domingo, fevereiro 08, 2009

Tangerinas

Em criança tive o privilégio de ter uma ama. Não fui para o jardim-de-infância, não tive uma educadora, não fiz actividades extra-curriculares. Não soube o que era brincar com plasticina ou pintar em guache, não tive lições de música, nem de natação. Muito menos de Inglês! Fui uma privilegiada! Corria pelo quintal da Sr.ª Linda, a minha ama de todas as horas, enquanto a minha mãe trabalhava, durante a semana e aos fins-de-semana. Brincava livremente na terra, com as plantas, com as flores, com as pedras, com os outros miúdos. Às vezes enfastiava-me, não ter nada para fazer, outras vezes sentia saudades da minha mãe, sobretudo ao domingo, se ela trabalhava e eu não podia estar em casa. Não eram saudades de brincar com ela, pois ela não brincava comigo. Não tinha tempo… Eram saudades da sua presença, do seu calor ali perto, da sua comida.
A casa da Sr.ª Linda era velha. Tinha o rés-do-chão e o primeiro andar. No rés-do-chão havia a sala de costura e as arrumações de tralha antiga, o local para as batatas, as cebolas, o vinho, as enxadas, as pás e outros utensílios para trabalhar a terra. Eu não ía muito para esses lados, atrás da casa. Cheirava a animais, a cães e a mosto. Porém, havia um terraço na frente da casa, com chão em lousa que aquecia no Verão ou nos dias curtos de sol de Inverno. Sentava-me no chão de lousa quente e sentia-me melhor… De tarde, lanchávamos na cozinha, cevada e pão com manteiga. Às quatro da tarde a Sra. Linda acendia a lareira na cozinha e punha a água a aquecer. A grande panela da sopa também já lá estava. Tudo era feito com tempo, sem correrias, sem pressas, sem horários apertados e asfixiantes. No tempo das tangerinas, a árvore em frente à casa, carregadinha, deixava cair algumas ao chão e eu, sentada no chão de lousa, descascava-as calmamente e comia as que me apeteciam.
Veio-me à memória tudo isto, porque na vila onde vivo agora, há um mercado municipal, o único sítio onde encontro dessas tangerinas… Não são clementinas artificiais, de casca fina, avermelhada, sem pevides e sem sabor. As tangerinas que a Dª Lurdes vende no mercado são tangerinas com sementes, de casca levemente alaranjada, que se solta facilmente dos gomos, cujo sabor a tangerina pura me remete sempre para a infância, para a casa da Sr.ª Linda e para o chão em lousa quente, numa tarde de sol de Inverno…

terça-feira, fevereiro 03, 2009

Declaração de amor

"Unidos por algo que não é deste mundo..."


Nem de propósito, na sequência do post anterior... Hoje recebi a mais bela declaração de amor!

“Vês, consigo soltar a minha mão da tua”, disse, tirando a (ainda) pequena mãozita de 12 anos da minha.
“Mas cá dentro não consigo soltar-me de ti! É como se isso fosse impossível. Quando te zangas comigo fico fraco. Enfraqueço como um menino Africano que está um ano sem comer. A única coisa que me interessa é se tu gostas do que eu faço, se gostas do que eu digo, se gostas da minha vida… Os outros não me interessam. Não estou interessado em agradar às outras pessoas. Desde que a minha mãe goste do que eu sou, isso basta-me! Se tu te ris para mim, tudo está bem! Só isso importa!”

Muitos filhos podem sentir tudo isto, mas talvez poucos consigam pôr em palavras toda esta intensidade!...
(Este cordão umbilical adivinha-se muito difícil de romper!...)

sexta-feira, janeiro 30, 2009

Mãe Desnecessária


O dia 20 de Setembro de 2002, representa um marco na minha vida.
Ser mãe ensinou-me muita coisa.
Posso afirmar hoje, ao fim de 6 anos, que esta experiência no mínimo gratificante, me mudou. Os meus sentimentos não são hoje, com toda a certeza, os mesmos que possuía antes do nascimento do Gonçalo. Transformei-me num ser melhor, mais sensível, mais paciente e descobri com a maternidade uma característica que desconhecia existir em mim: a capacidade de abdicar.
A minha vida passou a ser regida em função dele e do seu bem-estar.
O sentimento por um filho é imensurável, cresce todos os dias e a todas as horas do dia!
Este amor exponencial, traz muitas vezes dúvidas e dificuldades em estabelecer limites e fronteiras que devemos impor.
Educar não é de todo uma tarefa fácil, e por mais voltas que se dê não se encontra, em lado algum, a tal receita milagrosa, que todos gostaríamos de aplicar em determinadas situações.
Encontrei este artigo, muito interessante.
Reli-o várias vezes, porque me enquadro naquelas mães galinhas, capoeira diria mesmo! Uma daquelas mães que com o passar do tempo terá de aprender a tornar-se uma mãe desnecessária …


“A boa mãe é aquela que vai se tornando desnecessária com o passar do tempo.
Várias vezes ouvi de um amigo psicanalista essa frase e ela sempre me soou de uma forma estranha. Chegou a hora de reprimir de vez o impulso natural materno de querer colocar a cria debaixo da asa, protegida de todos os erros, tristezas e perigos.Uma batalha interna hercúlea, confesso.
Quando começo a esmorecer na luta para controlar a super-mãe que todos temos dentro de e nós lembro logo da frase, hoje absolutamente clara. Se eu fiz o meu trabalho direito, tenho que me tornar desnecessária.Antes que alguma mãe apressada venha acusar-me de desamor, preciso explicar o que isso significa. Ser “desnecessária” é não deixar que o amor incondicional de mãe, que sempre existirá, provoque vício e dependência dos filhos, como uma droga ao ponto de eles não conseguirem ser autónomos, confiantes e independentes.
Prontos para traçar o seu rumo, fazer as suas escolhas, superar as suas frustrações e cometer os seus próprios erros também.
A cada fase da vida, vamos cortando e refazendo o cordão umbilical. A cada nova fase, uma nova perda e um novo ganho, para os dois lados, mãe e filho.
Porque o amor é um processo de libertação permanente e este vínculo não para de se transformar ao longo da vida.Até o dia em que os filhos se tornam adultos, constituem a sua própria família e recomeçam este ciclo.
O que eles precisam é ter certeza de que estamos lá, firmes, na concordância ou na divergência, no sucessoou no fracasso, com o peito aberto para o aconchego, o abraço apertado, o conforto nas horas difíceis. Pai e Mãe solidários - criam filhos para serem livres. Esse é o maior desafio e a principal missão.
Ao aprendermos a ser “ desnecessários”, transformamo-nos num porto seguro para quando eles decidirem atracar.”
(Autor Desconhecido)

domingo, janeiro 25, 2009

Registo


Ela estava só naquela noite escura. Escura e quente, abafada, trôpega, deserta. A noite sem as estrelas que costumava ver da sua varanda, sempre que o ar lhe faltava e procurava a magia da rua deserta à noite, na noite de insónia que a avassalava e encolhia por dentro, ultimamente.
Regressara a casa há dez minutos. Vazia. As mãos dele tinham estado nela sofregamente, sem perguntas, sem respostas, sem questões, sem amor. Nela havia a certeza de que nada lhe havia sido retirado, nada lhe havia sido dado também. Nada. E era bom. Sentia-se bem assim. Nada a prendia, nada a consumia, nada lhe dava vida, nada a matava. Olhou para ele e sentiu o prazer que lhe dava aquele vazio. Olhou o seu rosto brando, os olhos parados nos dela, o sorriso cálido e sem nexo. Sorriu também para ele. Nada lhe disse. Mas sentiu-se feliz. Gosto de ti, gosto muito de ti. Disse ela, por fim. E ele sorriu também. Não percebeu porque ela dissera tal coisa. Nem porque lhe passara a mão no rosto enquanto lho disse, percorrendo com o dedo indicador os seus lábios, os seus olhos, as suas pálpebras, o seu queixo. Demorou-se no pescoço dele, desceu até ao peito e deteve-se. Quis ver o olhar dele, mas ele tinha os olhos fechados. Os lábios quietos. Não quis continuar. Pousou a mão na mão dele. Vou-te levar. A voz dela despertou-o da viagem afectiva que iniciara momentaneamente. Os olhos dele abriram-se. Cruzou os dedos nos dela. A outra mão abriu a janela do carro. Como queiras. Disse ele, sem a olhar. O cheiro a maresia entrou pela janela aberta e era frio o ar que entrava. Tens de ir, não é? Sim, ela tinha de ir. Para a sua casa vazia. Para o seu corpo lavado. No ar respirava-se o cheiro deles, do seu prazer recente, do seu calor desenfreado, do suor que retinham nas palavras gemidas sem nexo, com fúria, desprevenidas, destravadas.
Chegou a casa cansada. Estranha sensação de alívio. Chegava sozinha e despenteada. Sem fome, sem sede, sem vontade de nada. Pousou as chaves na mesa da entrada e dirigiu-se à varanda. Não acendeu a luz. Sorriu para o espelho reduzido, obscuro da sua sala na penumbra, brevemente iluminada pelos reclames da rua, pelos postes de luz pública. Seguiu até à varanda porque o ar lhe faltava. Porque o ar era pequeno dentro dos seus pulmões e sentia-se desmaiar. Procurava a noite que entrava pelo seu pequeno apartamento, no meio, bem no centro da cidade anónima. Procurava a pequena réstia de luz que sentia que estava na rua em frente. Olhou o casario que se erguia na escuridão, ao longe, na encosta junto ao rio e pensou que era feliz naquele momento. Pensou que nada lhe faltava, apenas um pouco de ar, naquela noite opressivamente quente. Não entendia porque lhe parecia que o ar era pouco, então. Porque era escasso o espaço que ficava no seu peito para respirar, mas era tão vasto à sua volta. Há breves momentos atrás, havia estado deitada no peito dele, quieta, sem lhe faltar nada. Sem ruído, sentira o seu coração bater em compasso com o dele. Gosto de ti, gosto muito de ti. Dissera de uma vez, olhando a boca dele perplexa. Porque lho dissera? Perguntou-se várias vezes depois, nos minutos, nas horas, nos dias que se seguiram… Nada davam um ao outro. Apenas o prazer da entrega oferecida num momento único. Apenas isso. Nada mais havia a esperar desses segundos, minutos, horas de prazer intenso e egoísta, intenso e altruísta. Tão seu, tão dele, tão de ninguém.
Filipa
3 de Janeiro 2009

sexta-feira, janeiro 23, 2009

Fiz um intervalo na correria!



Acumula-se roupa no cesto para passar a ferro. Acumulam-se tarefas por fazer na lista afixada no frigorífico. Acumulam-se cento e tal emails por ler e outros por escrever. Acumulam-se os livros em cima da secretária e respectiva lista de trabalho a fazer (preparar aulas para o Instituto, fazer mais um teste formativo para a turma D, escolher um “listening”, rever a matéria a dar na escola, elaborar fichas de recuperação, preparar uma canção para o 9º ano). Acumulam-se os livros por ler, que aguardam que lhes tire o pó, uma vez por semana, em cima da mesinha de cabeceira. Acumulam-se as ideias na minha cabeça para escrever mais uma estória, mais um conto, mais um texto que explode por dentro e lá fica… Porque não tenho tempo… Corro o dia todo de um lado para o outro, respiro com dificuldade entre cada intervalo, durmo depressa, almoço e faço qualquer coisa mais ao mesmo tempo, falo com o pequenote e tento enganá-lo fazendo outra coisa urgente que requer a minha atenção. E nunca o consigo enganar! Nunca me ouves. Não prestas atenção. Não se pode falar contigo…Olha para mim. Estás a ouvir? Ouviste?
Ouvi. Às vezes ouço. Outras vezes… E fico a olhá-lo a caminho da escola. Pequeno. Lindo! Inseguro. Mochila enorme às costas. