sexta-feira, março 06, 2009

vou contar uma história...

de um rapaz e de uma rapariga
ele dava-lhe o mundo
ela as estrelas e o brilho do sol

o mundo é uma ideia

as estrelas estão no firmamento
e o sol esconde-se para poder brilhar onde o querem receber

as ideias estão em nós e não passam disso enquanto não as concretizamos

as estrelas brilham mesmo que não queiramos
o sol brilha sempre mesmo quando não vemos

as ideias podemos esquecê-las

as estrelas estão sempre acima de qualquer acontecimento
o sol aquece mesmo quando não sentimos

mundo? que mundo é este? procuramos definir

estrelinha... és a minha estrelinha
estou aqui agora e agarras a minha mão
dizes-me para te deixar ir
és livre, esqueceste?
livre de tudo e livre de mim também

não fica ninguém preso numa estrela
nem no brilho do sol que atravessa todos os sólidos

vai. não sabes nada de estrelas nem do brilho do sol que vês de vez enquando

...mas ambos se esqueceram que isso não é de ninguem
e é de todos

e o que não é nosso não permanece no aqui e agora
e o longe a distância são infinitamente longe
para nós.

5 comentários:

Anónimo disse...

"e o sol esconde-se para poder brilhar onde o querem receber"


Mas o sol nasce sempre!...
Isso é que é preciso não esquecer!
E nasce sempre também para que a história continue, para que as estrelas brilhem mais tarde, para que o rapaz e a rapariga se encontrem sempre acima das nuvens em cada dia e que cada dia seja um dia pleno de novas promessas!...

Bela estória ;)

Anónimo disse...

"A vida não é medida pelo número de vezes que respiramos, mas pelos momentos que nos tiram a respiração." - Autor Desconhecido

Anónimo disse...

Querida Amiga,
“O sol quando nasce é para todos” … Nasce todos os dias, indiferente os nossos encontros ou desencontros, as nossas alegrias ou tristezas. Brilha quando tem de brilhar e esconde-se quando se tem de esconder.
Por isso resta-nos seguir em frente, porque aconteça o que acontecer tudo se resume a uma única frase : “A vida continua” !

Beijinhos grandes,

P.S: Bem, agora que já divaguei resta-me apenas dizer-te que a rapariga não andará a vida inteira desencontrada no rapaz … um dia esbarra com ele, quando menos esperar ;o))

Anónimo disse...

vou contar uma história...

de um sufoco na garganta,
uma torrente de sentidos que tolhe as certezas e silencia a razão
a história de um mundo que queria voar para tocar o sol e agarrar as estrelas...

era uma vez um mundo
girava no seu eixo
tinha o seu tempo definido
e a certeza das 24 horas

as estações essas decorriam da proximidade
dos dois elementos.
do sol, do mundo...
o Sol ora próximo, ora distante
o outro ora quente ora expectante

o mundo queria o sol sempre presente
reconfortava-o o seu calor
sentia-se calmo com o brilhar
sentia-se mais vivo
em harmonia na sua presença

farto da noite olhava as estrelas
que o faziam recordar

o mundo saiu do eixo
deixou as certezas e quis rodar com o sol
mas nem sempre o que queremos acontece,

o sol tinha o seu tempo
o seu caminho a percorrer
tempo que o mundo não pode controlar
às vezes até parar ou recuar...
caminhos que o mundo não pode traçar.

Claudia disse...

Credo... que até me arrepiou este anónimo e a sua escrita!
Vista assim, a história parece perfeita.
Afinal tanto talento que anda escondido...