terça-feira, outubro 30, 2012

o amor é

 "O amor é o início. O amor é o meio. O amor é o fim. O amor faz-te pensar, faz-te sofrer, faz-te agarrar o tempo, faz-te esquecer o tempo. O amor obriga-te a escolher, a separar, a rejeitar. O amor castiga-te. O amor compensa-te. O amor é um prémio e um castigo. O amor fere-te, o amor salva-te, o amor é um farol e um naufrágio. O amor é alegria. O amor é tristeza. É ciúme, orgasmo, êxtase. O nós, o outro, a ciência da vida.
O amor é um pássaro. Uma armadilha. Uma fraqueza e uma força.
O amor é uma inquietação, uma esperança, uma certeza, uma dúvida. O amor dá-te asas, o amor derruba-te, o amor assusta-te, o amor promete-te, o amor vinga-te, o amor faz-te feliz.
O amor é um caos, o amor é uma ordem. O amor é um mágico. E um palhaço. E uma criança. O amor é um prisioneiro. E um guarda.
Uma sentença. O amor é um guerrilheiro. O amor comanda-te. O amor ordena-te. O amor rouba-te. O amor mata-te.
O amor lembra-te. O amor esquece-te. O amor respira-te. O amor sufoca-te. O amor é um sucesso. E um fracasso. Uma obsessão. Uma doença. O rasto de um cometa. Um buraco negro. Uma estrela. Um dia azul. Um dia de paz.
O amor é um pobre. Um pedinte. O amor é um rico. Um hipócrita, um santo. Um herói e um débil. O amor é um nome. É um corpo. Uma luz. Uma cruz. Uma dor. Uma cor. É a pele de um sorriso."

Joaquim Pessoa

sábado, outubro 27, 2012

literatura





"A literatura é a melhor prova de que a vida só não chega."

segunda-feira, outubro 01, 2012

momentos que traduzem excelência!






Se dúvidas eu tivesse de que tinha um filho especial, em cada ano que passa ele tem-me mostrado o quanto sou afortunada em cada momento que lhe dedico. PARABÉNS, Edgar!

sexta-feira, setembro 07, 2012

segunda-feira, agosto 27, 2012

sexta-feira, julho 27, 2012

sabedoria


Há cerca de quase dez anos atrás conversávamos sobre o sentido da vida. Fazíamos isso muitas vezes. Tu, numa febre de procura interior e de aparente serenidade exterior, deste-me uma lição que só há pouco tempo comecei a entender. É verdade, demorei quase dez anos a perceber o alcance do que disseste naquele dia. Por alguma razão, essas palavras permaneceram na minha memória, ou porque me chocaram e confundiram, ou porque ainda não era o tempo para mim, ainda não era o dia de eu as entender.
“Qual é o teu objectivo na vida?”, perguntei, a dada altura da nossa acalorada conversa, uma conversa em que eu contestava mal disfarçadamente a tua passividade, referindo-me aos projectos de trabalho e pessoais, matérias que assaltam o espírito de qualquer adulto na faixa etária dos 30. Nessa altura, eu queria mostrar-te que não podemos ficar parados, acomodados com o que temos, que devemos lutar por conseguir mais, ter mais do que, por exemplo, os nossos pais conseguiram, chegar mais longe, subir mais alto.
Fizeste uma pausa, pensaste por um momento e, para minha perplexidade, respondeste muito sério: “Ser sábio.”
Lembro-me que olhei para ti incrédula e creio que soltei uma gargalhada. Não esperava essa resposta, como é óbvio. Esperava que me falasses dos teus planos de carreira, das tuas ambições profissionais, que me falasses dos teus desejos íntimos de ter uma família, filhos ou, em vez disso, do teu desejo de aventura, de viajar e conhecer o mundo. Mas não. O que me dizias tinha a ver com uma outra coisa que não me tinha ocorrido então: falavas de espiritualidade e de auto-conhecimento. Esse assunto, para mim nessa altura, era totalmente desconhecido.
Dou comigo, vários anos depois, a recordar essa conversa e muitas outras tão ou mais interessantes que esta e sinto que caminho uma década atrás de ti (ou mais que uma vida atrás de ti!), que percebo a existência agora muito à luz do que me ensinaste, que vejo através dos teus olhos a luz do mundo interior, da paz interior, da serenidade que vem de estar bem consigo próprio, de vivermos felizes com o silêncio, com os livros, com a música, com o escutar do nosso próprio coração a bater livre e solto na escuridão da noite ou à primeira luz da manhã. Lembro-me que não tinhas horários, que dormias e comias quando sentias que precisavas. Na altura, isso era incompreensível para mim. Era como se fosses um selvagem civilizado… Trabalhavas sem horário, sem chefe e sem objectivos. Hoje entendo que essa era a tua magnífica forma de ser livre e feliz.
Anos mais tarde, procurei aquilo que já tinhas encontrado muito mais cedo do que eu e, nesse caminho de procura, li em livros o que me dizias e o que, afinal, vivias. Compreendi que o meu objectivo na vida é…vivê-la com sabedoria! Mas isto já tu sabias há séculos!

