quinta-feira, agosto 09, 2007

The place...


uma flor
pode nascer e crescer e estar num sitio paradisíaco
rodeada de outras flores diferentes mas lindas
e embelezar um espaço grandioso e pertencer a um sitio por todos olhado como único

uma flor
pode crescer num simples jardim mas cuidada com todo o amor de uma alma
que todos os dias a acompanha a crescer, sente as suas necessidades e ... cuida

uma flor
pode viver apenas da água
fazendo a diferença àquele meio aquático que não esperava uma flor ali

uma flor
pode ser apenas uma transição para o fruto
e crescer no alto de uma árvore
olhando de cima tudo o que está a seus pés

uma flor
pode nascer na aridez do deserto
contrariando toda aquela secura do pó da areia
e ser a raridade daquele espaço

uma flor
pode ser cortada para ser colocada numa jarra
onde apenas alguns a irão olhar e achar que é Linda

uma flor
pode estar a enfeitar uma catedral
mas sem terra, será breve o seu encanto

uma flor
pode jazer num cemitério
fazendo companhia a apenas um corpo a desfazer-se em pó
rodeada de outras flores também condenadas a secarem e a serem colocadas no lixo


Qual é o lugar que escolhemos para o nosso coração?
Onde é o lugar onde nos encontramos?

terça-feira, agosto 07, 2007

Saudades de ti


Custa-me abrir os olhos
abro a pouco e pouco
pois sei que não te vou ver.

Assim como cada voz tem um timbre e uma intensidade
cada silencio tem um registo e uma profundidade
e tu és voz e silencio em mim

Acordar

Acordo e vejo a tua silhueta ao meu lado...
será real ou é loucura do sentir?
é real e fico ali a contemplar-te
olho-te, fixo-te
vejo o teu acordar lento...
mas que me abraça...
não só o acordar, como os teus braços que me enrolam...
e me aquece o teu calor
A musica que me leva a até ti...

segunda-feira, julho 30, 2007

� demais...




� s� isso
N�o tem mais jeito
Acabou, boa sorte
N�o tenho o que dizer
S�o s� palavras
E o que eu sinto
N�o mudar�
Tudo o que quer me dar
� demais
� pesado
N�o h� paz
Tudo o que quer de mim
Irreais Expectativas Desleais
That’s it
There is no way
It over, Good luck
I have nothing left to say
It’s only words
And what I feel
Won’t change
Tudo o que quer me dar / Everything you want to give me
� demais / It�s too much
� pesado/ It’s heavyN�o h� paz / There is no peace
Tudo o que quer de mim / All you want from me
Irreais / Isn�t realExpectativas / ExpectationsDesleais
Mesmo, se segure
Quero que se cure
Dessa pessoa
Que o aconselha
H� um desencontro
Veja por esse ponto
H� tantas pessoas especiais
Now even if you hold yourse
lf I want you to get cured
From this person Who poisoned you
There is a disconnection
See through this point of view
There are so many special people in the world
So many special people in the world
In the world
All you want All you want
Tudo o que quer me dar / Everything you want to give me
� demais / It�s too much
� pesado / It’s heavy
N�o h� paz / There is no peace
Tudo o que quer de mim / All you want from me
Irreais/ Isn’t real
Expectativas / Expectations
Desleais
Now were Falling into the night
Um bom encontro � de dois

segunda-feira, julho 16, 2007

Aqui e Agora


Embalada pelo som da guitarra
Pela letra da musica sussurrada
vou de encontro aos meus lugares secretos
voo pelos sitios mais belos do universo
planeio pelas almas que me acompanham
que me sentem e acompanham nesta viagem
transito para o lugar que sempre me acolhe
sinto o calor do sol e a frescura da chuva

não preciso de procurar porque já estou lá
o meu sitio secreto
que me acolhe sempre que preciso de descansar

descanso do mundo, da vida e da sua ausência
descanso para ganhar forças novas
descanso para renovar da vida e das coisas

entendo que muito do que sinto não é abraçado
entendo que nesta dimensão não há compreensão para mim

vou de encontro à tua vida, alegria!

She's the one




When we find true love, everything seems perfect and we feel that we are alive!...

quinta-feira, julho 12, 2007

Intenso


Há quem nos tire a respiração pela intensidade do sentimento
e há os que nos querem tirar o ar de vez...

Há quem nos acelere o coração apenas com a sua presença
e há os que nos querem parar o coração de vez...

Há quem nos ilumine tanto
que quase não conseguimos manter o olhar fixo
e há os que nos querem cegos de vez...

