domingo, junho 07, 2009

Spring Awakening! Feelings Awakening!







A doce Mariana convidou e nós não faltamos à apresentação de um musical realizado pela força do sonho de alguns alunos do 12º ano do Externato Camões! O Despertar da Primavera foi um sucesso e eu, babada, com um sorriso que ía da boca até ao coração, assisti da audiência ao esplendor da paixão por um projecto, uma ideia, um compromisso com a vontade de fazer arte com sentimento!

A Marianinha encheu o palco com a sua alegria e preencheu as nossas almas com a luz que transbordava em cada aparição! TODOS os artistas estiveram soberbos e a assistência rendeu-se ao talento das suas estrelas!

Mariana: que estejas na vida como estiveste em palco - com garra, alegria, paixão e entrega!

Beijo no coração e na bochecha rosada!

segunda-feira, junho 01, 2009

O dia deles celebra a criança que somos!



As mães deste blogue, hoje, estão particularmente felizes!

1 de junho: Dia Mundial da Criança!

E estão particularmente felizes por duas razões (podiam ser infinitamente mais, mas vou destacar apenas duas!):

1. Este dia remete sempre para os seus mais ternos afectos que as ligaram para sempre às suas crias! São três mães e três meninos que hoje celebram o dia da criança! Coincidência serem três meninos!

Hoje já os cobriram de beijos logo pela manhã (mais um bocadinho que o habitual), já lhes deram uns valentes abraços apertados e já lhes disseram pela enésima vez o quanto os adoram!

Mães e filhos são sempre "pegajosos", sobretudo porque nunca perdem uma oportunidade de dar beijos e abraços!

2. As mães deste blogue, hoje (E SEMPRE!), também se sentem eternas crianças! É por isso que este é também o dia delas! E é com este sentimento de leveza na alma que desejam a todas as crianças do mundo um dia MUITO FELIZ! E também a todos aqueles adultos que, com e como elas, se sentem crianças no coração!

É que, a idade é apenas um número!...

sexta-feira, maio 29, 2009

Parabéns mana Querida!



Hoje é um dia especialmente bonito porque a minha princesa é a aniversariante eleita!
Muitos parabéns!
O sol e o arco-irís estão a apontar para iluminar-te ainda mais mas a tua beleza atravessa tudo isso.
Beijinho enorme.

quinta-feira, maio 21, 2009

Até Breve


“Todos gostam de ti porque falas com toda a gente”.
Foi assim, de uma forma atrapalhada, com a voz toldada e com os olhos a brilhar que se despediu de mim.
Vieram despedir-se um após o outro e em cada adeus um nó na garganta e um conter de lágrimas, que não podiam ali cair.
Não naquele sitio, nunca num lugar de trabalho.
A vida é uma caixinha de surpresas e é incrível como se conseguem criar laços de amizade com colegas de trabalho que têm estilos de vida tão distantes dos meus.
Foi sem dúvida, um virar de página difícil.
Uma página que afinal pesava toneladas quando eu pensava que afinal só pesava umas graminhas.
Sai dali com um peso enorme.
Porque não me consigo acomodar? Porque procuro sempre novos desafios profissionais? Porque preciso de ser posta a prova? Porque preciso de tanta mudança na minha vida? Porque? Porque? Porque?
Porque como me diz a minha mãe “nós não somos feitos, fizeram-nos”. E eu fui feita assim, desta massa revolta.
Ficam os laços, porque afinal “Aqueles que passam por nós, não vão sós, não nos deixam sós. Deixam um pouco de si, levam um pouco de nós “.

quarta-feira, maio 20, 2009


Há quem diga "pensas demais"
Eu corrigo "sinto demais" e apenas o faço porque ainda não me conheço.
Porque sentir nunca é demais:
O sol nunca brilha demais
A lua nunca é mágica demais
A música nunca é linda demais
Apenas tudo isto É. E eu ainda não Sou.
Quando isso for Eu, aí ter-me-ei encontrado. Aí eu já saberei quem Sou.
Afinal quem É que eu admiro?
Quem É! Apenas. Quem se basta por si só e apenas por tudo isso.

A descoberta mais difícil não é a que fazemos dos outros mas aquela que não temos coragem para fazer de nós próprios. Só preciso de me conhecer melhor.
Porque é que um poema ou a letra e melodia de uma música me tocam tão fundo? Porque chega ao que ainda não conheço de mim. Não preciso de correr, não preciso que me digam que me amam ou que sou fantástica... apenas tenho eu que descobrir onde está o Amor e o fantástico dentro mim.

PS: e com a imagem aproveito para continuar a minha terapia à cor lilás :)

segunda-feira, maio 18, 2009

O "bé" está a crescer depressa!



"Mãezinha!" - disse o pequenote, a rir, para a mãe!

E disse tão, mas tão bem, que a tia carregou o sobrolho e olhou de lado, nada contente com o que ouvia.

O pequenito estava a crescer tão depressa...

Já não dizia "escolina" nem "ratino"... Já pronunciava as sílabas todas correctamente. Bem, quase todas!

O "contador" ainda não era computador e o primo não estava nu para tomar banho, mas "de nu" que é muito mais giro!


Bem, por este andar, daqui a nada diz já tudo direitinho e a tia terá que se mentalizar que o sobrinho preferido já cresceu e não é o "bé" que ela queria que ele continuasse a ser...

Beijinhos da cor do arco íris para ti, Afonso!

sexta-feira, maio 15, 2009

numa tarde qualquer...



Numa tarde qualquer, ele e ela encontram-se...

É um encontro preparado com a ansiedade do primeiro,
mas não é o primeiro.
É um encontro repleto de emoções,
mas tão simples como um malmequer.
É um encontro que lhes parece curto,
mas que dura a tarde inteira.
É um encontro de almas,
pintado com um beijo e um abraço à chegada
e mais um beijo e um abraço à partida.
E uma torrente de sorrisos
e pétalas pelo meio.
É um simples encontro...
Numa tarde qualquer...


"You make me happy and I hope you feel the same...
You make me feel just like a child, a child again!"

terça-feira, maio 12, 2009




um pedaço de sol pendurado na tua janela
(cá em baixo)
um beijo que foge apressado
dizendo adeus
e até já
e até sempre

um pedaço de céu azul espreitando os dois
(lá de cima)
uma mão na minha cintura
uma canção eterna
um violino, um piano
uma voz no meu coração

um olhar preso no espaço entre os dois
(dentro de nós)
atado à luz que me ofusca
à luz que me prende
ao teu redor
essa luz sempre presente
em mim
e na minha vida

Lucky!





Sem dúvida, uma canção de derreter o coração!

quinta-feira, maio 07, 2009

Tonight



Aprecio particularmente aquela par que dança salsa com a lua ao fundo...
Mais uma vez a música a fazer-me sonhar acordada!

quarta-feira, maio 06, 2009

As palavras que nos abraçam


"Bea diz que a arte de ler está a morrer lentamente, que é um ritual íntimo, que um livro é um espelho e que só podemos encontrar nele o que já temos dentro, que ao ler aplicamos a mente e a alma, e que estes são bens cada dia mais escassos." A sombra do vento - Carlos Ruiz Zafón
Têm sido muitos os livros que me têm "abraçado" a mente e alma e deve ser por isso que gosto cada vez mais de ler.
Quando preciso de estar comigo leio.
Enquanto leio é como se viajasse para o lugar onde posso sempre estar. Onde nada me é pedido em troca, apenas a minha presença.
Aplicamos a mente e a alma... em quantas coisas na vida aplicamos estas duas coisas em simultâneo? É fácil darmos conta que as coisas que são bem feitas, aquelas que admiramos tiveram de certeza estes dois ingredientes. Quantas pessoas conhecemos que o fazem?
Felizmente conheço cada dia mais e por isso não devo ser uma regra dado o número dos que vivem apenas porque vivem. Quem vive desta forma enche não só o seu mundo de alegria como irradia uma onda de bem estar para quem está na sua órbita.
Ao ler este livro recordei-me imensas vezes de ti, querida mana... tens mesmo que escrever.

sábado, maio 02, 2009

sábado à noite!



O que se faz num sábado à noite?

Jantaradas, copos, amigos, música, muita dança?

Pois é...

Quase que acertaram!

Duas mães na casa dos trinta, dois filhos (um com 4 outro com 12)... Donas de casa desesperadas? Nahhhh! Mães a tempo inteiro! E felizes!

Depois da sesta da tarde ( o mais novo ainda dorme a sesta), passeio no Palácio de Cristal. Um dia de Primavera maravilhoso, só pedia para que se gozasse o dia (Carpe Diem, uma fada sussurrou ao ouvido pela manhã!). Seguiu-se um passeio na Foz. Descemos a pé a calçada junto ao mar a comer croissants quentes e... A seguir...

