sexta-feira, maio 29, 2009

Parabéns mana Querida!



Hoje é um dia especialmente bonito porque a minha princesa é a aniversariante eleita!
Muitos parabéns!
O sol e o arco-irís estão a apontar para iluminar-te ainda mais mas a tua beleza atravessa tudo isso.
Beijinho enorme.

quinta-feira, maio 21, 2009

Até Breve


“Todos gostam de ti porque falas com toda a gente”.
Foi assim, de uma forma atrapalhada, com a voz toldada e com os olhos a brilhar que se despediu de mim.
Vieram despedir-se um após o outro e em cada adeus um nó na garganta e um conter de lágrimas, que não podiam ali cair.
Não naquele sitio, nunca num lugar de trabalho.
A vida é uma caixinha de surpresas e é incrível como se conseguem criar laços de amizade com colegas de trabalho que têm estilos de vida tão distantes dos meus.
Foi sem dúvida, um virar de página difícil.
Uma página que afinal pesava toneladas quando eu pensava que afinal só pesava umas graminhas.
Sai dali com um peso enorme.
Porque não me consigo acomodar? Porque procuro sempre novos desafios profissionais? Porque preciso de ser posta a prova? Porque preciso de tanta mudança na minha vida? Porque? Porque? Porque?
Porque como me diz a minha mãe “nós não somos feitos, fizeram-nos”. E eu fui feita assim, desta massa revolta.
Ficam os laços, porque afinal “Aqueles que passam por nós, não vão sós, não nos deixam sós. Deixam um pouco de si, levam um pouco de nós “.

quarta-feira, maio 20, 2009


Há quem diga "pensas demais"
Eu corrigo "sinto demais" e apenas o faço porque ainda não me conheço.
Porque sentir nunca é demais:
O sol nunca brilha demais
A lua nunca é mágica demais
A música nunca é linda demais
Apenas tudo isto É. E eu ainda não Sou.
Quando isso for Eu, aí ter-me-ei encontrado. Aí eu já saberei quem Sou.
Afinal quem É que eu admiro?
Quem É! Apenas. Quem se basta por si só e apenas por tudo isso.

A descoberta mais difícil não é a que fazemos dos outros mas aquela que não temos coragem para fazer de nós próprios. Só preciso de me conhecer melhor.
Porque é que um poema ou a letra e melodia de uma música me tocam tão fundo? Porque chega ao que ainda não conheço de mim. Não preciso de correr, não preciso que me digam que me amam ou que sou fantástica... apenas tenho eu que descobrir onde está o Amor e o fantástico dentro mim.

PS: e com a imagem aproveito para continuar a minha terapia à cor lilás :)

segunda-feira, maio 18, 2009

O "bé" está a crescer depressa!



"Mãezinha!" - disse o pequenote, a rir, para a mãe!

E disse tão, mas tão bem, que a tia carregou o sobrolho e olhou de lado, nada contente com o que ouvia.

O pequenito estava a crescer tão depressa...

Já não dizia "escolina" nem "ratino"... Já pronunciava as sílabas todas correctamente. Bem, quase todas!

O "contador" ainda não era computador e o primo não estava nu para tomar banho, mas "de nu" que é muito mais giro!


Bem, por este andar, daqui a nada diz já tudo direitinho e a tia terá que se mentalizar que o sobrinho preferido já cresceu e não é o "bé" que ela queria que ele continuasse a ser...

Beijinhos da cor do arco íris para ti, Afonso!

sexta-feira, maio 15, 2009

numa tarde qualquer...



Numa tarde qualquer, ele e ela encontram-se...

É um encontro preparado com a ansiedade do primeiro,
mas não é o primeiro.
É um encontro repleto de emoções,
mas tão simples como um malmequer.
É um encontro que lhes parece curto,
mas que dura a tarde inteira.
É um encontro de almas,
pintado com um beijo e um abraço à chegada
e mais um beijo e um abraço à partida.
E uma torrente de sorrisos
e pétalas pelo meio.
É um simples encontro...
Numa tarde qualquer...


"You make me happy and I hope you feel the same...
You make me feel just like a child, a child again!"

terça-feira, maio 12, 2009




um pedaço de sol pendurado na tua janela
(cá em baixo)
um beijo que foge apressado
dizendo adeus
e até já
e até sempre

um pedaço de céu azul espreitando os dois
(lá de cima)
uma mão na minha cintura
uma canção eterna
um violino, um piano
uma voz no meu coração

um olhar preso no espaço entre os dois
(dentro de nós)
atado à luz que me ofusca
à luz que me prende
ao teu redor
essa luz sempre presente
em mim
e na minha vida

Lucky!





