segunda-feira, junho 29, 2009

Escrita

A mão percorre a folha
devagar traz à luz
novas palavras
uma nova linha de sentido
de horizonte
uma nova peça
que se encaixa
na outra
que se lhe segue
no pensamento que se segue
no sentimento que alastra
pela folha em branco
pelo coração em branco
pelo que fica
depois de se dizer
de se escrever o que não se sente
de não se escrever o que rebenta por dentro
no coração em branco
no papel vazio...

sexta-feira, junho 26, 2009

Ninguém vive para sempre...





Adeus Peter Pan...
O génio morreu...

Faz parte do meu imaginário adolescente... Não podia deixar de escrever algo sobre o assunto que faz hoje as manchetes de todos os jornais e noticiários. Sei bem que há quem o deteste, assim como há quem o idolatre! Eu sou apenas uma fã que gosta da sua música e aprecia o seu talento como bailarino e compositor.
Excêntrico, génio, alucinado, desequilibrado, bizarro, incompreendido, enfim, estrela...
Tinha um pouco de tudo. Mas tinha também um talento avassalador...
A forma como cantava e dançava, as canções que compôs e atingiram o número um dos tops musicais de todo o mundo, o feito de ter criado o disco mais vendido de sempre , são factos que fazem com que seja atribuído a Michael Jackson o título de Rei da Pop.
The king died, the legend was born...
His music will live forever... In our hearts...

quarta-feira, junho 24, 2009

Pérola


Querida Pérola,

"A morte é apenas uma travessia do mundo, tal como os amigos, que atravessam o mar, e permanecem vivos uns nos outros.
Porque sentem necessidades de estar presentes, para amar e viver o que é omnipresente.
Nesse espelho divino, vêem-se face a face; e sua conversa é livre e pura.
Este é o consolo dos amigos e embora se diga que morrem, sua amizade e convívio estão, no melhor sentido, sempre presentes, porque são imortais."
William Penn
O céu ganhou mais uma Pérola ... descansa em paz.

terça-feira, junho 23, 2009

A gaivota


Uma gaivota esvoaça por cima do mar, rasteira à água, quase tocando levemente a ondulação branca que me vem beijar os pés. É uma gaivota belíssima, de penas brancas e longo bico amarelado. O seu voo encantou-me e agora prendi o olhar nela, seguindo o seu trajecto, ora suave, ora rápido, ora voando para longe, ora regressando e deixando-me, a mim, com vontade de a seguir até às rochas escarpadas e de lá observar a imensidão do azul, acima e abaixo de mim.
Mas os meus pés estão enterrados na areia e ainda assim apetece-me caminhar ao longo do areal e contrariar a gravidade que me traz para baixo, que me prende à terra, que me retira as asas, que me traz presa ao chão.
Caminho perdida em pensamentos soltos e sem vontade de chegar ao fim da praia. Ao longe, um navio leva-me em viagens exóticas e imprevisíveis, para destinos longínquos e insondáveis. E eu deixo-me ir nesse navio, errante, sem data para regressar, sem rota marcada que não seja o infinito, solta de tudo, desprendida do chão, ausente das memórias, em branco para o que vem, para o futuro que traz um respirar desconhecido e inebriante, uma asa de cor nova, um voo sem direcção.
Caminho ao longo da praia e, de súbito, a gaivota de penas brancas voa a meu lado, tranquila, subindo um pouco, descendo de novo, afastando-se até às rochas que deixei para trás, aproximando-se de mim, novamente, devagar, planando a água que me vem acariciar os pés em cada passo e é então que, de alguma forma, pressinto que não irei fazer esta caminhada sozinha…

segunda-feira, junho 22, 2009

Pure teen!



“A mochila está pronta?”
“Claro! Só vais para a piscina amanhã e colocar lá dentro uma toalha, o protector e uns chinelos, não é tarefa demorada!
“Mas eu quero que fique já pronta para não me atrasar amanhã. Tenho de estar na pizzaria ao meio dia.”
“E que calções de banho vou levar?”
“Os novos. Os do ano passado já não te servem!”