(Que saudades das nossas conversas...!)

terça-feira, julho 24, 2012

sábado, julho 21, 2012

Porque gritamos?

Um dia, um pensador indiano fez a seguinte pergunta aos seus discípulos:
 "Porque é que as pessoas gritam quando estão aborrecidas?"
 "Gritamos porque perdemos a calma", disse um deles.
 "Mas, por que gritar quando a outra pessoa está ao seu lado?" Questionou
novamente o pensador.
"Bem, gritamos porque desejamos que a outra pessoa nos ouça", retrucou outro
discípulo.
 E o mestre volta a perguntar:
"Então não é possível falar-lhe em voz baixa?" Várias outras respostas surgiram,
mas nenhuma convenceu o pensador.
 Então ele esclareceu:
 "Vocês sabem porque se grita com uma pessoa quando se está aborrecido?"
O facto é que, quando duas pessoas estão aborrecidas, os seus corações afastam-se muito.
Para cobrir esta distância precisam gritar para poderem escutar-se mutuamente. Quanto mais
aborrecidas estiverem, mais forte terão que gritar para se ouvirem um ao outro, através da
grande distância. Por outro lado, o que sucede quando duas pessoas estão apaixonadas? Elas
não gritam. Falam suavemente. E por quê? Porque os seus corações estão muito perto. A
distância entre elas é pequena. Às vezes os seus corações estão tão próximos, que nem falam,
somente sussurram. E quando o amor é mais intenso, não necessitam sequer de sussurrar,
apenas se olham, e basta. Os seus corações entendem-se. É isso que acontece quando duas
pessoas que se amam estão próximas."
 Por fim, o pensador conclui, disse:
 "Quando vocês discutirem, não deixem que os vossos corações se afastem, não digam palavras
que os distanciem mais, pois chegará um dia em que a distância será tanta que não mais
encontrarão o caminho de volta".

Mahatma Gandhi

segunda-feira, julho 16, 2012

Tu Ensinaste-me a Fazer uma Casa

   

"Tu ensinaste-me a fazer uma casa:
com as mãos e os beijos.
Eu morei em ti e em ti meus versos procuraram
voz e abrigo.
E em ti guardei meu fogo e meu desejo. Construí
a minha casa.
Porém não sei já das tuas mãos. Os teus lábios perderam-se
entre palavras duras e precisas
que tornaram a tua boca fria
e a minha boca triste como um cemitério de beijos.

Mas recordo a sede unindo as nossas bocas
mordendo o fruto das manhãs proibidas
quando as nossas mãos surgiam por detrás de tudo
para saudar o vento.

E vejo teu corpo perfumando a erva
e os teus cabelos soltando revoadas de pássaros
que agora se recolhem, quando a noite se move,
nesta casa de versos onde guardo o teu nome."