Sem dúvida, uma canção de derreter o coração!

quinta-feira, maio 07, 2009

Tonight



Aprecio particularmente aquela par que dança salsa com a lua ao fundo...
Mais uma vez a música a fazer-me sonhar acordada!

quarta-feira, maio 06, 2009

As palavras que nos abraçam


"Bea diz que a arte de ler está a morrer lentamente, que é um ritual íntimo, que um livro é um espelho e que só podemos encontrar nele o que já temos dentro, que ao ler aplicamos a mente e a alma, e que estes são bens cada dia mais escassos." A sombra do vento - Carlos Ruiz Zafón
Têm sido muitos os livros que me têm "abraçado" a mente e alma e deve ser por isso que gosto cada vez mais de ler.
Quando preciso de estar comigo leio.
Enquanto leio é como se viajasse para o lugar onde posso sempre estar. Onde nada me é pedido em troca, apenas a minha presença.
Aplicamos a mente e a alma... em quantas coisas na vida aplicamos estas duas coisas em simultâneo? É fácil darmos conta que as coisas que são bem feitas, aquelas que admiramos tiveram de certeza estes dois ingredientes. Quantas pessoas conhecemos que o fazem?
Felizmente conheço cada dia mais e por isso não devo ser uma regra dado o número dos que vivem apenas porque vivem. Quem vive desta forma enche não só o seu mundo de alegria como irradia uma onda de bem estar para quem está na sua órbita.
Ao ler este livro recordei-me imensas vezes de ti, querida mana... tens mesmo que escrever.

sábado, maio 02, 2009

sábado à noite!



O que se faz num sábado à noite?

Jantaradas, copos, amigos, música, muita dança?

Pois é...

Quase que acertaram!

Duas mães na casa dos trinta, dois filhos (um com 4 outro com 12)... Donas de casa desesperadas? Nahhhh! Mães a tempo inteiro! E felizes!

Depois da sesta da tarde ( o mais novo ainda dorme a sesta), passeio no Palácio de Cristal. Um dia de Primavera maravilhoso, só pedia para que se gozasse o dia (Carpe Diem, uma fada sussurrou ao ouvido pela manhã!). Seguiu-se um passeio na Foz. Descemos a pé a calçada junto ao mar a comer croissants quentes e... A seguir...

Mãe, posso descalçar os sapatos? Posso rebolar na areia?

Claro que sim!

O sol a põr-se, os pés pequenitos na areia húmida, as pedrinhas engraçadas que apanhamos. O mar a rebentar nas rochas da praia do Homem do Leme.

Olha, tia, que homem feio!

E a tia explica que o homem faz aquela cara feia na estátua, porque tem de segurar o barco e conduzi-lo com bravura e as ondas são muito altas e o mar está bravo, Vês?

A tia e a mãe vinham para esta praia quando eram pequeninas. Vinham com a avó que trazia uma lancheira com comida e chegavam logo pela manhã. Desciam na paragem do eléctrico e chegavam cá depois de duas horas de viagem! A tia adorava a praia e ficava na água até ficar roxa de frio! (Agora nem põe um pé na água e passa as tardes esparramada ao sol, porque a água está sempre gelada! Os banhos em pequena devem ter valido para o resto da vida!)


De regresso a casa, porque o sol já se vai deitar!

Pizza para todos e sopa para o mais pequeno!

Acaba o jantar e os mais novos dizem: Vamos dançar?

Que pergunta!!!

Claro que vamos dançar!

Afastam-se os brinquedos espalhados pela sala e começa o merengue: Azul! Es queste amor és azul como el mar, azul!....

Sai mais merengue e rock e salsa e kuduro e salsa e merengue de novo e Mark Anthony e mais Azul!

Mães e filhos na maior animação!...

Pronto, agora vamos tomar banho e descansar! Diz a mãe do mais novo!

Eu quero mais uma muca!, diz o pequenote, com a camisola na mão, sentado no chão!... Mas o banho estava a chamar e a caminha também!



E foi assim, uma noite de sábado, em família!

Melhor? É impossível!


quinta-feira, abril 30, 2009

Sunset

Ó mãe anda cá ver o céu...De que côr está?
Ao fundo vê-se um pedacinho de mar e daquela janela, da nossa janela via-se um dos cenários mais bonitos. Parecia mesmo uma tela de uma artista. O céu estava todo avermelhado e a noite ainda não tinha chegado.
Dizia-me o meu tesouro: - Não é de dia mas ainda não é de noite... Vou ficar aqui até o sol estar mesmo a dormir e depois é que vou dormir também.
É isso mesmo, vou ficar assim enquanto o meu coração não sabe se está no dia ou na noite...
As coisas que tu me mostras e ainda és tão pequenino. Aguardo pelas que ainda me irás revelar nos próximos tempos.
Enquanto isso ficamos os dois assim abraçadinhos a contemplar esta pintura oferecida pela natureza.

quarta-feira, abril 29, 2009

Tu sabes que és LUZ!