Mas dou voltas e mais voltas e acabo sempre por encontrar toda a paz que preciso bem dentro de mim...
(e nas almas iluminadas que me acompanham em toda a caminhada! Grata a todos os que trago no meu coração. Adoro-vos.)

quarta-feira, julho 11, 2007

A song for you




This is an amazing song that a lovely teenager brought to my knowledge (thank you Mariana!) and it is dedicated to you, my shining star!...

Hey there Delilah
What's it like in New York City?
I'm a thousand miles away
But girl tonight you look so pretty
Yes you do
Times Square can't shine as bright as you
I swear it's true

Hey there Delilah
Don't you worry about the distance
I'm right there if you get lonely
Give this song another listen
Close your eyes
Listen to my voice it's my disguise
I'm by your side

Oh it's what you do to me
Oh it's what you do to me
Oh it's what you do to me
Oh it's what you do to me
What you do to me

Hey there Delilah
I know times are getting hard
But just believe me girl
Someday I'll pay the bills with this guitar
We'll have it good
We'll have the life we knew we would
My word is good

Hey there Delilah
I've got so much left to say
If every simple song I wrote to you
Would take your breath away
I'd write it all
Even more in love with me you'd fall
We'd have it all

Oh it's what you do to me
Oh it's what you do to me
Oh it's what you do to me
Oh it's what you do to me

A thousand miles seems pretty far
But they've got planes and trains and cars
I'd walk to you if I had no other way
Our friends would all make fun of us
and we'll just laugh along because we know
That none of them have felt this way
Delilah I can promise you
That by the time we get through
The world will never ever be the same
And you're to blame

Hey there Delilah
You be good and don't you miss me
Two more years and you'll be done with school
And I'll be making history like I do
You know it's all because of you
We can do whatever we want to
Hey there Delilah here's to you
This ones for you

Oh it's what you do to me
Oh it's what you do to me
Oh it's what you do to me
Oh it's what you do to me
What you do to me.

segunda-feira, julho 09, 2007

Para pensar

A duração do sofrimento baseia-se no tempo necessário a que se melhore.

Aqui



Hoje não quero dormir...

Quero ficar acordada a sentir a noite e quem está na minha companhia.

Não pergunto onde estás tu agora porque estás mesmo dentro de mim e quero ficar assim, agarrada à tua companhia, a sentir o teu abraço forte, a tua respiração suave e terna.

Quero ficar apenas assim.

A sentir que nada separa duas almas que estão unidas não sabem desde quando, nem porquê. E enquanto as palavras tentam desesperadamente expressar o que sinto, sinto que estou bem assim no teu colo, enroscada no teu colo a sentir o ritmo do teu coração vivo que de vez em quando se engana nas batidas. Pois o que vês é alguém entregue a ti.

Sou interrompida na minha viagem por um "Ó mãe, maaaaae" - haverá prova maior de vida? De amor?Alguém que tão pequenino não se inibe de nos chamar sempre que precisa ou simplemente apetece ter perto a nossa mão. Comovo-me até às lágrimas com este gesto irreflectido, desprotegido e sincero.

Porque será que perdemos tudo isto - a inocência - com o crescimento?

Porque é que em vez de nos tormarmos pessoas melhores nos tornamos mais e mais egoistas?

E enquanto reflicto sobre o amor de mãe e filho continuo presa no teu calor, no teu cheiro... Como chegamos até aqui? de onde veio este sentimento que me faz ficar a comtemplar-te quando todos os outros nos parecem ignorar?

quarta-feira, junho 27, 2007

Perspectivas diferentes


Há os que choram por não ter ninguém à sua espera
E existo eu... que estou feliz por ninguém me esperar

Há os que choram porque ninguém repara como estão arranjados
E existo eu... que estou feliz por ninguém reparar

Há os que choram porque não têm com quem dividir as horas solitárias
E existo eu... que estou feliz por essas horas não terem que ser divididas com ninguém

Há os que choram porque os seus jantares são sozinhos
E existo eu... que estou feliz por não ter com quem jantar
Não, não choro por nada disto porque de novo encontrei dentro de mim o que há de mais importante
A LIBERDADE

sexta-feira, junho 22, 2007

Quero parar o tempo


Quero parar o tempo,
Deixar-me ficar enrolada
Nas ondas desta emoção desmedida,
Olhar o fio do horizonte
Para sempre assim, com olhos húmidos
Com as aves da esperança
Soltas no peito e sobre a água,
Desenhando no azul
Os contornos do teu rosto,
Que eternamente ficarão em mim…
E neste dia o sol parou
A luz ficou presa nos teus olhos
E o mar murmurou o teu nome
Sempre o teu nome,
Vezes e vezes sem conta…
E eu só soube sorrir
E dizer que nas tuas mãos
Estava o meu jardim
E o meu caminho,
E no meu olhar
Voavam as aves
As mesmas que sempre
Me levariam até ti…