Joaquim Pessoa, in 'Os Olhos de Isa'

terça-feira, julho 03, 2012

quarta-feira, junho 06, 2012

quarta-feira, maio 23, 2012

porque gosto de ti



Sabes porque gosto de ti?
Contas-me histórias como se eu fosse ainda pequenina e tratas-me como se eu soubesse pouco dos sonhos cor de algodão doce que só na infância eu comia. Percebes que as rosas de todas as cores são coisas que não se podem esquecer, especialmente na primavera, mesmo que cheguem ao cair da tarde já com reminiscências do fim do dia e leves traços de uma noite ainda por pintar.
E a gargalhada solta e espontânea que se expande sem que tenhamos de analisar muito as entrelinhas, parece mais natural em nós do que a cor dos nossos olhos.

sexta-feira, maio 11, 2012

não vale a pena





Eu estava sozinha de ti, contigo ao meu lado. Olhávamos um para o outro e a imensidão de um oceano separava-nos. O teu sorriso era vago e o meu olhar perdido. Nas mãos eu trazia fotografias invisíveis de histórias nossas que não aconteceram. Decidi parar o relógio naquele momento antigo como a lua e iluminá-lo com a sua luz, prendê-lo no céu inundado de estrelas por cima de nós e apeteceu-me ficar sozinha, desta vez sozinha de verdade, sem ti ao meu lado. A luz da cidade sabe como me sinto cansada, e é mesmo por aqui que quero ficar, por estas estradas desertas de gente e repletas de intermitências de memórias dispersas, sem identidade e sem dor. 
"Fico contigo...", disseste. Os meus lábios abriram-se num sorriso e deixei-te ir. Não é ainda a hora de colher as rosas... Não vale a pena insistir. Não falta dizer mais nada.

quinta-feira, maio 03, 2012

pudesses tu



És um bloco de gelo, um icebergue, uma rainha esculpida nas rochas, altiva, inatingível. Quem és, afinal? Máscara que sorri, luva que toca, fonte inanimada que chora, nuvem que foge, raio de sol que mal entra pela janela, logo desaparece pela porta. Pudesse eu desvendar esses segredos que nem tu sabes que guardas e trazer-te para o mundo dos humanos que amam, sofrem, choram e são felizes. (Pudesses tu salvar-me de mim e das rosas que morrem depressa, ainda hoje...)

terça-feira, maio 01, 2012

fuiste tú

Vontade de pegar numa mochila e partir para aquelas paisagens... Guatemala... Porque não?... Vontade de fugir sem rumo, sem dias, sem semanas, sem meses a contarem... Vontade que contem só as experiências, a pele, o sol, a água, o ar, a terra e o infinito...

segunda-feira, abril 30, 2012

arco-íris


Essa chuva que cai dos teus olhos atravessa a luz do sol e enche o céu de cores. "Olha o arco-íris!", digo-te. Os nossos pensamentos são algodão doce que provamos antes de partires. Os nossos dedos abrem-se em fios de esperança e damos as mãos por mais um momento. As linhas do teu rosto perdem-se no horizonte de baunilha e negro atrás do sol, atrás da chuva morna, atrás do arco-íris dos segredos que levas contigo. Vai, como o vento que se esconde sem se dar por isso e quase sempre regressa antes da chuva. Vai e sê quem tu és. Eu serei sempre aqui.

quinta-feira, abril 19, 2012

1ª Audição


Informo que o Afonso vai ter a sua primeira audição de violoncelo sábado, dia 21 de Abril às 18h, na Boliana.

E se ele chegar até aqui?...

A loucura de amar - Parte I

"É possivel que o amor ponha as pessoas loucas e, da mesma forma, é possível que uma pessoa tenha de ser louca para amar."
Frank Ronan in "Os homens que amaram Evelyn Cotton"

sexta-feira, abril 13, 2012

is this the secret to love a woman?


" You may not be her first, her last, or her only. She loved before, she may love again. But if she loves you now, what else matters? She's not perfect, you aren't either. And the two of you may never be perfect together. But if she can make you laugh, cause you to think twice, and admit to being human and making mistakes, hold onto her and giver her the most you can. She may not be thinking about you every second of the day, but she will give you a part of her that she knows you can break - Her Heart. So don't hurt her, don't change her, don't analyze and don't expect more than she can give. Smile when she makes you happy, let her know when she makes you mad, and miss her when she's not there." 
 
By Bob Marley