Tu sabes que a estrada é tua e que podes seguir o caminho que quiseres.
Tu sabes que és livre de escolher o que desejas e que és forte o suficiente para recusar o mal que te quiserem oferecer.
Tu sabes que és luz e, como tal, só poderás brilhar!
Ninguém te poderá dizer que te deves apagar para viver.
Ninguém te poderá fazer acreditar em algo mais que não seja em ti própria e na tua coragem.
Porque, sabes, nasceste a chorar, mas vives para sorrir!
Tu sabes que és LUZ e só isso te deve bastar para te sentires livre!

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Let us be grateful to people who make us happy, they are the charming gardeners who make our souls blossom. ~Marcel Proust


...e assim seguiram...


Ela disse que queria estar só, que a presença dele na sua vida já tinha perdido o sentido, porque a vida perdia o sentido com ele e que tudo o que viveram não passava de recordações, porque era assim que ela precisava que fosse.
Ele disse que compreendia, que sabia o quanto a havia magoado, que sabia que ela tinha o direito a ser feliz e que com ele não o seria.
Ela disse "Ainda bem que entendes. Assim vais-me ajudar a mudar o caminho, vais-me libertar, vais-me deixar seguir pelo outro trajecto que desejo para mim, aquele sem desfiladeiros nem abismos. Ainda bem que entendes."
Ele disse " Eu entendo, eu sei que sozinha não tens força para te afastar, não consegues cortar a corrente que me liga a ti, por isso vou-te ajudar. Por isso vou esquecer o meu orgulho, o meu amor-próprio, o meu egoísmo. Eu entendo-te e vou ajudar-te. Porque és mais importante para mim do que o meu ego, do que a minha satisfação pessoal, do que o meu bem-estar."
E ela disse "Gostava que fosse diferente."
E ele disse "Eu também."
E ambos seguiram o seu caminho, mais seguros de tudo o que tinham aprendido juntos: quando se ama de verdade, sabe-se quando se deve ajudar o outro a ser feliz, libertando-o das amarras que o destroem e lhe retiram a alegria dos dias...
Muitas vezes, amar é fazer o mais difícil: é deixar ir, é soltar o que se quer prender...
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How lucky I am to have something that makes saying goodbye so hard. ~From the movie Annie
To know when to go away and when to come closer is the key to any lasting relationship. ~Doménico Cieri Estrada

terça-feira, abril 28, 2009

Avenida da Liberdade



Recordo-me de ser garota e de passar na Avenida da Liberdade no carro do meu pai.
Repetia várias vezes a mesma história, sempre que por ali passávamos.
De que aquela avenida tinha sido mandada construir pelo Marquês de Pombal, que segundo ele, era um homem pragmático, com visão, um lutador, e que já naquele tempo tinha mandado construir uma avenida com aquela largura toda.
E era verdade, eu sentia-me pequena naquela grande avenida cheia de árvores dos dois lados. E cheia de carros e cheia de semáforos e cheia de gente e cheia de movimento!
Como eu gostava de ficar ali na janela do carro a observar aquilo tudo!
Embora as minhas paisagens de eleição sejam sempre junto ao mar, aquela avenida sempre exerceu em mim uma espécie de fascínio, que nem eu consigo explicar muito bem.
Uma das minhas excentricidades, se me saísse o euromilhões, seria a de comprar uma casa na Avenida da Liberdade. Quem sabe um dia!
Enquanto não sai, vou-me limitando a passar por lá de quando em vez e a respirar aquele ar, que embora poluído, me enche os pulmões.