quinta-feira, junho 21, 2007

O véu da alma


Trazes a luz branca da manhã
Seguras no rosto a melancolia doce
de uma tarde de Verão entre as flores.
Soltas uma ave num beijo à distância
Caminhas, deslizas, estonteias
quando passas ausente de mim.
E irrompe dos teus lábios
um sorriso resgatado
tímido
contido pelo pensamento
Um sorriso tangível
e amordaçado
sem cor, sem ânimo.
O que levas debaixo do véu da alma?
O que carregas no abraço matinal
de quem não te eleva o espírito
de quem te sufoca e oprime
de quem embala as angústias
no teu colo de seda?
Solta as pétalas
uma a uma
da rosa negra
da agonia
e deixa que as águas da vida
singrem novos caminhos em TI!
(Para ti mana querida, que finalmente retiraste o véu da alma para que todos te possam ver como realmente és!)

terça-feira, junho 19, 2007


Se te desse o verso deste poema
Se te erguesse o olhar
e mostrasse a luz que vem de dentro,
Compreenderias até onde chega o toque da alma
e que mundos invade a loucura da paixão...
Se deixasses de ver o sabor da terra
e te entregasses à louca espuma do mar,
Lavarias os sentidos
que já não perdidos, mas encontrados,
lavados e frescos de euforia
se entregam à folia da pele
húmida e quente
de uma noite de verão...

Coração em branco

Onde está esse sorriso ingénuo que me lembro de ter, esse coração em branco com tanto ainda por escrever, esse olhar luminoso de esperança e de crença na vida? Onde enterrei esses sonhos de menina que parece terem nascido comigo, essas lembranças de um futuro prenhe de sol, envolto em neblinas promissoras de novos mundos? Onde está a mão que segurava a minha, apenas nos meus pensamentos e desejos, mas que eu acreditava ser mão de verdade? Onde está o sentir que tudo é uma passagem, uma corrente de um rio eterno pleno de vida, que me levará até à foz ansiada onde o mar é imenso e fértil de aventura? Porque deixei de acreditar no horizonte límpido à beira-mar da alma? Porque parou a vida de pulsar na esquina do meu peito, agora vazio de horas e quimeras?...
Tanto por viver, tanto ainda por sofregamente sentir em cada poro, em cada molécula, em cada célula deste corpo e em cada sopro desta alma...



segunda-feira, junho 18, 2007



Chegou de mansinho
Numa noite em mim,
Ficou preso no olhar
E solto num brincar
Não quis rasgar
A minha existência,
Nem desaparecer sem luz...
Veio a atirar estrelas
A limpar o pó dos dias
A ignorar as palavras
E o significado do mundo...
Disse-me em segredo
Que a ternura infinita
É sempre rainha
E que ma dá para ele brilhar,
Que não precisa de sol
Que se alimenta de luar...
E a cada beijo seu
Solta-se uma asa no azul
Desprende-se um sorriso
Um abraço, uma flor,
Uma canção, um suspiro
Meu...

quinta-feira, junho 14, 2007

Pequenino, grande amor...

Pequenino,
pequeninas lágrimas de amor
caem de meus olhos embevecidos,
pequeninas gotas de felicidade
me saem da alma
orgulhosa
fascinada
em paz com o mundo
em paz com Deus
em oração a Deus
porque Tu me foste entregue
como um presente eterno
inigualável, inimaginável
antes de ti...
Pequenino,
és o meu pequenino infinito amor
és o meu tesouro divino
em graça oferecido
em êxtase recebido
por mim
que te esperava desde sempre
desde o primeiro raio de sol
desde que um coração me foi dado,
pois me parece
que só me foi dada vida
para a poder dar a ti...
Pequenino,
és o meu mundo
és o sopro de vida
que sempre me faltou
és a chama do amor que existirá
na eternidade das horas
aquele Amor que nunca acaba
porque sempre existiu...
...por Ti!