As férias começaram há poucos dias e as tardes passadas com os amigos são tão mais divertidas!
“Será que podes ir? A tua mãe deixa?”
“A minha mãe deixa-me sempre fazer estas coisas!”- disse o meu (pré)adolescente sorridente!
Claro que deixo!

Os adolescentes de hoje podem ser diferentes nas actividades que fazem, mas o que sentem é muito parecido com o que nós sentíamos! O meu (pré)adolescente foi almoçar à pizzaria com os amigos (tudo combinado pela internet/Messenger e telemóvel) depois foram todos até ao parque para andar e correr um pouco e a seguir foram para a piscina municipal!
Eu tinha uma irmã e alguns vizinhos com quem brincava na rua- eram os meus companheiros de brincadeira. Umas vezes jogávamos à bola, às escondidas, andávamos de bicicleta ou jogávamos às cartas, sentados no chão de cimento à entrada da nossa casa. Outras vezes (e essas eram as minhas tardes preferidas) íamos nadar para o rio! As férias de Verão eram intermináveis para mim, naquela altura. E eu que gostava tanto da escola chegava a sentir-me enfadada com tantos dias de ócio! Correr, nadar, sujar-me no pó ao correr descalça, tomar banho no rio, lanchar pão com Tulicreme e uma maçã que segurava com as mãos azuladas e com a pele enrugada de estar tanto tempo na água, podem ser actividades diferentes das que se fazem hoje, mas a sensação deve ser a mesma!
O meu teen chegou a casa às 18.30, com as faces coradas, cansado e um sorriso estampado no rosto!
“Correu bem, mãe! Estou exausto: corri, nadei, andei nos escorregas!”
E correu bem porque passou uma tarde de férias de Verão na companhia de amigos adolescentes, partilhando as mesmas inseguranças e os mesmos anseios!

These may well be the best days of your life!

sexta-feira, junho 19, 2009

Viagem



Fizemos uma viagem. Apenas uma, lembraste?
A vida também é assim... uma única viagem.
Fecho os olhos e tenho uma daquelas visões que as pessoas que estão a morrer mas não morrem depois descrevem:
" era uma estrada longa, o caminho passava por nós..."
Por vezes eramos ultrapassados por outros que tinham mais pressa mas nós tinhamos o tempo todo... aquele tempo, o nosso tempo.
Não queriamos muito ir a lado nenhum. Apenas ir juntos.
De um lado e de outro havia tanta coisa para se observar e sentir e cheirar.
Por cima de nós o céu estava azul mas o Sol não brilhava muito.
Não me apetecia olhar para os lados... apenas para o teu lado. Não. Apenas olhar para ti! E olhei-te a viagem toda.
De vez em quando sorria... lembro-me que me sentia em paz e com um bocadinho de medo porque não conhecia aquele caminho.
E a viagem foi toda assim: com as coisas a passar por nós e eu contigo ali ao lado naquela única, breve e intensa viagem.
Foi apenas uma viagem e tudo está a morrer assim lentamente mas ainda não morreu.

segunda-feira, junho 15, 2009

Chill out...



Respiro fundo, por esta altura, não porque já esteja de férias (longe disso, só no mês dos emigrantes, em pleno Agosto "com frio no rosto" é que terei férias), mas porque as aulas propriamente ditas terminaram!


Agora vêm as burocracias, o trabalho de papel, os relatórios, as vigilâncias de exames (pobres crianças...), a correcção de exames, a elaboração de turmas, as reuniões, enfim, o trabalho sem alunos, mas para os alunos...


E respiro fundo, porque o stress diário abranda, como abrandam as exigências diárias de serenidade e ao mesmo tempo dinamismo, como diminuem as tensões permanentes da matéria a leccionar, do controlo disciplinar, da motivação impreterível para que entendam, para que aprendam, da quantidade absolutamente estapafúrdia de testes para corrigir, de testes para elaborar, de fichas para fazer, de conteúdos para preparar...


E tudo abranda, porque o ritmo é menos alucinado e alucinante e até me posso dar ao luxo de chegar a casa, pousar a pasta, sentar-me na varanda a ver o pôr-do-sol enquanto como uma maçã, e posso até (imaginem!) andar com o livro do José Luís Peixoto debaixo do braço e ler de vez em quando, ao longo do dia, porque não tenho de ler nada por obrigação, apenas por prazer... E vou lendo e respirando fundo e acalmando do stress de todo um (longo) ano de aulas e cansaços e lutas e desencantos e alegrias e nostalgias...