segunda-feira, abril 27, 2009

o mais puro amor



Ela sentiu a presença dele, parada, suspensa, olhando-a enquanto se via a si, parada, suspensa, olhando-o também, vendo de fora os dois, perscrutando o olhar dos dois, vendo-os e concluindo que se olhavam sem nada mais no olhar que não fosse paz e um carinho infinito, avassalador e puro.
Olharam-se em silêncio. Deram as mãos e as mãos abriram-se uma para a outra com naturalidade, sem tremor, sem nervosismo, sem hesitar. Abriram-se assim, porque era natural para eles que as mãos se unissem daquela forma. E ela viu-se a si e a ele com as mãos unidas num toque singelo e pensou para si o que ele também pensou para ele, que aquele sentimento nunca mudaria e seria para sempre deles.
Abraçaram-se em seguida e o abraço deles ficou suspenso nas suas respirações em uníssono. Ela olhou-os de fora, novamente, e pensou (sem saber que ele pensava o mesmo) que aquele abraço sempre estivera ali, que aquele abraço nunca tinha mudado de lugar e que os dois tinham sempre estado, afinal, abraçados daquela maneira pura e delicada, abraçados com os braços do coração que abraçam com muita mais força e ao mesmo tempo de forma mais solta do que os outros braços, os braços feitos de músculo e de osso e de carne.
Olharam-se mais uma vez e sorriram. Ela viu o sorriso deles (e ele também, porque apressou-se a segui-la para o lado de fora para os observar) e conseguiu ler nos seus lábios o que nenhum dos dois dissera, mas sentiram intensamente: para eles, aquele era o mais puro amor… O amor que passa a barreira do corpo e da pele e chega ao âmago das células do sentimento.
Sentaram-se no banco junto ao lago e olharam os dois na mesma direcção: procuraram respostas no passado para que aquilo lhes tivesse acontecido. Ela falou, finalmente, e disse: Foi o sol que causou isto. A culpa é desse astro tentador que enfeitiça os corações como um poeta, para iluminar os dias e aquecer os corpos. Mas ele não concordou e com um suspiro rematou: Foi a lua. A lua é que enfeitiça os corações com a poesia das noites estreladas… Ninguém lhe resiste. Nem nós!
E então entenderam-se… Olhando-se nos olhos, concluíram: nem sol, nem lua. Nada pode explicar com objectividade a origem ou razão deste amor. Se tal fosse possível, já não seria assim, o mais puro amor. Seria outra coisa: seria paixão, seria encantamento, seria gostar, seria amar até, mas não o mais puro amor… E disseram tudo isto sem falar...
E eles entenderam-se, de facto. De tal forma que uma lágrima cristalina escorreu pelo rosto dela e ele viu que os seus olhos também se turvaram e pressentiu que não conseguiria travar aquela lágrima que teimava em juntar-se à dela e seguir o seu caminho para fora do coração, porque aquele sentimento transbordava e era urgente deixá-lo fluir!...

sábado, abril 25, 2009

cravos vermelhos


Que belo nome teve a revolução em Portugal! Revolução dos cravos!
Creio que estamos a precisar de uma nova revolução... Uma revolução que recupere a moral e a honra, a verdade e honestidade. Chega de corrupção e falta de vergonha... Chega de ditadura mascarada de democracia... A mafia financeira domina a sociedade... Falta cumprir Abril...

sexta-feira, abril 24, 2009

Apetece-me...

Nem mais... Dormir...
Descansar muitas horas... Até me esquecer como é estar cansada...
Chego a sexta-feira quase sempe assim: exausta, exaurida.
Para ajudar, o elevador esteve avariado toda a semana. Tenho feito todos os dias uma média de seis subidas e descidas até ao terceiro andar onde me refugio depois de um dia (e noite) a trabalhar no meio de adolescentes...

Hoje só me apetece isto: dormir...
Nem é descansar, apenas. É mesmo emigrar para o lugar dos sonhos!... Hibernar, se possível.

(Bom fim de semana!)

sexta-feira, abril 17, 2009

O coração... sempre ele!