Mãe, posso descalçar os sapatos? Posso rebolar na areia?

Claro que sim!

O sol a põr-se, os pés pequenitos na areia húmida, as pedrinhas engraçadas que apanhamos. O mar a rebentar nas rochas da praia do Homem do Leme.

Olha, tia, que homem feio!

E a tia explica que o homem faz aquela cara feia na estátua, porque tem de segurar o barco e conduzi-lo com bravura e as ondas são muito altas e o mar está bravo, Vês?

A tia e a mãe vinham para esta praia quando eram pequeninas. Vinham com a avó que trazia uma lancheira com comida e chegavam logo pela manhã. Desciam na paragem do eléctrico e chegavam cá depois de duas horas de viagem! A tia adorava a praia e ficava na água até ficar roxa de frio! (Agora nem põe um pé na água e passa as tardes esparramada ao sol, porque a água está sempre gelada! Os banhos em pequena devem ter valido para o resto da vida!)


De regresso a casa, porque o sol já se vai deitar!

Pizza para todos e sopa para o mais pequeno!

Acaba o jantar e os mais novos dizem: Vamos dançar?

Que pergunta!!!

Claro que vamos dançar!

Afastam-se os brinquedos espalhados pela sala e começa o merengue: Azul! Es queste amor és azul como el mar, azul!....

Sai mais merengue e rock e salsa e kuduro e salsa e merengue de novo e Mark Anthony e mais Azul!

Mães e filhos na maior animação!...

Pronto, agora vamos tomar banho e descansar! Diz a mãe do mais novo!

Eu quero mais uma muca!, diz o pequenote, com a camisola na mão, sentado no chão!... Mas o banho estava a chamar e a caminha também!



E foi assim, uma noite de sábado, em família!

Melhor? É impossível!


quinta-feira, abril 30, 2009

Sunset

Ó mãe anda cá ver o céu...De que côr está?
Ao fundo vê-se um pedacinho de mar e daquela janela, da nossa janela via-se um dos cenários mais bonitos. Parecia mesmo uma tela de uma artista. O céu estava todo avermelhado e a noite ainda não tinha chegado.
Dizia-me o meu tesouro: - Não é de dia mas ainda não é de noite... Vou ficar aqui até o sol estar mesmo a dormir e depois é que vou dormir também.
É isso mesmo, vou ficar assim enquanto o meu coração não sabe se está no dia ou na noite...
As coisas que tu me mostras e ainda és tão pequenino. Aguardo pelas que ainda me irás revelar nos próximos tempos.
Enquanto isso ficamos os dois assim abraçadinhos a contemplar esta pintura oferecida pela natureza.

quarta-feira, abril 29, 2009

Tu sabes que és LUZ!


Tu sabes que a estrada é tua e que podes seguir o caminho que quiseres.
Tu sabes que és livre de escolher o que desejas e que és forte o suficiente para recusar o mal que te quiserem oferecer.
Tu sabes que és luz e, como tal, só poderás brilhar!
Ninguém te poderá dizer que te deves apagar para viver.
Ninguém te poderá fazer acreditar em algo mais que não seja em ti própria e na tua coragem.
Porque, sabes, nasceste a chorar, mas vives para sorrir!
Tu sabes que és LUZ e só isso te deve bastar para te sentires livre!

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Let us be grateful to people who make us happy, they are the charming gardeners who make our souls blossom. ~Marcel Proust


...e assim seguiram...


Ela disse que queria estar só, que a presença dele na sua vida já tinha perdido o sentido, porque a vida perdia o sentido com ele e que tudo o que viveram não passava de recordações, porque era assim que ela precisava que fosse.
Ele disse que compreendia, que sabia o quanto a havia magoado, que sabia que ela tinha o direito a ser feliz e que com ele não o seria.
Ela disse "Ainda bem que entendes. Assim vais-me ajudar a mudar o caminho, vais-me libertar, vais-me deixar seguir pelo outro trajecto que desejo para mim, aquele sem desfiladeiros nem abismos. Ainda bem que entendes."
Ele disse " Eu entendo, eu sei que sozinha não tens força para te afastar, não consegues cortar a corrente que me liga a ti, por isso vou-te ajudar. Por isso vou esquecer o meu orgulho, o meu amor-próprio, o meu egoísmo. Eu entendo-te e vou ajudar-te. Porque és mais importante para mim do que o meu ego, do que a minha satisfação pessoal, do que o meu bem-estar."
E ela disse "Gostava que fosse diferente."
E ele disse "Eu também."
E ambos seguiram o seu caminho, mais seguros de tudo o que tinham aprendido juntos: quando se ama de verdade, sabe-se quando se deve ajudar o outro a ser feliz, libertando-o das amarras que o destroem e lhe retiram a alegria dos dias...
Muitas vezes, amar é fazer o mais difícil: é deixar ir, é soltar o que se quer prender...
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How lucky I am to have something that makes saying goodbye so hard. ~From the movie Annie
To know when to go away and when to come closer is the key to any lasting relationship. ~Doménico Cieri Estrada

terça-feira, abril 28, 2009

Avenida da Liberdade



Recordo-me de ser garota e de passar na Avenida da Liberdade no carro do meu pai.
Repetia várias vezes a mesma história, sempre que por ali passávamos.
De que aquela avenida tinha sido mandada construir pelo Marquês de Pombal, que segundo ele, era um homem pragmático, com visão, um lutador, e que já naquele tempo tinha mandado construir uma avenida com aquela largura toda.
E era verdade, eu sentia-me pequena naquela grande avenida cheia de árvores dos dois lados. E cheia de carros e cheia de semáforos e cheia de gente e cheia de movimento!
Como eu gostava de ficar ali na janela do carro a observar aquilo tudo!
Embora as minhas paisagens de eleição sejam sempre junto ao mar, aquela avenida sempre exerceu em mim uma espécie de fascínio, que nem eu consigo explicar muito bem.
Uma das minhas excentricidades, se me saísse o euromilhões, seria a de comprar uma casa na Avenida da Liberdade. Quem sabe um dia!
Enquanto não sai, vou-me limitando a passar por lá de quando em vez e a respirar aquele ar, que embora poluído, me enche os pulmões.

segunda-feira, abril 27, 2009

o mais puro amor



Ela sentiu a presença dele, parada, suspensa, olhando-a enquanto se via a si, parada, suspensa, olhando-o também, vendo de fora os dois, perscrutando o olhar dos dois, vendo-os e concluindo que se olhavam sem nada mais no olhar que não fosse paz e um carinho infinito, avassalador e puro.
Olharam-se em silêncio. Deram as mãos e as mãos abriram-se uma para a outra com naturalidade, sem tremor, sem nervosismo, sem hesitar. Abriram-se assim, porque era natural para eles que as mãos se unissem daquela forma. E ela viu-se a si e a ele com as mãos unidas num toque singelo e pensou para si o que ele também pensou para ele, que aquele sentimento nunca mudaria e seria para sempre deles.
Abraçaram-se em seguida e o abraço deles ficou suspenso nas suas respirações em uníssono. Ela olhou-os de fora, novamente, e pensou (sem saber que ele pensava o mesmo) que aquele abraço sempre estivera ali, que aquele abraço nunca tinha mudado de lugar e que os dois tinham sempre estado, afinal, abraçados daquela maneira pura e delicada, abraçados com os braços do coração que abraçam com muita mais força e ao mesmo tempo de forma mais solta do que os outros braços, os braços feitos de músculo e de osso e de carne.
Olharam-se mais uma vez e sorriram. Ela viu o sorriso deles (e ele também, porque apressou-se a segui-la para o lado de fora para os observar) e conseguiu ler nos seus lábios o que nenhum dos dois dissera, mas sentiram intensamente: para eles, aquele era o mais puro amor… O amor que passa a barreira do corpo e da pele e chega ao âmago das células do sentimento.
Sentaram-se no banco junto ao lago e olharam os dois na mesma direcção: procuraram respostas no passado para que aquilo lhes tivesse acontecido. Ela falou, finalmente, e disse: Foi o sol que causou isto. A culpa é desse astro tentador que enfeitiça os corações como um poeta, para iluminar os dias e aquecer os corpos. Mas ele não concordou e com um suspiro rematou: Foi a lua. A lua é que enfeitiça os corações com a poesia das noites estreladas… Ninguém lhe resiste. Nem nós!
E então entenderam-se… Olhando-se nos olhos, concluíram: nem sol, nem lua. Nada pode explicar com objectividade a origem ou razão deste amor. Se tal fosse possível, já não seria assim, o mais puro amor. Seria outra coisa: seria paixão, seria encantamento, seria gostar, seria amar até, mas não o mais puro amor… E disseram tudo isto sem falar...
E eles entenderam-se, de facto. De tal forma que uma lágrima cristalina escorreu pelo rosto dela e ele viu que os seus olhos também se turvaram e pressentiu que não conseguiria travar aquela lágrima que teimava em juntar-se à dela e seguir o seu caminho para fora do coração, porque aquele sentimento transbordava e era urgente deixá-lo fluir!...

sábado, abril 25, 2009

cravos vermelhos


Que belo nome teve a revolução em Portugal! Revolução dos cravos!
Creio que estamos a precisar de uma nova revolução... Uma revolução que recupere a moral e a honra, a verdade e honestidade. Chega de corrupção e falta de vergonha... Chega de ditadura mascarada de democracia... A mafia financeira domina a sociedade... Falta cumprir Abril...

sexta-feira, abril 24, 2009

Apetece-me...

Nem mais... Dormir...
Descansar muitas horas... Até me esquecer como é estar cansada...
Chego a sexta-feira quase sempe assim: exausta, exaurida.
Para ajudar, o elevador esteve avariado toda a semana. Tenho feito todos os dias uma média de seis subidas e descidas até ao terceiro andar onde me refugio depois de um dia (e noite) a trabalhar no meio de adolescentes...

Hoje só me apetece isto: dormir...
Nem é descansar, apenas. É mesmo emigrar para o lugar dos sonhos!... Hibernar, se possível.

(Bom fim de semana!)

sexta-feira, abril 17, 2009

O coração... sempre ele!

Uma vez mais... o meu tesouro a revelar-me das suas! Desta vez decidiu que, após já ter dormitado até chegar a casa, ainda não era a hora de dormir. E hoje pode ser. Eu deixei pois amanhã poderá recuperar todo o soninho que durante a semana é sempre insuficiente nas horas disponíveis. Hoje deixei que não ficasse na caminha e fosse para a sala para brincarmos juntos mais um bocadinho (fantástico isto das crianças precisarem tanto de brincar e, apesar do dia dele, nesta idade, ser quase todo para a brincadeira ainda quizesse brincar mais ainda!). Depois o soninho voltou e ainda no sofá enrolou-se nas minhas pernas e aceitou logo quando disse: - Agora vamos para a caminha abraçar-nos.
Já o "João pestana" tinha sido cantado uma vez mais, já a história da "Girafa que comia as estrelas" tinha sido lida, e já tinha bebido o biberão do leite... quando eu pensava que já dormia ainda estava para chegar a surpresa: começa a cantar. Apenas me consigo recordar desta última frase: "...mas não tenho a certeza se ela vai gostar ou não mas também quero juntar um grande xi coração" ! - E acabou. Disse. Bateu palmas e tudo!! Virou-se para o outro lado, enroscou-se bem no meu colo e adormeceu.
Este episódio recordou-me os momentos das noites de criança em que, na companhia da minha querida mana, cantarolava tudo e mais alguma coisa até a nossa mãe se levantar, porque não conseguia dormir com as nossas cantorias e lá nos ameaçava: "calam-se já as duas ou da próxima vez venho aqui com um chinelo". Voltava para a cama e não sei dizer quantas vezes ela se voltava a levantar para dizer o mesmo e por vezes trazer mesmo o chinelo! Mas lembro-me muito bem de nos virarmos uma para a outra e dizer: "vamos cantar só mais uma mas agora baixinho para a mãe não ouvir". E recomeçavamos a cantar o reportório e era mais uma e mais outra... e lá aparecia de novo a mãe! Coitadinha, morta de cansaço e as duas crianças que até começavam a cantar bem baixinho, mas iam limpando a voz até ficar num tom que não a deixava descansar, a tinham acordado de novo.
Antes eras tu que fazias com que o meu dia terminasse embalado pela música, hoje é o meu tesouro que preenche o meu fim de dia desta maneira maravilhosa!
Um Xi coração, que por causa disto descobri, que não é assim que se escreve mas antes Chi Coração e que significa um abracinho que vem do coração!

Susan Boyle, ou o sonho de ser uma diva... tornado realidade!


Ache outros vídeos como este em INTERACTiC 2.0 - escola com tic social


Susan Boyle é uma Escocesa de origem humilde, desempregada, que ganha coragem e apresenta-se na TV nacional Britânica, num concurso visto por milhões de pessoas com a humildade que se vê no vídeo, aspirando a ser uma cantora famosa, desejando ser uma estrela. A audiência faz troça, inicialmente. O próprio jurí olha com algum desdém e pergunta de forma pouco correcta "What's your name, darling?", deixando transparecer um certo descrédito, procurando quase ridicularizar aquela que com 47 anos ainda sonha ser uma cantora profissional e ousa perseguir o seu sonho...

Assim que os primeiros sons lhe saem da garganta, começam a cair as primeiras lágrimas, a plateia emociona-se, surgem palmas e gritos. Quando vi este vídeo há alguns dias atrás, rendi-me à beleza da voz de Susan, tal como todos os outros que a ouviram! A sua enorme humildade e o seu talento são uma bofetada de luva branca nos nossos preconceitos...


Se todos tivessem a coragem de Susan para correr atrás dos seus sonhos...

Uma inspiração!...

quarta-feira, abril 15, 2009

Ponto de equilíbrio


Tanto corre o meu tempo... As horas escorrem pelo dia como uma cascata: rápidas, abruptas, apressadas, imparáveis. Falta o tempo para parar. Falta o tempo para ser.

Depressa leio, como, durmo, ando, respiro...

Depressa ouço as histórias que me contas:"Estás a ouvir? OUVE. Vou ler este bocadinho para ti!"

E eu ouço, depressa, porque tenho (sempre) qualquer coisa importante para fazer.

Pelo meio do dia apressado, páro a olhar-te e grito para o escritório onde fazes os trabalhos de casa: "ADORO-TE! És tão lindo, meu filho!"

"Eu sei!" E continuas, alheado:"Mãe! O que é 'arsénico'? O que são 'subalternos'?"

Bombardeias-me com palavras, a toda a hora... Estás sempre a ler qualquer coisa. Abres a porta e gritas para a cozinha: "Mãe! O que é uma 'rixa '? O que é um 'tumulto'?" Concentro-me um pouco e procuro dar-te a resposta certa...

Aos sete anos estudaste Mitologia: Deuses Gregos e Romanos não têm segredos para ti!

Aos nove anos estudaste Astrologia e devoraste tudo o que eram livros sobre signos, cartas astrais, signos lunares, ascendentes, compatibilidades e incompatibilidades. Divertias os adultos dizendo as características dos seus signos nos convívios e jantares! E o bichinho pegou e andamos todos durante uns tempos a dizer: "Aquele é mesmo leão! Aquela é mesmo peixes!"

Desde os onze anos que te interessas por moda. "De que século é esta roupa? Isto é do século dezanove, aquilo é dos anos vinte. A ti ficava-te bem a moda do final do século dezanove, mãe! Porque não andas mais com vestidos? Vestes sempre calças de ganga. Ficam-te melhor os vestidos..."

Que filho tão especial!

Por entre pressas e compromissos, respiro a minha harmonia sempre que te olho ou te lembro! Afinal és TU que trazes beleza ao meu dia! Afinal és TU o meu ponto de equilíbrio!...

terça-feira, abril 14, 2009

Para reflectir ou apenas para sentir...


"Para se fazer uma obra de arte não basta ter talento, não basta ter força, é preciso também viver um grande amor." ( Mozart)

"Comece fazendo o que é necessário, depois o que é possível, e de repente você estará fazendo o impossível." (São Francisco de Assis)

segunda-feira, abril 13, 2009

The reader (O leitor), ou simplesmente O amor!





Desde que vi este filme que a história não me sai da cabeça, a densidade das emoções, a profundidade do enredo...
Creio que vou ler o livro, uma vez que a escrita costuma ser ainda mais envolvente e rica que a imagem.
Um filme que é um hino ao amor verdadeiro e incondicional (trágico também)...

sábado, abril 11, 2009

Páscoa Feliz!


Quando era criança, a Páscoa era preparada com simplicidade. Limpavam-se as casas, lavavam-se os tapetes e cortinados, colocavam-se flores frescas em jarros. No dia de Páscoa pintavam-se ovos cozidos. A minha mãe mergulhava-os em água quente com cascas de cebola e a cor aparecia de forma natural na casca do ovo! A minha ama usava uma tinta especial e colocava folhas de salsa para decorar os ovos com mais originalidade! Na mesa da sala de jantar, a minha mãe estendia a melhor toalha em linho branco bordada por si e colocava os ovos decorados num prato, amendoas, bolos e vinho do porto. Na sala de estar, bem em frente à porta da entrada, numa pequena mesa de madeira ficava a bíblia aberta no evangelho segundo S. João no episódio da ressureição, um crucifixo e um jarro com flores apanhadas no jardim nesse mesmo dia, pela manhã. Espalhavam-se verdes e flores no chão, à entrada das casas para que o Compasso (grupo de homens que trazem o crucifixo a beijar, de porta em porta) encontrasse o caminho daqueles que o queriam receber... E havia o almoço em família....
Tudo isto ainda hoje se faz....
E neste dia procuro sempre encontrar a simplicidade que eu tinha no coração quando era criança e vivia a Páscoa com esperança...
Páscoa Feliz!...

terça-feira, abril 07, 2009

Umas águas furtadas junto ao rio Sena! Em Paris...





Num post mais abaixo, a Cláudia refere Paris como uma cidade de sonhos... E eu não poderia estar mais de acordo!
Dei por mim a sonhar nas margens do rio Sena num passeio de barco à noite. Do "bateau mouche"viam-se as margens iluminadas e belos edifícios magestosos tornavam a paisagem imponente e grandiosa. E comecei a sentir nascer em mim um novo sonho que se desprendia daquela visão nocturna: cheguei a ver-me numa varanda de umas águas furtadas daqueles edifícios, a olhar o rio negro adornado por filas de luzes esbranquiçadas reflectidas nas águas. Cheguei a dizer adeus a mim mesma, daquele barco no rio. Cheguei a imaginar um fim de tarde numa sala daquelas, a tomar um chá e a ler um livro sorrindo por dentro ao deleitar o olhar nas águas douradas pelo sol da Primavera em Paris, ao fim do dia....
E havia um odor delicioso a flores naqueles jardins que de dia percorri, ao início da tarde. E surpreendi-me a sonhar de novo com as tardes iluminadas à beira dos lagos, sentada naqueles banquinhos de ferro verde escuro, de novo a sorrir por dentro para a doçura daqueles momentos em harmonia com a luz da cidade e com o verde dos jardins. Pintinhas coloridas de flores delicadas criavam desenhos harmoniosos nos relvados. Doces odores a flores na Primavera em Paris...
E depois o sonho continuou no Louvre e no Museu d'Orsey, onde sonhei os pintores e os escultores de todos os tempos, onde sonhei a obra eterna que nasce dentro e se revela ao mundo para sempre...
"Não podem usar flash..." Não se usa o flash não porque pode danificar a obra, mas porque a obra brilha já de si através do espírito do seu criador que também sonhou um dia e criou e soltou o seu grito, a sua agonia, a sua sensação de incompletude se não a criasse... E a obra fez-se, exemplarmente surgiu de um sonho que se materializou.
Assim sonhei, em Paris, estes e outros sonhos, tão inesquecíveis como a lua que brilhava à noite, mesmo ao lado da Torre Eiffel no céu negro e se deixava seduzir pelo olhar de um qualquer poeta que, àquela hora estaria na sua última noite em Paris a escrever o seu poema eterno, numa qualquer varanda de umas águas furtadas nas margens do rio Sena...
Adieu Paris!... Le rêve toujours!

Laços de Sangue



Sempre tive o sonho de ter um dia três filhos.
Muito provavelmente esta ideia advém do facto de sempre ter desejado ter mais um irmão.
Idealizava um irmão/irmã a sério, e, quando digo a sério é daqueles com quem se pode sempre contar, com cumplicidade, amizade, amor, fraternidade e tantas outras coisas que se podem partilhar com alguém que cresce debaixo do mesmo tecto.
Em resumo, alguém presente.
Mas quis o destino que assim não fosse. Nem três filhos nem dois irmãos.
No entanto apesar da distância física e emocional que nos separa, existe sem duvida algo que nos une. Une-nos uma história comum, os locais por onde passamos e vivemos, os hábitos que adquirimos de casa, a nossa educação, os nossos pais e muitas memórias.
Há quem diga que os laços de sangue falam sempre mais alto.
Sempre achei isto mais uma daquelas balelas que a gíria popular apregoa por ai.
Para acreditar preciso de ver, ou de perceber que existe algo cientifico que o prova ou então apenas sentir.
Se sinto é porque é real e ultimamente tenho sentido. E é quando me basta.
Os laços de sangue são insolúveis, e sim, falam mais alto.
E quando a vida nós prega uma rasteira ou simplesmente não nos aconchega é neles que nos refugiamos.
Sabemos onde eles se encontram incondicionalmente a nossa espera.

sexta-feira, abril 03, 2009

Paris uma cidade de sonhos!

"Os que sonham de dia são conscientes de muitas coisas que escapam aqueles que sonham apenas à noite." (Edgar A. Poe)
Uma excelente viagem e tragam muitas coisas para nos contar!

quarta-feira, abril 01, 2009

Meme "Muito mais de você", Cláudia

Mas que grandes marotas me saíram estas duas… claro que também tenho que publicar o meu Meme
Quando e porquê resolveu criar o blog?
Tudo aconteceu numa fase menos boa. Tinha muita gente a cuidar de mim mas eu não me deixei cuidar e por isso acabei por me sentir durante muito tempo sozinha e sentir que não estava bem ali.
Uma noite em particular tive uma forte vontade de escrever. A escrita liberta-me! E nessa noite queria escrever para todos com quem não podia para já falar.
Depois de o blog ter entrado no ar, o que lhe dá mais satisfação nele?
A maior revelação de todas foi descobrir que logo nesse dia recebia os comentários de quem me esperava incondicionalmente. Quem esteve e está sempre comigo.
Desde aí não parei mais.
Quais os assuntos que mais gosta de postar?
Gosto de escrever sobre qualquer coisa mas muitas vezes dou comigo a avaliar demasiado o que escrevi e Acontece, por isso, alguns períodos de aparente ausência das minhas participações.
Porque deu este nome ao seu blog?
Porque era urgente Acontecer algo naquela fase e acredito que ainda contínua válido.
Já teve algum problema com comentários?
Nop.
Algum blogueiro(a) que admire?
Não consigo nomear nenhum em particular pois vou ler cada um com uma atenção particular.
Nome: Cláudia
Onde mora: Porto
Comprometida: Nada disso.
Um mês: Setembro
Um ano: 2005
Uma estação: Verão
Uma flor: Rosas
Uma matéria: não consigo decidir… água ou vinho?!
Um passatempo: ler
Um desporto: futebol
Um herói: a minha referência é a minha querida mana. Ela é implacável!
Um filme: sou péssima a fixar nomes de filmes. Normalmente gosto muito dos que vejo mas isso porque tenho uns excelentes conselheiros
Uma musica: Há alguém que está sempre a apresentar-me musicas novas e pelas quais fico logo apaixonada
Um programa: adoro conversar.
Uma mania: roer as unhas mas estou quase a conseguir deixar
Uma profissão: músico
Uma coisa importante: liberdade
Um sonho: maldivas
Um amor: o meu filho
Uma paixão: musica
Um desejo: vida longa e com qualidade para quem trago no coração
Adoro: Praia
Odeio: injustiça
Amigos: Os meus. São mesmo os melhores do mundo.
Um lugar: a minha casa
Uma cidade: Porto
Uma peça de roupa: Calças de Ganga
Um defeito: muito emotiva
Uma virtude: Ser verdadeira
Um doce: não aprecio mas vou para o chocolate
Uma frase: “vai onde te leva o coração”

Nota Solta


Hoje seria um bom dia para aqui contar uma história.
Uma historia que foi no início um verdadeiro conto de fadas mas que com o passar do tempo se revelou um verdadeiro filme de terror.
Mas estes filmes, cheios de acção, tiram-me a inspiração para escrever.

Se tivesse escrito, nos últimos dias, pequenos pedaços de papel, todos eles com partes dessa história.
Se os tivesse guardado numa caixa e se hoje de manhã, ao acordar, tivesse retirado apenas uma nota de um desses pequenos papeis diria que:

O importante não é o uso da força bruta, mas sim, o uso de uma posição de força.

terça-feira, março 31, 2009

Meme "Muito Mais de você" , Mimi

Eu como tenho um blog (LOL) não resisti ao desafio !!!
Aqui vai:

Quando e porquê resolveu criar o blog?
Já estava criadinho, com dentes e sem fraldas :o)

Depois de o blog ter entrado no ar, o que lhe dá mais satisfação nele?
Depois de ter entrado para o Acontece, dá-me satisfação escrever e ler o que de bom tem sido aqui publicado.

Quais os assuntos que mais gosta de postar?
Qualquer um, na maioria são um reflexo do meu estado de espírito.

Porque deu este nome ao seu blog?
O mocinho para além de criado, também já estava baptizado! :o)

Já teve algum problema com comentários?
Não senhora :o)

Algum blogueiro(a) que admire?
Gosto do Dualidades … esta parte vocês já sabem que fui coagida … :o) Adorava ver Volta a Vida em 80 Mundos que acabou entretanto e para além do Acontece gosto bastante do Na Minha Concha.


Nome: Mimi
Onde mora: Odivelas
Comprometida: Sim
Um mês: Março
Um ano: 2002
Uma estação: Verão
Uma flor: Rosa Vermelha
Uma matéria: água… na falta de vinho! :o))
Um passatempo: brincar com o meu filho
Um desporto: Shopping! (não resisti :o)))
Um herói: Já não há heróis :o)
Um filme: Os condenados de Shawsang
Uma musica: Mais do que uma!
Um programa: Qualquer um que me consiga entreter, o que não é fácil ! :o))
Uma mania: lamber os lábios
Uma profissão: Medicina
Uma coisa importante: independência~
Um sonho: Ir à Polinésia Francesa
Um amor: o meu filho
Uma paixão: Viajar ;o)
Um desejo: Saúde
Adoro: Praia
Odeio: Leite
Amigos: Com quem sei que posso sempre contar
Um lugar: Qualquer um desde que bem acompanhada
Uma cidade: Lisboa
Uma peça de roupa: Calças de Ganga
Um defeito: Ferver em pouca água
Uma virtude: Ser Verdadeira
Um doce: Pasteis de nata!
Uma frase: “O cão ladra e a caravana passa”


(Tomei a liberdade de postar o Meme da Mimi!
Estava escondido nos comentários! :)
Agora só falta a Cláudia fazer o dela!)

Meme "Muito Mais de você", Filipa

A Mariana de Melodias do Coração desafiou-me para este Meme que tem como objectivo dar-nos a conhecer melhor ;) Beijinho para ti, Princesa!
Aqui vai:

A entrevista..

. Quando e porquê resolveu criar o blog?
Criei este blog em parceria com a Cláudia em Outubro de 2006. Em Abril de 2008 juntou-se a nós a Mimi e o blog ficou mais rico! Escrever neste lugar é resultado de uma vontade de partilhar o que pensamos e sentimos.

. Depois de o blog ter entrado no ar, o que lhe dá mais satisfação nele?
O que muito aprecio são os comentários dos visitantes. Alguns lêem em silêncio, outros comentam e deixam pensamentos enriquecedores. Mas o que mais gosto é, sem dúvida, deixar sair através das palavras aquilo que ficaria preso em mim, sem voz, sem catarse!

. Quais os assuntos que mais gosta de postar?
Gosto de escrever sobre aquilo que a Marianinha chama de "melodias do coração"!

. Porque deu este nome ao seu blog?
A escolha do nome partiu da Cláudia. E eu concordei. Aqui acontece muito mais do que o que vemos e lemos! Aqui lava-se a alma de vez em quando, ri-se, chora-se, relembra-se, recorda-se, sonha-se!

. Já teve algum problema com comentários?
Não, nunca tive problemas com comentários. Mesmo os anónimos são simpáticos!

. Algum blogueiro(a) que admire?
Por razões profissionais, admiro Paulo Guinote e Ramiro Marques. Por razões do coração, admiro a Mariana que me deixa sempre com um sorriso nos lábios quando a leio e com a sensação de que o mundo ainda irá ouvir falar muito dela no futuro!.... Gosto do blog Dualidades pela sua actualidade e espírito crítico e a Senda pela densidade do seu pensamento. Por fim, admiro as minhas amigas e colaboradoras deste espaço: Cláudia e Mimi por razões óbvias: pelas nossas afinidades e pela amizade profunda que nos une!


Perguntas sobre a autora:
Nome: Filipa Pinto
Onde mora: Lousada
Comprometida: Só com a vida!
Um mês: Janeiro
Um ano: 1997
Uma estação: Verão
Uma flor: tulipa
Uma matéria: água
Um passatempo: ler
Um desporto: Dança
Um herói: a minha Mãe
Um filme: A pontes de Madison County
Uma musica: todas! (I like music more than food!)
Um programa: filmes
Uma mania: mexer no cabelo
Uma profissão: professora (foi uma vocação, agora é mais desencanto)
Uma coisa importante: O Sol
Um sonho: ter uma casa à beira mar
Um amor: o meu filho
Uma paixão: Viajar
Um desejo: ver o meu filho crescer feliz
Adoro: praia
Odeio: acordar cedo
Amigos: todos os que me fazem sorrir (eles sabem!)
Um lugar: a minha casa
Uma cidade: Porto
Uma peça de roupa: calças de ganga
Um defeito: impaciência
Uma virtude: generosidade
Um doce: nao aprecio!
Uma frase: Põe quanto és no mínimo que fazes... (Fernando Pessoa)

Passo o meme aos blogs:
- Aqueles que o desejarem realizar!

sexta-feira, março 27, 2009

Renovar...

Imagem de Juliana Duclós

-Mãe, estou a ficar velha... Doem-me os ossos desta mão...

-Deixa lá, filha, quando chegares à minha idade renovas!

É sempre assim. As suas respostas imediatas carregam o optimismo espontâneo que nasceu consigo! As madeixas brancas misturam-se com os cabelos negros de outrora e solta-se da sua boca a sabedoria natural de quem já sabe muito, mas continua a aprender sem receios nem pudores.

-Mãe, perdi o concurso. Enviei dois trabalhos, mas não ganhei nada...

-Deixa lá, filha, ganhaste experiência!

Por vezes escandaliza-se levemente. Outras vezes diz que nada a surpreende, mas as rugas que traz no rosto só me fazem lembrar que tenho à minha frente uma alma renovada, forte, lutadora. E o meu coração sorri...

-Porque estás a rir?

-Estou-me a rir do que disse... Aquilo de renovar!... Quem me dera ficar assim renovada daqui por muitos anos! Tanta gente que precisava de se renovar por dentro e só se lembram de renovar por fora...

"Experiência não é o que aconteceu com você; mas o que você fez com o que lhe aconteceu" ( Aldous Huxley )


quarta-feira, março 25, 2009

Perguntas de criança

- Mãe, onde está a tua cabeça?
- Aqui, filho. Deitada na almofada!
Quando um ser tão pequenino me apanha desta maneira... não consigo dizer muito.
Era mesmo verdade. A minha cabeça estava ali deitada, ao lado dele, na almofada. No entanto o meu pensamento estava muito longe. Passava em revista muita coisa: o dia que estava agora a terminar chegava com muito ruido para mim. Tantas coisas que eu não entendia. E enquanto esperava que o meu pequenino adormecesse e ficasse no sono dos anjos fui surpreendida pela pergunta. Parecia mesmo que ele sabia onde andava a minha cabeça e aquela interrupção foi como um alerta a dizer-me: - Deixa isso tudo ai e fica aqui mais pertinho ainda de mim!

domingo, março 22, 2009

Antes as mulheres*


Só quando os homens chegam a uma certa idade é que podem dizer com certeza que as mulheres são melhores do que eles em tudo - mesmo na bola, a carregar pianos, a lutar com jacarés ou nas outras coisas em que ganhávamos quando éramos mais novos e brutos e fortes.Quando se é adolescente, desconfia-se que elas são melhores. Nos vintes, fica-se com a certeza. Nos trintas, aprende-se a disfarçar. Nos quarentas, ganha-se juízo e desiste-se. Nos cinquentas, começa-se a dar graças a Deus que seja assim. Os homens que discordam são os que não foram capazes de aprender com as mulheres (por exemplo, a serem homenzinhos), por medo ou vaidade ou estupidez. Geralmente as três coisas.Desde pequenino, habituei-me que havia sempre pelo menos uma mulher melhor do que eu. Começou logo com a minha linda e maravilhosa mãe, cuja superioridade - que condescendia, por amor, em esconder de vez em quando - tem vindo a revelar-se cada vez mais. As mulheres são melhores e estão fartas de sabê-lo. Mas, como os gatos, sabem que ganham em esconder a superioridade. Os desgraçados dos cães, tal como os homens, são tão inseguros e sedentos de aprovação que se deixa treinar. Resultado: fartam-se de trabalhar e de fazer figuras tristes, nas casas e nas caças e nos circos. Os gatos, sendo muito mais inteligentes, acrobatas e jeitosos, sabem muito bem que o exibicionismo vão leva à escravatura vil. Isto não é conversa de engate. É até um tira-tesões. Mas é a verdade. E é bonita.


* Crónica de Miguel Esteves Cardoso, Público, 08/03/09

Chegou-me por mail e não resisti a publicar por aqui!

Dito isto, desta maneira, por um homem que considero muito inteligente, só posso dizer que concordo totalmente! ;)

sábado, março 21, 2009

Primavera

Recados para Orkut

RecadosOnline - Confira mais figuras para Primavera


Nunca me ocorre celebrar o Inverno...
Porém, quando o sol atinge a linha do Equador, por esta altura, o meu espírito sente-se desprender das nuvens e saltar para um raio de sol presente nos vossos sorrisos, em cada dia de Primavera!

Muitos sorrisos coloridos e dias luminosos!... Hoje e sempre!

Bom fim de semana!

quinta-feira, março 19, 2009

Pai

Lembro muitas vezes o amor que a minha mãe sempre demonstrou nas palavras quando falava do seu pai... Perdeu-o aos sete anos. Diz que foi, talvez, o único amor verdadeiro e intenso que recebeu em criança. Recorda os dias em que se sentava ao seu colo a comer a sopa, em que passeava com ele pelas ruas da aldeia nas noites quentes de Verão...

Ninguém escolhe um Pai. Deixamos essa tarefa entregue à nossa mãe! O Pai é imperfeito. O Pai é humano. Mas é importante ter um Pai e saber onde ele está. Perdoar faz parte de ser filho. Não esquecer os defeitos também se perdoa ao filho! Reconhecer as qualidades é libertador e aproxima os corações.


O meu Pai não é perfeito e falhou em muitas coisas essenciais. Mas lembro-me que ele brincava comigo, lembro-me de esperar que chegasse, sentada no cimo das escadas ao fim do dia e gritar "O pai vem aí!" e atirar-me para os seus braços (a medo), do cimo das escadas e ele dizia "Atira-te" e eu atirava-me, porque confiava na sua força, porque a seguir ele fazia-me dar uma cambalhota e segurava-me de novo e eu tinha a minha brincadeira ganha. Às vezes dizia "Tenho uma coisa. Procura!". E os meus olhos brilhavam, porque não tínhamos nada, ou tínhamos muito pouco e eu procurava nos bolsos dele, no casaco, nas calças e lá encontrava uns rebuçados, uma guloseima, um brinquedo que ele tinha encontrado e que nos trazia...


O resto... A vida acontece e só em adultos procuramos entender e perdoar...


PARABÉNS A TODOS OS PAIS que veneram no seu coração esta sublime missão encantada de amar um filho mais do que a eles próprios!... São Pais verdadeiros, Pais eternos... São Pais assim que fazem falta!...



domingo, março 08, 2009

8 de Março - Dia Internacional da Mulher

Apenas 30% dos lugares de topo na Europa são ocupados por mulheres. Ainda assim, as mulheres europeias vivem num mundo, teoricamente, igualitário... No mundo árabe a situação das mulheres é bem diferente... Pergunto-me sempre neste dia: ainda há necessidade de haver um dia internacional da mulher? No mundo actual?...

Parece que sim e também é preciso não esquecer que a discriminação existe bem perto de nós, através da violência doméstica, da desigualdade nas oportunidades, nos preconceitos entranhados numa sociedade patriarcal e ultrapassada.


Um beijo especial para todas as mulheres!...



Entre os teus lábios
é que a loucura acode,
desce à garganta,
invade a água.


No teu peito
é que o pólen do fogo
se junta à nascente,
alastra na sombra.


Nos teus flancos
é que a fonte começa
a ser rio de abelhas,
rumor de tigre.


Da cintura aos joelhos
é que a areia queima,
o sol é secreto,
cego o silêncio.


Deita-te comigo.
Ilumina meus vidros.
Entre lábios e lábios
toda a música é minha.


Eugénio de Andrade

sexta-feira, março 06, 2009

vou contar uma história...

de um rapaz e de uma rapariga
ele dava-lhe o mundo
ela as estrelas e o brilho do sol

o mundo é uma ideia

as estrelas estão no firmamento
e o sol esconde-se para poder brilhar onde o querem receber

as ideias estão em nós e não passam disso enquanto não as concretizamos

as estrelas brilham mesmo que não queiramos
o sol brilha sempre mesmo quando não vemos

as ideias podemos esquecê-las

as estrelas estão sempre acima de qualquer acontecimento
o sol aquece mesmo quando não sentimos

mundo? que mundo é este? procuramos definir

estrelinha... és a minha estrelinha
estou aqui agora e agarras a minha mão
dizes-me para te deixar ir
és livre, esqueceste?
livre de tudo e livre de mim também

não fica ninguém preso numa estrela
nem no brilho do sol que atravessa todos os sólidos

vai. não sabes nada de estrelas nem do brilho do sol que vês de vez enquando

...mas ambos se esqueceram que isso não é de ninguem
e é de todos

e o que não é nosso não permanece no aqui e agora
e o longe a distância são infinitamente longe
para nós.

quinta-feira, fevereiro 26, 2009

Looking for...

um amor que dança harmoniosamente com o meu corpo
que enebria os meus sentidos
e desperta o que há de mais suave e belo em todo o meu ser
como uma melodia que não me canso de ouvir
a sussurar nos meus ouvidos
e entra pelo meu ser sem ferir nenhum dos sentidos
e me enrola nos seus fortes abraços
e se mistura com a minha pele
e me apresenta novos sentidos para a felicidade
novos sentidos de prazer
junta a beleza do silêncio da noite e a cor de um dia radioso de sol
nesse lugar sem receio de deixar ficar tudo o que sinto
sem reservas pois nada será descuidado
esse sentimento sem lugar onde se guardar
arrepio todo o sentir
esqueço tudo o resto


sábado, fevereiro 21, 2009

Como Peter-Pan!

Por breves momentos, mas mais frequentemente do que (se calhar) desejável, dou comigo a pensar se não seria possível parar o tempo, de tal forma que continuaríamos o percurso da vida, mas não envelheceríamos. Não nos tornaríamos imortais, isso seria terrível. Mas manteríamos a juventude até à morte e não murcharíamos como a bela flor…
Penso nisso e sorrio… É que, por estranho que pareça, não sinto que o tempo passa por mim, que o tempo me envelhece, que o tempo me retira forças ou faz fazer coisas que antes não faria apenas por ser mais velha. Pelo contrário. Sinto, antes, que dentro de mim há uma alegria e uma energia maiores do que quando tinha 15 anos. Parece-me que a vida vai passando esquecendo-se de me avisar que os anos contam, que as rugas vão chegando (já chegaram?), que a maturidade pesa e a responsabilidade também, que as mini-saias são só para as adolescentes, que as calças de ganga e as sapatilhas também (gostava de as usar mais vezes do que as que uso!), que os ganchos no cabelo são para as menininhas e que rir, rir muito, com vontade e muitas vezes é sinal de pouco siso.
A minha sorte é que conheço pessoas parecidas comigo e, assim, não me sinto uma excluída! Não muitas (infelizmente), pois se fossem mais, o mundo seria bem mais colorido. Mas conheço alguns adultos que também têm esta síndrome de Peter-Pan! Tenho um amigo a quem, por vezes, gosto de chamar esse nome! Sendo ele tão especial, acarinhou logo a designação (ou título!)! Traz nos olhos a luz da eterna juventude e no coração a alegria de uma criança! Para mim é uma inspiração e faz-me querer continuar a ser pequenina!... Sempre assim - criança por dentro para que por fora a vida se veja num olhar límpido e cintilante…

(Beijinhos Peter-Pan!)

("Toda a criança que nasce é Artista. Difícil é permanecer Artista depois de crescer." Picasso)

sexta-feira, fevereiro 20, 2009

Raio de sol!



Embala-me o sol que me revisita todas as manhãs… Sorrio para dentro, porque de dentro me vem a lembrança do teu sorriso, sempre espontâneo a brincar nos lábios, num simples reflexo, quase involuntário, que não consegues evitar. Sorrio para fora agora, porque me ocorre a tua paz nas palavras, a caminho de um qualquer pensamento, em direcção a uma qualquer ideia quase sempre solta e encadeada em mim, uma ideia que parte de ti e vem ao meu encontro num abraço. Sem esforço, sem qualquer esforço fazes chegar a mim as mais belas palavras que já ouvi… Sabes porque é que és assim? Sabes porque é que a tua voz está em mim como o som do mar, como o som do vento na folhagem, tão natural em mim como o sol, como este raio de sol que me aquece as mãos e me faz sentir viva, que me ilumina os cabelos soltos e me rejuvenesce? Sabes porque é que é natural lembrar-te e compreender que o sol e a lua juntos, afinal, é algo tão natural?...
Os lugares, por vezes, estão separados. Os minutos, quase sempre, estão em relógios diferentes. Mas lembrar-te traz a mim a certeza de que o sol me embalará todas as manhãs, mesmo em manhãs não tão belas como esta, mesmo se menos encantadas e perfumadas que esta… Estás em mim, porque, afinal, és um raio de sol no mundo e na minha paz... E não consegues evitá-lo!...


quarta-feira, fevereiro 18, 2009

A Avaliação


Vocês sabem que eu não perco uma única oportunidade para vos contar algumas das conservas do meu garoto.
Aqui vos deixo uma conversa tida ao fim do dia no trajecto escola/casa, que eu achei no mínimo hilariante.

Gonçalo: Sabes mãe hoje fui avaliado!
Mimi: Ai foste? Avaliado a quê?
Gonçalo: A musica
Mimi: E como correu?
Gonçalo: Tive de cantar uma canção, queres ouvir?
Mimi - Sim, claro !
(Gonçalo canta a canção)... e quando acaba
Mimi: Que linda canção, cantas mesmo muito bem!
Gonçalo: Pois cantei ...
Mimi: E então, o que disse a professora?
Gonçalo: E então?? E então que foi uma brutalidade!
Mimi: Uma brutalidade?!?!
Gonçalo: Sim! Levantei-me, cantei, os meninos bateram palmas, a professora escreveu e eu fui sentar-me!

sexta-feira, fevereiro 13, 2009

Valentim


Quando o amor vos fizer sinal, segui-o; ainda que os seus caminhos sejam duros e escarpados.
E quando as suas asas vos envolverem, entregai-vos; ainda que a espada escondida na sua plumagem vos possa ferir.
(Khali Gibran)

domingo, fevereiro 08, 2009

Tangerinas

Em criança tive o privilégio de ter uma ama. Não fui para o jardim-de-infância, não tive uma educadora, não fiz actividades extra-curriculares. Não soube o que era brincar com plasticina ou pintar em guache, não tive lições de música, nem de natação. Muito menos de Inglês! Fui uma privilegiada! Corria pelo quintal da Sr.ª Linda, a minha ama de todas as horas, enquanto a minha mãe trabalhava, durante a semana e aos fins-de-semana. Brincava livremente na terra, com as plantas, com as flores, com as pedras, com os outros miúdos. Às vezes enfastiava-me, não ter nada para fazer, outras vezes sentia saudades da minha mãe, sobretudo ao domingo, se ela trabalhava e eu não podia estar em casa. Não eram saudades de brincar com ela, pois ela não brincava comigo. Não tinha tempo… Eram saudades da sua presença, do seu calor ali perto, da sua comida.
A casa da Sr.ª Linda era velha. Tinha o rés-do-chão e o primeiro andar. No rés-do-chão havia a sala de costura e as arrumações de tralha antiga, o local para as batatas, as cebolas, o vinho, as enxadas, as pás e outros utensílios para trabalhar a terra. Eu não ía muito para esses lados, atrás da casa. Cheirava a animais, a cães e a mosto. Porém, havia um terraço na frente da casa, com chão em lousa que aquecia no Verão ou nos dias curtos de sol de Inverno. Sentava-me no chão de lousa quente e sentia-me melhor… De tarde, lanchávamos na cozinha, cevada e pão com manteiga. Às quatro da tarde a Sra. Linda acendia a lareira na cozinha e punha a água a aquecer. A grande panela da sopa também já lá estava. Tudo era feito com tempo, sem correrias, sem pressas, sem horários apertados e asfixiantes. No tempo das tangerinas, a árvore em frente à casa, carregadinha, deixava cair algumas ao chão e eu, sentada no chão de lousa, descascava-as calmamente e comia as que me apeteciam.
Veio-me à memória tudo isto, porque na vila onde vivo agora, há um mercado municipal, o único sítio onde encontro dessas tangerinas… Não são clementinas artificiais, de casca fina, avermelhada, sem pevides e sem sabor. As tangerinas que a Dª Lurdes vende no mercado são tangerinas com sementes, de casca levemente alaranjada, que se solta facilmente dos gomos, cujo sabor a tangerina pura me remete sempre para a infância, para a casa da Sr.ª Linda e para o chão em lousa quente, numa tarde de sol de Inverno…

terça-feira, fevereiro 03, 2009

Declaração de amor

"Unidos por algo que não é deste mundo..."


Nem de propósito, na sequência do post anterior... Hoje recebi a mais bela declaração de amor!

“Vês, consigo soltar a minha mão da tua”, disse, tirando a (ainda) pequena mãozita de 12 anos da minha.
“Mas cá dentro não consigo soltar-me de ti! É como se isso fosse impossível. Quando te zangas comigo fico fraco. Enfraqueço como um menino Africano que está um ano sem comer. A única coisa que me interessa é se tu gostas do que eu faço, se gostas do que eu digo, se gostas da minha vida… Os outros não me interessam. Não estou interessado em agradar às outras pessoas. Desde que a minha mãe goste do que eu sou, isso basta-me! Se tu te ris para mim, tudo está bem! Só isso importa!”

Muitos filhos podem sentir tudo isto, mas talvez poucos consigam pôr em palavras toda esta intensidade!...
(Este cordão umbilical adivinha-se muito difícil de romper!...)

sexta-feira, janeiro 30, 2009

Mãe Desnecessária


O dia 20 de Setembro de 2002, representa um marco na minha vida.
Ser mãe ensinou-me muita coisa.
Posso afirmar hoje, ao fim de 6 anos, que esta experiência no mínimo gratificante, me mudou. Os meus sentimentos não são hoje, com toda a certeza, os mesmos que possuía antes do nascimento do Gonçalo. Transformei-me num ser melhor, mais sensível, mais paciente e descobri com a maternidade uma característica que desconhecia existir em mim: a capacidade de abdicar.
A minha vida passou a ser regida em função dele e do seu bem-estar.
O sentimento por um filho é imensurável, cresce todos os dias e a todas as horas do dia!
Este amor exponencial, traz muitas vezes dúvidas e dificuldades em estabelecer limites e fronteiras que devemos impor.
Educar não é de todo uma tarefa fácil, e por mais voltas que se dê não se encontra, em lado algum, a tal receita milagrosa, que todos gostaríamos de aplicar em determinadas situações.
Encontrei este artigo, muito interessante.
Reli-o várias vezes, porque me enquadro naquelas mães galinhas, capoeira diria mesmo! Uma daquelas mães que com o passar do tempo terá de aprender a tornar-se uma mãe desnecessária …


“A boa mãe é aquela que vai se tornando desnecessária com o passar do tempo.
Várias vezes ouvi de um amigo psicanalista essa frase e ela sempre me soou de uma forma estranha. Chegou a hora de reprimir de vez o impulso natural materno de querer colocar a cria debaixo da asa, protegida de todos os erros, tristezas e perigos.Uma batalha interna hercúlea, confesso.
Quando começo a esmorecer na luta para controlar a super-mãe que todos temos dentro de e nós lembro logo da frase, hoje absolutamente clara. Se eu fiz o meu trabalho direito, tenho que me tornar desnecessária.Antes que alguma mãe apressada venha acusar-me de desamor, preciso explicar o que isso significa. Ser “desnecessária” é não deixar que o amor incondicional de mãe, que sempre existirá, provoque vício e dependência dos filhos, como uma droga ao ponto de eles não conseguirem ser autónomos, confiantes e independentes.
Prontos para traçar o seu rumo, fazer as suas escolhas, superar as suas frustrações e cometer os seus próprios erros também.
A cada fase da vida, vamos cortando e refazendo o cordão umbilical. A cada nova fase, uma nova perda e um novo ganho, para os dois lados, mãe e filho.
Porque o amor é um processo de libertação permanente e este vínculo não para de se transformar ao longo da vida.Até o dia em que os filhos se tornam adultos, constituem a sua própria família e recomeçam este ciclo.
O que eles precisam é ter certeza de que estamos lá, firmes, na concordância ou na divergência, no sucessoou no fracasso, com o peito aberto para o aconchego, o abraço apertado, o conforto nas horas difíceis. Pai e Mãe solidários - criam filhos para serem livres. Esse é o maior desafio e a principal missão.
Ao aprendermos a ser “ desnecessários”, transformamo-nos num porto seguro para quando eles decidirem atracar.”
(Autor Desconhecido)