"Boas férias, 'stora! Fica connosco p'ro ano?"


"Não sei, não sei!" Nunca sei, talvez sim... Alguns nunca mais verei, outros encontrarei daqui por muito (ou pouco) tempo, num hipermercado a trabalhar na secção das frutas, das bebidas ou numa loja qualquer; outros continuarão por cá mais um, dois anos e depois também se vão, para a universidade ou para a vida...


E eu começo a respirar fundo, a descontrair um pouco, a chegar a casa ao fim da tarde com o sol ainda alto e sem pressa de pegar de novo nos livros para preparar matérias... E penso que durante um ano devo ter feito a diferença para alguns e quero acreditar que sim, que para alguns devo ter sido uma boa professora, devo ter conseguido fazer com que aprendessem, com que se interessassem, com que se importassem... Assim espero, pelo menos...


Chill out...that's what I need by now! Until the next round!

domingo, junho 14, 2009

Eu não sei quem me perdeu...

agora
agora entendi
que é apenas assim que me queres
de fugida, no momento
para amainar a inquietude do sentir
para amainar a azafama do dia
consegues viver tão bem assim
com tão pouco
sabes? assim não me dou... empresto-me num ou noutro momento
mas assim chega-te
assim é muito bom para ti.
mas agora
agora
precisas de saber que estou de partida
que estou a andar num caminho novo
sem trilho mas onde sou eu que deixo o rasto
depois
depois não sei...
mas sei que estou de partida
não me quero despedir já
não quero deixar já que as tuas mãos se separem das minhas
ainda nos tocamos
ainda nos sentimos
mas eu estou de partida.

domingo, junho 07, 2009

Spring Awakening! Feelings Awakening!







A doce Mariana convidou e nós não faltamos à apresentação de um musical realizado pela força do sonho de alguns alunos do 12º ano do Externato Camões! O Despertar da Primavera foi um sucesso e eu, babada, com um sorriso que ía da boca até ao coração, assisti da audiência ao esplendor da paixão por um projecto, uma ideia, um compromisso com a vontade de fazer arte com sentimento!

A Marianinha encheu o palco com a sua alegria e preencheu as nossas almas com a luz que transbordava em cada aparição! TODOS os artistas estiveram soberbos e a assistência rendeu-se ao talento das suas estrelas!

Mariana: que estejas na vida como estiveste em palco - com garra, alegria, paixão e entrega!

Beijo no coração e na bochecha rosada!

segunda-feira, junho 01, 2009

O dia deles celebra a criança que somos!



As mães deste blogue, hoje, estão particularmente felizes!

1 de junho: Dia Mundial da Criança!

E estão particularmente felizes por duas razões (podiam ser infinitamente mais, mas vou destacar apenas duas!):

1. Este dia remete sempre para os seus mais ternos afectos que as ligaram para sempre às suas crias! São três mães e três meninos que hoje celebram o dia da criança! Coincidência serem três meninos!

Hoje já os cobriram de beijos logo pela manhã (mais um bocadinho que o habitual), já lhes deram uns valentes abraços apertados e já lhes disseram pela enésima vez o quanto os adoram!

Mães e filhos são sempre "pegajosos", sobretudo porque nunca perdem uma oportunidade de dar beijos e abraços!

2. As mães deste blogue, hoje (E SEMPRE!), também se sentem eternas crianças! É por isso que este é também o dia delas! E é com este sentimento de leveza na alma que desejam a todas as crianças do mundo um dia MUITO FELIZ! E também a todos aqueles adultos que, com e como elas, se sentem crianças no coração!

É que, a idade é apenas um número!...

sexta-feira, maio 29, 2009

Parabéns mana Querida!



