi desta que a prof. se passou!", devem ter pensado uns; "O que é que esta quer agora? Está a falar Português, já vem sermão.", devem ter pensado outros; "Será que ela disse alguma coisa antes em Inglês que eu não percebi?"; "Acho que o texto que estavamos a ler não falava de peixes. Ando mesmo distraído... Não percebo nada disto...") Olhei para eles com um sorriso e expliquei que para aprender era preciso vontade, da mesma forma que para andar eram precisas pernas. Disse-lhes que 90% deles não estavam ali, nem sequer a ler o texto (por sinal, do meu ponto de vista, interessante, já que falava do papel do homem e da mulher na sociedade actual, de discriminação, de novos papéis sociais, novas mentalidades) e que dos 10% que estavam a ler, apenas 2% tomavam notas e aprendiam de facto alguma coisa. Disse-lhes que perdoassem a interrupção da sua alienação, mas que me vi obrigada a desabafar este pensamento quando olhei atentamente para os rostos deles e percebi que algo estava errado. Penso que perceberam o que eu quis dizer, pois na resolução da ficha de trabalho que se seguiu, experimentei uma grande azáfama de um lado para o outro a explicar os exercícios e a esclarecer dúvidas, tal era o interesse que de repente surgiu. Parecia que grande parte deles não queria ter ar de peixe, pelo menos até à próxima aula!...



quinta-feira, janeiro 10, 2008

domingo, dezembro 30, 2007

Feliz Ano Novo

Não importa onde nos encontramos o que importa é onde iremos chegar
Não importa o que já vivemos mas sim o que ainda nos espera
Não importa o quanto já fomos felizes mas sim o quanto ainda iremos fazer os outros felizes
Mesmo que o caminho esteja escuro sabemos que se vê melhor a luz nesses momentos
Os meus votos são de que em 2008 as nossas vidas seja
Linda como o arco iris (e o azul deverá ser a cor dominante)
Brilhante como a lua (e cheia de segredos bons)
Quente como o sol (com sentimentos muito intensos)
Cheia de música e alegria (e que a festa seja diária)
e que cada um seja ainda melhor do que é para poder contagiar quem nos rodeia!

Um brinde com todos!






terça-feira, dezembro 25, 2007

Natal



Natal deveria ser sempre renascer, repensar o que se tem feito, o que temos sido para os outros, o que ainda temos que criar, o que temos que partilhar, o que não demos e devemos dar, o que ainda podemos emendar, o que devemos fazer de novo...
Natal deveria ser estar, amar, sorrir com o coração leve...

Natal deveria ser afecto apenas...

Natal deveria ser reviver o que foi perfeito...

Natal sabe sempre a memórias de um tempo em que o Menino nasceu para nos salvar... Salvar de nós, salvar do mal, salvar do desepero, da solidão, da tristeza, da ignorância...

Natal é tempo de (tentar) ser feliz...

É tempo de paz na mão de uma criança!

sexta-feira, novembro 16, 2007

Proteger

Quando amamos alguém e vemos que o caminho escolhido leva ao precipício, devemos intervir, alertar, fazer compreender... Mas o que custa, não é esta intervenção, esta orientação que pensamos ser a melhor para a pessoa a quem queremos bem. O difícil é proteger sem sufocar, é ajudar, orientar, esclarecer sem impôr uma alternativa. O que é penoso é dar apenas a mão sem arrastar o outro connosco. O que custa verdadeiramente é dizer a alguém que nos é querido e que amamos com todo o coração: "Sei que estás no caminho errado, mas deixo-te ir porque tu queres que assim seja, porque TU é que decides o teu destino e eu só posso ficar a assistir..." O que temos de mais sagrado é esta liberdade individual para podermos fazer com a nossa vida o que quisermos, mesmo sem escutar ninguém, sem ouvir os outros, esta liberdade para errar e crescer com os erros (ou ser destruido por eles). Mas também uma das coisas que mais custa é assistir ao desabar do mundo de alguém que amamos infinitamente e não ter podido fazer nada, precisamente devido a essa liberdade.
Não puder guardar todos os que amamos numa redoma de vidro e protegê-los dos precipícios da existência!...