17 Novembro 2002

quarta-feira, junho 06, 2007

A paz de um olhar

Na verdade, somos todos parecidos…
Tudo o que procuramos, desde que o sol desponta nestas manhãs frescas e luminosas de Primavera, até ao momento em que a primeira estrela surge no céu e lhe pedimos baixinho um desejo, tudo o que desejamos no íntimo do nosso coração é podermos olhar o mundo com os olhos límpidos, crédulos, desprendidos e inocentes da infância. Se tal acontecesse, todas as horas seriam suaves, todos os minutos seriam doces, porque traríamos no olhar a paz que nos iria na alma.
De facto, cada um de nós não sabe ao certo o que é ser feliz, o que significa agarrar a vida com as duas mãos e sentir bem no fundo da nossa sensibilidade e da nossa emoção que estamos a viver uma vida boa. Poucos poderão afirmar convictamente que são felizes, que as emoções que palpitam à sua volta são as da mais pura plenitude, aquelas que preenchem uma existência. Quase ninguém se atreve a afirmar que encontrou a felicidade, se não estiver em Paz.
Essa será a paz verdadeira, aquela que vem da brancura da alma, da autenticidade da terra, da luminosidade dos astros, do calor de um abraço, da luz dum raio de sol preso num sorriso, que se oferece aos outros como um brinde à vida! Essa paz nasce dentro, bem dentro da alma, mas só é fértil se não secar dentro de nós, se for entregue ao mundo em cada toque, em cada olhar, em cada palavra.
A paz que sentimos em cada bater de coração é a prova que a finalidade da nossa existência é fazermos nascer nos outros a alegria, aquela alegria que contagia porque é genuína, que enriquece porque é oferecida!
A paz que eu sinto só importa porque tu importas, porque de nada vale eu ter tudo, se não houver alguém a quem oferecer…
Por vezes tudo o que nos basta, tudo o que ansiosamente procuramos, encontramos na paz de um olhar que carrega a essência da vida…

sexta-feira, maio 25, 2007

Mais uma Noite

Uma noite assolarada e quente, que toma conta da minha alma e a aquece com palavras que nos fazem lembrar sentimentos...
Ainda há pouco a expressão "vale de lágrimas", conhecida desde a infância sem a entender, passava a ter um significado carregado do que a vida nos trás e leva.
O dia de amanhã que nunca sabemos como vai ser ou acontecer é algo que não nos preocupa mas que a cada instante toma uma forma diferente.
A minha alma irradia calor e luz e mesmo estando uma enorme tempestade lá fora, essa força toma conta de mim.
São os cheiros e as coisas que nos rodeiam que marcam passo e nos levam para lugares onde queremos ficar...
E as pessoas? Essas entram nas nossas vidas e conduzem-nos a pequenos abismos e a grandes euforias.
Assim se vive mais um pedaço de vida sentida.

quarta-feira, maio 09, 2007

O que aconteceu

Presa num lençol abandonado, analiso os devaneios dos últimos momentos.
Emprestei aos meus sentidos um véu de cores, sabores e toques que me enlouqueceram. Só posso analisar o que aconteceu desta forma.
A cor desse olhar deteve-se no meu, apagado, desvanecido, deslavado, amarelado e traçou um caminho de pétalas esvoaçantes, perdidas ao vento, neuróticas, tresloucadas de tons quentes e mornos que enlevaram as minhas pupilas sedentas de horizonte e arco-íris.
O travo dessa boca agridoce tropeçou no rumor de sabor que saiu de mim, desgovernado, provocante e encantador, para deliciar momentos perdidos e tentadores.
O toque urgente dessa mão superou o receio inicial e entregou-se ao veludo perplexo do aconchego interior, que inaugurou o momento sublime do encontro alucinado.
Alucinação e loucura. Foi o que foi. Porque não te mexeste, não me olhaste, não me sorriste, não me tocaste. A mim é que me pareceu que sim. Para mim tudo foi real, porque padeço, enfim, de uma doença tremenda, avassaladora e, para o sujeito que a carrega, inaceitável e jamais reconhecida: a loucura.
Claro, só posso estar louca, só posso ter estado demente por longos momentos, pois nada restou de ti que prove ao meu espírito lúcido que foste real. Não sei como cristalizei na fugacidade do instante as sensações que me invadiram a aridez da alma e dos sentidos. Parece-me, agora, que isso só aconteceu porque ensandeci involuntária e temporariamente.
De regresso ao mundo insólito e objectivo, pude perceber que nunca exististe senão na minha mente cansada e deprimente.
Porque a loucura pode ser um paliativo e um escape à vida sedimentada em regras e imposições, constrangimentos e cadeados.
Dizem-me que libertar-me dessas regras, isso sim, seria uma verdadeira loucura. Porém, eu imagino que viver com elas a aprisionar-nos a alma é que nos tornará patetas acomodados e estéreis a fingirmo-nos de felizes, resignados com a ordem das coisas e com a mediocridade da lucidez.

sexta-feira, maio 04, 2007

A vida continua...

Virar a página... acabo de ler uma frase que diz "Eu vou envelhecer, mas nunca perderei o gosto pela vida porque a última curva da estrada será a melhor."
É com este objectivo que viro a página, acabo o livro, fecho esta porta de um resto de vida que acredito ser apenas um episódio com momentos dolorosos. A estrada da felicidade está mesmo diante de mim e é por aí que seguirei. Quanto ao que passou apenas posso dizer, citando uma vez mais, "não sei por onde vou, só sei que não vou por aí".