Hoje é um dia especialmente bonito porque a minha princesa é a aniversariante eleita!
Muitos parabéns!
O sol e o arco-irís estão a apontar para iluminar-te ainda mais mas a tua beleza atravessa tudo isso.
Beijinho enorme.

quinta-feira, maio 21, 2009

Até Breve


“Todos gostam de ti porque falas com toda a gente”.
Foi assim, de uma forma atrapalhada, com a voz toldada e com os olhos a brilhar que se despediu de mim.
Vieram despedir-se um após o outro e em cada adeus um nó na garganta e um conter de lágrimas, que não podiam ali cair.
Não naquele sitio, nunca num lugar de trabalho.
A vida é uma caixinha de surpresas e é incrível como se conseguem criar laços de amizade com colegas de trabalho que têm estilos de vida tão distantes dos meus.
Foi sem dúvida, um virar de página difícil.
Uma página que afinal pesava toneladas quando eu pensava que afinal só pesava umas graminhas.
Sai dali com um peso enorme.
Porque não me consigo acomodar? Porque procuro sempre novos desafios profissionais? Porque preciso de ser posta a prova? Porque preciso de tanta mudança na minha vida? Porque? Porque? Porque?
Porque como me diz a minha mãe “nós não somos feitos, fizeram-nos”. E eu fui feita assim, desta massa revolta.
Ficam os laços, porque afinal “Aqueles que passam por nós, não vão sós, não nos deixam sós. Deixam um pouco de si, levam um pouco de nós “.

quarta-feira, maio 20, 2009


Há quem diga "pensas demais"
Eu corrigo "sinto demais" e apenas o faço porque ainda não me conheço.
Porque sentir nunca é demais:
O sol nunca brilha demais
A lua nunca é mágica demais
A música nunca é linda demais
Apenas tudo isto É. E eu ainda não Sou.
Quando isso for Eu, aí ter-me-ei encontrado. Aí eu já saberei quem Sou.
Afinal quem É que eu admiro?
Quem É! Apenas. Quem se basta por si só e apenas por tudo isso.

A descoberta mais difícil não é a que fazemos dos outros mas aquela que não temos coragem para fazer de nós próprios. Só preciso de me conhecer melhor.
Porque é que um poema ou a letra e melodia de uma música me tocam tão fundo? Porque chega ao que ainda não conheço de mim. Não preciso de correr, não preciso que me digam que me amam ou que sou fantástica... apenas tenho eu que descobrir onde está o Amor e o fantástico dentro mim.

PS: e com a imagem aproveito para continuar a minha terapia à cor lilás :)

segunda-feira, maio 18, 2009

O "bé" está a crescer depressa!



"Mãezinha!" - disse o pequenote, a rir, para a mãe!

E disse tão, mas tão bem, que a tia carregou o sobrolho e olhou de lado, nada contente com o que ouvia.

O pequenito estava a crescer tão depressa...

Já não dizia "escolina" nem "ratino"... Já pronunciava as sílabas todas correctamente. Bem, quase todas!

O "contador" ainda não era computador e o primo não estava nu para tomar banho, mas "de nu" que é muito mais giro!


Bem, por este andar, daqui a nada diz já tudo direitinho e a tia terá que se mentalizar que o sobrinho preferido já cresceu e não é o "bé" que ela queria que ele continuasse a ser...

Beijinhos da cor do arco íris para ti, Afonso!

sexta-feira, maio 15, 2009

numa tarde qualquer...



Numa tarde qualquer, ele e ela encontram-se...

É um encontro preparado com a ansiedade do primeiro,
mas não é o primeiro.
É um encontro repleto de emoções,
mas tão simples como um malmequer.
É um encontro que lhes parece curto,
mas que dura a tarde inteira.
É um encontro de almas,
pintado com um beijo e um abraço à chegada
e mais um beijo e um abraço à partida.
E uma torrente de sorrisos
e pétalas pelo meio.
É um simples encontro...
Numa tarde qualquer...


"You make me happy and I hope you feel the same...
You make me feel just like a child, a child again!"

terça-feira, maio 12, 2009




um pedaço de sol pendurado na tua janela
(cá em baixo)
um beijo que foge apressado
dizendo adeus
e até já
e até sempre

um pedaço de céu azul espreitando os dois
(lá de cima)
uma mão na minha cintura
uma canção eterna
um violino, um piano
uma voz no meu coração

um olhar preso no espaço entre os dois
(dentro de nós)
atado à luz que me ofusca
à luz que me prende
ao teu redor
essa luz sempre presente
em mim
e na minha vida

Lucky!