quarta-feira, novembro 07, 2007

Como um rio

Pesam-me os braços, as pernas, todo o corpo que está a mim agarrado me pesa como um fardo absurdo e incontornável. Cansaço, cansaço....
E a cabeça como um rio que leva, que escorre a sanidade, que arrasta para longe o fio de lucidez…
A cabeça como um rio que arrasa a calma, que exaure a serenidade, que me deixa de olhar inerte, presa ao ruído, à alucinação. Sem nada lá dentro, só o absurdo resta. Não entendo o que me leva e traz, o que me empurra, o que me arrasta.
Um peso no peito, uma fadiga brutal instalada em todas as células do meu corpo. Deixo-me compelir pelas horas, pelos minutos, pelas obrigações que me chamam, pelo paradoxo de saber da inutilidade das coisas, do sem sentido dos compromissos, da iniquidade da rotina que mata tudo o que tem significado.
E a cabeça como um rio, sempre, todos os dias igual. Um rio sem margens, sem princípio nem fim, um rio que tudo arrasta, que tudo leva, só não leva este cansaço de mim.

terça-feira, novembro 06, 2007

O segredo do futuro


O segredo do futuro,
é o Amor.
Um Amor sublime e puro,
o belo Amor.
Só o Amor
Resolve tudo numa esperança maior.
Sem Amor
o que era grande é já menor
Sem Amor
o que era bom ficou pior
Só o Amor
Resolve tudo e traz a esperança até nós.
Eu vejo o tempo a passar muito depressa
E ao longe essa esperança
Que sinto apagar
Chamou por mim
Para eu a chamar.
A idéia do Amor
Aconteceu
na estrada da Terra até o Céu.
A idéia do Amor nao se perdeu
E devolveu tudo o que se deu.
A chave do futuro é dar de novo Amor
A todo o "outro"
O "outro" que és tu, e ele, e eu,
A sós neste mundo.

(Pedro Ayres Magalhaes / Fernando Jódice - cantado por Madredeus)

sábado, outubro 20, 2007

O tempo que sobra...

Estes dias são intermináveis... O tempo parece governado pela preguiça e as horas demoram-se na linha exterior do relógio de parede... Curioso... Sentir que tenho tanto tempo agora, quando já tanto tempo passou e tenho menos dias para viver do que antes... Só sei falar do passado, de quando era novo, do que fiz, das aventuras que tive, das lições que aprendi. Só falo do meu mundo, aquele que vi pelos meus olhos. E sinto que não sei nada... Não compreendo o mundo de hoje. Tanta tecnologia, tantos botões, tantos comandos, tanta matéria para aprender...
("Porque andas com tantos livros, rapaz? Essa mochila pesa toneladas! Como é que vais aprender isso tudo? Os cachopos de hoje conseguem meter tantos livros na cabeça?")
("Não, pai. Os meninos de hoje não sabem mais do que os de antigamente. Só sabem é outras coisas. E são mais apaparicados e recebem mais cuidados e têm, talvez, mais mimo. Mas as mochilas vão pesadas para a escola e, muitas vezes, as cabeças vêm vazias.")
Estas horas são longas. Aqui sentado neste sofá, com a manta nas pernas, a olhar o sol a pôr-se no horizonte, parece-me que nunca tive tanto tempo como agora. Nunca vi tanta televisão, tantas notícias... O país está cada vez pior... Mas não tenho que me preocupar com isso agora. Já fiz a minha parte. As couves no campo a estragarem-se. Os feijões a secarem. Tenho que lá ir. Não é preciso ser hoje. Ainda tenho muito tempo. Andam todos a correr, a queixarem-se de falta de tempo e a mim, a mim o tempo sobra-me...

quinta-feira, outubro 18, 2007

Escorre o tempo



Escorre por entre os dedos o tempo que falta para tudo

O tempo de te ver e sorrir sem pressa

O tempo de não correr a não ser para te abraçar

Para te tocar, para te ouvir, para sentar e escutar...