Uma vez mais... o meu tesouro a revelar-me das suas! Desta vez decidiu que, após já ter dormitado até chegar a casa, ainda não era a hora de dormir. E hoje pode ser. Eu deixei pois amanhã poderá recuperar todo o soninho que durante a semana é sempre insuficiente nas horas disponíveis. Hoje deixei que não ficasse na caminha e fosse para a sala para brincarmos juntos mais um bocadinho (fantástico isto das crianças precisarem tanto de brincar e, apesar do dia dele, nesta idade, ser quase todo para a brincadeira ainda quizesse brincar mais ainda!). Depois o soninho voltou e ainda no sofá enrolou-se nas minhas pernas e aceitou logo quando disse: - Agora vamos para a caminha abraçar-nos.
Já o "João pestana" tinha sido cantado uma vez mais, já a história da "Girafa que comia as estrelas" tinha sido lida, e já tinha bebido o biberão do leite... quando eu pensava que já dormia ainda estava para chegar a surpresa: começa a cantar. Apenas me consigo recordar desta última frase: "...mas não tenho a certeza se ela vai gostar ou não mas também quero juntar um grande xi coração" ! - E acabou. Disse. Bateu palmas e tudo!! Virou-se para o outro lado, enroscou-se bem no meu colo e adormeceu.
Este episódio recordou-me os momentos das noites de criança em que, na companhia da minha querida mana, cantarolava tudo e mais alguma coisa até a nossa mãe se levantar, porque não conseguia dormir com as nossas cantorias e lá nos ameaçava: "calam-se já as duas ou da próxima vez venho aqui com um chinelo". Voltava para a cama e não sei dizer quantas vezes ela se voltava a levantar para dizer o mesmo e por vezes trazer mesmo o chinelo! Mas lembro-me muito bem de nos virarmos uma para a outra e dizer: "vamos cantar só mais uma mas agora baixinho para a mãe não ouvir". E recomeçavamos a cantar o reportório e era mais uma e mais outra... e lá aparecia de novo a mãe! Coitadinha, morta de cansaço e as duas crianças que até começavam a cantar bem baixinho, mas iam limpando a voz até ficar num tom que não a deixava descansar, a tinham acordado de novo.
Antes eras tu que fazias com que o meu dia terminasse embalado pela música, hoje é o meu tesouro que preenche o meu fim de dia desta maneira maravilhosa!
Um Xi coração, que por causa disto descobri, que não é assim que se escreve mas antes Chi Coração e que significa um abracinho que vem do coração!

Susan Boyle, ou o sonho de ser uma diva... tornado realidade!


Ache outros vídeos como este em INTERACTiC 2.0 - escola com tic social


Susan Boyle é uma Escocesa de origem humilde, desempregada, que ganha coragem e apresenta-se na TV nacional Britânica, num concurso visto por milhões de pessoas com a humildade que se vê no vídeo, aspirando a ser uma cantora famosa, desejando ser uma estrela. A audiência faz troça, inicialmente. O próprio jurí olha com algum desdém e pergunta de forma pouco correcta "What's your name, darling?", deixando transparecer um certo descrédito, procurando quase ridicularizar aquela que com 47 anos ainda sonha ser uma cantora profissional e ousa perseguir o seu sonho...

Assim que os primeiros sons lhe saem da garganta, começam a cair as primeiras lágrimas, a plateia emociona-se, surgem palmas e gritos. Quando vi este vídeo há alguns dias atrás, rendi-me à beleza da voz de Susan, tal como todos os outros que a ouviram! A sua enorme humildade e o seu talento são uma bofetada de luva branca nos nossos preconceitos...


Se todos tivessem a coragem de Susan para correr atrás dos seus sonhos...

Uma inspiração!...

quarta-feira, abril 15, 2009

Ponto de equilíbrio


Tanto corre o meu tempo... As horas escorrem pelo dia como uma cascata: rápidas, abruptas, apressadas, imparáveis. Falta o tempo para parar. Falta o tempo para ser.

Depressa leio, como, durmo, ando, respiro...

Depressa ouço as histórias que me contas:"Estás a ouvir? OUVE. Vou ler este bocadinho para ti!"

E eu ouço, depressa, porque tenho (sempre) qualquer coisa importante para fazer.

Pelo meio do dia apressado, páro a olhar-te e grito para o escritório onde fazes os trabalhos de casa: "ADORO-TE! És tão lindo, meu filho!"

"Eu sei!" E continuas, alheado:"Mãe! O que é 'arsénico'? O que são 'subalternos'?"

Bombardeias-me com palavras, a toda a hora... Estás sempre a ler qualquer coisa. Abres a porta e gritas para a cozinha: "Mãe! O que é uma 'rixa '? O que é um 'tumulto'?" Concentro-me um pouco e procuro dar-te a resposta certa...

Aos sete anos estudaste Mitologia: Deuses Gregos e Romanos não têm segredos para ti!

Aos nove anos estudaste Astrologia e devoraste tudo o que eram livros sobre signos, cartas astrais, signos lunares, ascendentes, compatibilidades e incompatibilidades. Divertias os adultos dizendo as características dos seus signos nos convívios e jantares! E o bichinho pegou e andamos todos durante uns tempos a dizer: "Aquele é mesmo leão! Aquela é mesmo peixes!"

Desde os onze anos que te interessas por moda. "De que século é esta roupa? Isto é do século dezanove, aquilo é dos anos vinte. A ti ficava-te bem a moda do final do século dezanove, mãe! Porque não andas mais com vestidos? Vestes sempre calças de ganga. Ficam-te melhor os vestidos..."

Que filho tão especial!

Por entre pressas e compromissos, respiro a minha harmonia sempre que te olho ou te lembro! Afinal és TU que trazes beleza ao meu dia! Afinal és TU o meu ponto de equilíbrio!...