Sem dúvida, uma canção de derreter o coração!

quinta-feira, maio 07, 2009

Tonight



Aprecio particularmente aquela par que dança salsa com a lua ao fundo...
Mais uma vez a música a fazer-me sonhar acordada!

quarta-feira, maio 06, 2009

As palavras que nos abraçam


"Bea diz que a arte de ler está a morrer lentamente, que é um ritual íntimo, que um livro é um espelho e que só podemos encontrar nele o que já temos dentro, que ao ler aplicamos a mente e a alma, e que estes são bens cada dia mais escassos." A sombra do vento - Carlos Ruiz Zafón
Têm sido muitos os livros que me têm "abraçado" a mente e alma e deve ser por isso que gosto cada vez mais de ler.
Quando preciso de estar comigo leio.
Enquanto leio é como se viajasse para o lugar onde posso sempre estar. Onde nada me é pedido em troca, apenas a minha presença.
Aplicamos a mente e a alma... em quantas coisas na vida aplicamos estas duas coisas em simultâneo? É fácil darmos conta que as coisas que são bem feitas, aquelas que admiramos tiveram de certeza estes dois ingredientes. Quantas pessoas conhecemos que o fazem?
Felizmente conheço cada dia mais e por isso não devo ser uma regra dado o número dos que vivem apenas porque vivem. Quem vive desta forma enche não só o seu mundo de alegria como irradia uma onda de bem estar para quem está na sua órbita.
Ao ler este livro recordei-me imensas vezes de ti, querida mana... tens mesmo que escrever.

sábado, maio 02, 2009

sábado à noite!



O que se faz num sábado à noite?

Jantaradas, copos, amigos, música, muita dança?

Pois é...

Quase que acertaram!

Duas mães na casa dos trinta, dois filhos (um com 4 outro com 12)... Donas de casa desesperadas? Nahhhh! Mães a tempo inteiro! E felizes!

Depois da sesta da tarde ( o mais novo ainda dorme a sesta), passeio no Palácio de Cristal. Um dia de Primavera maravilhoso, só pedia para que se gozasse o dia (Carpe Diem, uma fada sussurrou ao ouvido pela manhã!). Seguiu-se um passeio na Foz. Descemos a pé a calçada junto ao mar a comer croissants quentes e... A seguir...

Mãe, posso descalçar os sapatos? Posso rebolar na areia?

Claro que sim!

O sol a põr-se, os pés pequenitos na areia húmida, as pedrinhas engraçadas que apanhamos. O mar a rebentar nas rochas da praia do Homem do Leme.

Olha, tia, que homem feio!

E a tia explica que o homem faz aquela cara feia na estátua, porque tem de segurar o barco e conduzi-lo com bravura e as ondas são muito altas e o mar está bravo, Vês?

A tia e a mãe vinham para esta praia quando eram pequeninas. Vinham com a avó que trazia uma lancheira com comida e chegavam logo pela manhã. Desciam na paragem do eléctrico e chegavam cá depois de duas horas de viagem! A tia adorava a praia e ficava na água até ficar roxa de frio! (Agora nem põe um pé na água e passa as tardes esparramada ao sol, porque a água está sempre gelada! Os banhos em pequena devem ter valido para o resto da vida!)


De regresso a casa, porque o sol já se vai deitar!

Pizza para todos e sopa para o mais pequeno!

Acaba o jantar e os mais novos dizem: Vamos dançar?

Que pergunta!!!

Claro que vamos dançar!

Afastam-se os brinquedos espalhados pela sala e começa o merengue: Azul! Es queste amor és azul como el mar, azul!....

Sai mais merengue e rock e salsa e kuduro e salsa e merengue de novo e Mark Anthony e mais Azul!

Mães e filhos na maior animação!...

Pronto, agora vamos tomar banho e descansar! Diz a mãe do mais novo!

Eu quero mais uma muca!, diz o pequenote, com a camisola na mão, sentado no chão!... Mas o banho estava a chamar e a caminha também!



E foi assim, uma noite de sábado, em família!

Melhor? É impossível!