domingo, janeiro 25, 2009

Registo


Ela estava só naquela noite escura. Escura e quente, abafada, trôpega, deserta. A noite sem as estrelas que costumava ver da sua varanda, sempre que o ar lhe faltava e procurava a magia da rua deserta à noite, na noite de insónia que a avassalava e encolhia por dentro, ultimamente.
Regressara a casa há dez minutos. Vazia. As mãos dele tinham estado nela sofregamente, sem perguntas, sem respostas, sem questões, sem amor. Nela havia a certeza de que nada lhe havia sido retirado, nada lhe havia sido dado também. Nada. E era bom. Sentia-se bem assim. Nada a prendia, nada a consumia, nada lhe dava vida, nada a matava. Olhou para ele e sentiu o prazer que lhe dava aquele vazio. Olhou o seu rosto brando, os olhos parados nos dela, o sorriso cálido e sem nexo. Sorriu também para ele. Nada lhe disse. Mas sentiu-se feliz. Gosto de ti, gosto muito de ti. Disse ela, por fim. E ele sorriu também. Não percebeu porque ela dissera tal coisa. Nem porque lhe passara a mão no rosto enquanto lho disse, percorrendo com o dedo indicador os seus lábios, os seus olhos, as suas pálpebras, o seu queixo. Demorou-se no pescoço dele, desceu até ao peito e deteve-se. Quis ver o olhar dele, mas ele tinha os olhos fechados. Os lábios quietos. Não quis continuar. Pousou a mão na mão dele. Vou-te levar. A voz dela despertou-o da viagem afectiva que iniciara momentaneamente. Os olhos dele abriram-se. Cruzou os dedos nos dela. A outra mão abriu a janela do carro. Como queiras. Disse ele, sem a olhar. O cheiro a maresia entrou pela janela aberta e era frio o ar que entrava. Tens de ir, não é? Sim, ela tinha de ir. Para a sua casa vazia. Para o seu corpo lavado. No ar respirava-se o cheiro deles, do seu prazer recente, do seu calor desenfreado, do suor que retinham nas palavras gemidas sem nexo, com fúria, desprevenidas, destravadas.
Chegou a casa cansada. Estranha sensação de alívio. Chegava sozinha e despenteada. Sem fome, sem sede, sem vontade de nada. Pousou as chaves na mesa da entrada e dirigiu-se à varanda. Não acendeu a luz. Sorriu para o espelho reduzido, obscuro da sua sala na penumbra, brevemente iluminada pelos reclames da rua, pelos postes de luz pública. Seguiu até à varanda porque o ar lhe faltava. Porque o ar era pequeno dentro dos seus pulmões e sentia-se desmaiar. Procurava a noite que entrava pelo seu pequeno apartamento, no meio, bem no centro da cidade anónima. Procurava a pequena réstia de luz que sentia que estava na rua em frente. Olhou o casario que se erguia na escuridão, ao longe, na encosta junto ao rio e pensou que era feliz naquele momento. Pensou que nada lhe faltava, apenas um pouco de ar, naquela noite opressivamente quente. Não entendia porque lhe parecia que o ar era pouco, então. Porque era escasso o espaço que ficava no seu peito para respirar, mas era tão vasto à sua volta. Há breves momentos atrás, havia estado deitada no peito dele, quieta, sem lhe faltar nada. Sem ruído, sentira o seu coração bater em compasso com o dele. Gosto de ti, gosto muito de ti. Dissera de uma vez, olhando a boca dele perplexa. Porque lho dissera? Perguntou-se várias vezes depois, nos minutos, nas horas, nos dias que se seguiram… Nada davam um ao outro. Apenas o prazer da entrega oferecida num momento único. Apenas isso. Nada mais havia a esperar desses segundos, minutos, horas de prazer intenso e egoísta, intenso e altruísta. Tão seu, tão dele, tão de ninguém.
Filipa
3 de Janeiro 2009

sexta-feira, janeiro 23, 2009

Fiz um intervalo na correria!



Acumula-se roupa no cesto para passar a ferro. Acumulam-se tarefas por fazer na lista afixada no frigorífico. Acumulam-se cento e tal emails por ler e outros por escrever. Acumulam-se os livros em cima da secretária e respectiva lista de trabalho a fazer (preparar aulas para o Instituto, fazer mais um teste formativo para a turma D, escolher um “listening”, rever a matéria a dar na escola, elaborar fichas de recuperação, preparar uma canção para o 9º ano). Acumulam-se os livros por ler, que aguardam que lhes tire o pó, uma vez por semana, em cima da mesinha de cabeceira. Acumulam-se as ideias na minha cabeça para escrever mais uma estória, mais um conto, mais um texto que explode por dentro e lá fica… Porque não tenho tempo… Corro o dia todo de um lado para o outro, respiro com dificuldade entre cada intervalo, durmo depressa, almoço e faço qualquer coisa mais ao mesmo tempo, falo com o pequenote e tento enganá-lo fazendo outra coisa urgente que requer a minha atenção. E nunca o consigo enganar! Nunca me ouves. Não prestas atenção. Não se pode falar contigo…Olha para mim. Estás a ouvir? Ouviste?
Ouvi. Às vezes ouço. Outras vezes… E fico a olhá-lo a caminho da escola. Pequeno. Lindo! Inseguro. Mochila enorme às costas. Cai uma chuva miudinha. Não quer guarda-chuva. Carapuço enfiado na cabeça. Pequeno. Lindo! Passa por um grupo de adolescentes fumadores, que se juntam debaixo das galerias do prédio. Vai por fora das galerias, à chuva. Não gosta de passar pelo meio deles, por causa do cheiro do fumo dos cigarros. Cheira o meu cabelo, mãe. É horrível. Tive de passar por lá… Hoje contornou-os e não passou pelo meio deles. Atravessa a rua aos saltinhos. Pequenino, ao longe. Já na Escola Secundária! Espreito pela janela até não o ver mais. Suspiro e penso alto: tão lindo o meu filho!... Tenho de me sentar dez minutos para escrever!

domingo, janeiro 11, 2009

Até logo, Natércia!

09 Janeiro 2009, Restaurante O Pichel
Jantar de despedida (ou até logo apenas) da Natércia


Lá fora gelava! Mas dentro... O ambiente era acolhedor e animado! Comia-se, bebia-se, diziam-se frases sábias (como se pode ver abaixo) dançava-se a Cabritinha e outras danças eróticas e animadas e... brindava-se! O Pichel queria fechar o boteco, mas no fim até teve pena de nos deixar ir embora!... Lá voltaremos, quem sabe!...





Frases (MUITO) soltas:


"Natércia, eu não substituo ninguém. Ainda hoje precisei de ajuda e desenrasquei-me sozinha!" (Cláudia)

"E eu que não ouvi o pedido de ajuda... porque prestável como eu sou, dava-te logo uma 'mãozinha'!" (Renato)

"Falem, falem, mas quem vai desenrascar os médicos sou eu!" (Natércia)

"Renato, és muito fotogénico... Nos vídeos!" (Filipa)

"Não me dês mais bolo... Já estou no mercado dos disponíveis! Não quero ficar encalhado!" (Renato)

"Mãe, cala-te e deixa-me falar. Pára com os teus comentários de rodapé!" (Edgar)

"Temos que abrir as pernas contra a pobreza! Vocês lucram mais do que eu!" (Renato)


AGORA IMAGINEM O VÍDEO!... :)


sexta-feira, janeiro 09, 2009

Let it snow, let it snow, let it snow!

Vista da varanda de minha casa em Lousada...

Do outro lado: Escola Secundária coberta de neve!

E o dia apresentou-se branco, pela manhã e os sorrisos viam-se nos rostos daqueles por quem passava, num misto de "que lindo" e "que frio"!...

Costumo adorar a luz do sol, mas hoje adorei também a luz que caía do céu em flocos brancos, para curar a terra, para ajudar a rejuvenescer os solos, lá por altura da Primavera!

segunda-feira, janeiro 05, 2009

E que tal avaliação burocrática e concurso para deputados titulares?





1. Proponho, com carácter de urgência, um sistema de avaliação burocrática, mas também formativa, para os nossos políticos.
2. Proponho a reestruturação URGENTE da carreira dos nossos deputados e políticos em que se acrescente (com quotas para Muito Bom e Excelente) o grau de Deputado Titular com base na cultura geral e desempenho efectivo de funções (com 100% de serviço cumprido), tal como se quer aplicar a outra sobejamente conhecida carreira!

(Declaração de interesse: sou professora. Tenho o direito a fazer estas propostas depois de ver o vídeo acima!)