Falta o tempo para respirar sem ofegar

Para estar

Para sentir

Para acordar devagar

Para adormecer lentamente

Para sentir o silêncio do murmúrio leve do vento nas folhas de outono

Para admirar a lua pendurada no céu negro...

Falta o tempo para as palavras

Aquelas que queremos dizer e escrever

Aquelas que precisamos escutar devagar.

Sei que precisas que eu tenha tempo.

Sei que morrerei de remorso se não to der

Sei que o que mais esperas de mim é que te olhe e te escute

("Estás a ouvir? Ouviste o que te disse...Nunca ouves o que te digo...")

Ouço, tenho que ouvir, tenho que abrandar...

...antes que o tempo escorra demasiado depressa por entre os dedos

e cresças rapidamente

e me deixes de falar...

sábado, setembro 29, 2007

Euromilhões

Não... não me saiu o euromihões (mas vai sair!!).

Mas saiu-me sim o euromilhões em tudo o resto.

Tenho a minha querida familia, os meus amigos e os meus amores. Um jackpot do melhor que há.

Um dia quando tinha apenas 18 anos, em plena A.v da Liberdade na fabulosa cidade do Porto um monge... penso que seria budista abordou-me e disse-me que eu tinha um coração grande... Assustei-me e respondi-lhe de imediato que o meu coração era do tamanho do de toda a gente. Ele insistiu que eu tinha um coração grande!
Hoje acredito que sim. O meu coração tem mesmo que ser enorme para ter lá dentro todas estas pesssoas fantásticas que completam a minha vida...


Uns fizeram-se chegar por carta, outros por email, outros ainda por telefone...e ainda há os que aqui estão até e para reforçar a sua presença fisicamente. Estendo a minha mão e consigo tocar-vos... Estou maravilhada... o meu coração é vosso!!

Adoro-vos a todos!


"My dream is to fly over the rainbow so high..." vamos juntos

terça-feira, setembro 25, 2007

Hoje estou melhor...


Os olhos húmidos, as mãos calejadas e frias, a pele baça e branca, a boca seca...
"Tenho frio nos pés. Calças-me umas meias?" Levantei o lençol e calcei as meias. Os pés gelados e ásperos. O lençol branco, as paredes brancas, as caras brancas....
Os últimos raios de sol penetram pela janela. Tons de amarelo pintam o quarto do hospital. Chegou a hora de conhecer o desespero de não saber o que fazer, da total impotência perante a doença, perante o bicho que corrói e mortifica. A esperança ainda luta para vir ao de cima.
"Pode ser que não tenha metástases. Pode ser que fique bom..." Sussurram-se previsões.
A lembrança do que passou serve para alimentar as tuas horas, para ajudar a passar os minutos. O que recordas enquanto aí estás deitado? Que passagens da vida te fazem agarrar à vida? Os tempos de criança, os namoricos e aventuras de solteiro, a vida de casado, o nascimento dos filhos, a última visita da mulher?...
"Era melhor que cá não viesse. Para sair logo a correr, era melhor não ter vindo. Não precisas de vir mais, estive quase para lhe dizer..."
E há um abismo entre eles. Não um fosso, nem sequer um muro. Há um mar infinito, um abismo imenso que os separa. Nem mesmo na dor os corações se unem. O que poderá dividir tanto, o que poderá originar tanto ressentimento, tanta mágoa, tanto rancor dissimulado em gestos secos e olhares de reprovação?
Arranjo os tubos para que se possa voltar um pouco.
"Dói-me tudo. As costas, a barriga, as pernas... Disseram-me que não posso comer. Tenho tanta fome. Ainda bem que vim a tempo. Ainda bem... Se esperasse mais, podia ter morrido..."
Ainda bem que aqui estamos todos, para podermos também ainda emendar alguma coisa, sanar algum mal, aconchegar os lençóis, molhar os lábios, contar uma piada, falar de trivialidades (do campo, dos animais, do trabalho, do trânsito para chegar e para voltar, do futebol, do apetite voraz que tinha quando era mais novo e tudo lhe sabia bem, dos intermináveis dias em que trabalhava e nunca folgava para ganhar mais)... Tudo é um bom tema para conversar "porque hoje já não estou tão cansado... Hoje estou melhor..."

quarta-feira, setembro 19, 2007

Procurar onde não há...

Perante a desilusão, procuram-se novas cores para a vida... Vasculham-se ideais passados, esperanças longínquas, escavam-se atalhos para encontrar o caminho, recomeça-se com alguma nostalgia como se tudo não tivesse passado de um sonho mau. Ainda que prostrados pelo desencanto, recolhemos no orvalho da manhã as gotas de água que fortalecem o corpo e aceitamos o olhar condescendente, solícito, apaziguador de quem pensa que compreende. Procura-se nos outros o ânimo para sorrir... Esquecemos que o sorriso vem da alma... Procuramos nos braços dos outros as forças que nos faltam... Esquecemos que é de nós que surge o primeiro passo, que é de nós que tem que vir o primeiro alento...


Procurar... Porquê procurar onde não há?...
Não posso caminhar com os teus músculos, não posso ver com os teus olhos, não posso sorrir com os teus lábios, não posso tocar com os teus dedos, não posso amar com o teu coração...

segunda-feira, setembro 17, 2007

O tempo das memórias



Perdemo-nos tantas vezes nas memórias daquilo que passou...

Revolvemos o espírito e procuramos razões para ter sido desta forma e não daquela...

Questionamos o que nos levou por certo atalho de bruma e escuridão e não por caminhos de céu claro e brisa suave...

Valerá a pena este diálogo com o passado que nos prostra e revolve o coração?
Talvez a verdadeira sabedoria esteja unicamente em não perguntar nada e aceitar que caminhamos numa direcção mais sábia e com mais significado. Aceitar que a nossa lenda pessoal tem que ser cumprida para que tudo possa fazer mais sentido, olhando em frente sem nos extenuarmos a analisar o que passou.
O presente é para viver na plenitude e o futuro foi um presente que nos foi oferecido para o escrevermos sempre como se fosse a primeira vez. Temos esta oportunidade garantida. Não mudaremos as memórias, mas é tempo de mudar o futuro das memórias que virão!...

quinta-feira, agosto 30, 2007

Vida

Não acrescente dias à sua vida, mas vida aos seus dias.
Benjamin Harrison

Cada lugar Teu




Sei de cor cada lugar teu
atado em mim, a cada lugar meu
tento entender o rumo que a vida nos faz tomar
tento esquecer a m�goa
guardar s� o que bom de guardar

Pensa em mim protege o que eu te dou
Eu penso em ti e dou-te o que de melhor eu sou
sem ter defesas que me fa�am falhar
nesse lugar mais dentro
onde s� chega quem n�o tem medo de naufragar

Fica em mim que hoje o tempo d�i
como se arrancassem tudo o que j� foi
e at� o que vir e at� o que eu sonhei
diz-me que vais guardar e abra�ar
tudo o que eu te dei

Mesmo que a vida mude os nossos sentidos
e o mundo nos leve pra longe de n�s
e que um dia o tempo pare�a perdido
e tudo se desfa�a num gesto s�

Eu vou guardar cada lugar teu
ancorado em cada lugar meu
e hoje apenas isso me faz acreditar
que eu vou chegar contigo
onde s� chega quem no tem medo de naufragar

quinta-feira, agosto 09, 2007

The place...


uma flor
pode nascer e crescer e estar num sitio paradisíaco
rodeada de outras flores diferentes mas lindas
e embelezar um espaço grandioso e pertencer a um sitio por todos olhado como único

uma flor
pode crescer num simples jardim mas cuidada com todo o amor de uma alma
que todos os dias a acompanha a crescer, sente as suas necessidades e ... cuida

uma flor
pode viver apenas da água
fazendo a diferença àquele meio aquático que não esperava uma flor ali

uma flor
pode ser apenas uma transição para o fruto
e crescer no alto de uma árvore
olhando de cima tudo o que está a seus pés

uma flor
pode nascer na aridez do deserto
contrariando toda aquela secura do pó da areia
e ser a raridade daquele espaço

uma flor
pode ser cortada para ser colocada numa jarra
onde apenas alguns a irão olhar e achar que é Linda

uma flor
pode estar a enfeitar uma catedral
mas sem terra, será breve o seu encanto

uma flor
pode jazer num cemitério
fazendo companhia a apenas um corpo a desfazer-se em pó
rodeada de outras flores também condenadas a secarem e a serem colocadas no lixo


Qual é o lugar que escolhemos para o nosso coração?
Onde é o lugar onde nos encontramos?

terça-feira, agosto 07, 2007

Saudades de ti


Custa-me abrir os olhos
abro a pouco e pouco
pois sei que não te vou ver.

Assim como cada voz tem um timbre e uma intensidade
cada silencio tem um registo e uma profundidade
e tu és voz e silencio em mim

Acordar

Acordo e vejo a tua silhueta ao meu lado...
será real ou é loucura do sentir?
é real e fico ali a contemplar-te
olho-te, fixo-te
vejo o teu acordar lento...
mas que me abraça...
não só o acordar, como os teus braços que me enrolam...
e me aquece o teu calor
A musica que me leva a até ti...

segunda-feira, julho 30, 2007

� demais...




� s� isso
N�o tem mais jeito
Acabou, boa sorte
N�o tenho o que dizer
S�o s� palavras
E o que eu sinto
N�o mudar�
Tudo o que quer me dar
� demais
� pesado
N�o h� paz
Tudo o que quer de mim
Irreais Expectativas Desleais
That’s it
There is no way
It over, Good luck
I have nothing left to say
It’s only words
And what I feel
Won’t change
Tudo o que quer me dar / Everything you want to give me
� demais / It�s too much
� pesado/ It’s heavyN�o h� paz / There is no peace
Tudo o que quer de mim / All you want from me
Irreais / Isn�t realExpectativas / ExpectationsDesleais
Mesmo, se segure
Quero que se cure
Dessa pessoa
Que o aconselha
H� um desencontro
Veja por esse ponto
H� tantas pessoas especiais
Now even if you hold yourse
lf I want you to get cured
From this person Who poisoned you
There is a disconnection
See through this point of view
There are so many special people in the world
So many special people in the world
In the world
All you want All you want
Tudo o que quer me dar / Everything you want to give me
� demais / It�s too much
� pesado / It’s heavy
N�o h� paz / There is no peace
Tudo o que quer de mim / All you want from me
Irreais/ Isn’t real
Expectativas / Expectations
Desleais
Now were Falling into the night
Um bom encontro � de dois

segunda-feira, julho 16, 2007

Aqui e Agora


Embalada pelo som da guitarra
Pela letra da musica sussurrada
vou de encontro aos meus lugares secretos
voo pelos sitios mais belos do universo
planeio pelas almas que me acompanham
que me sentem e acompanham nesta viagem
transito para o lugar que sempre me acolhe
sinto o calor do sol e a frescura da chuva

não preciso de procurar porque já estou lá
o meu sitio secreto
que me acolhe sempre que preciso de descansar

descanso do mundo, da vida e da sua ausência
descanso para ganhar forças novas
descanso para renovar da vida e das coisas

entendo que muito do que sinto não é abraçado
entendo que nesta dimensão não há compreensão para mim

vou de encontro à tua vida, alegria!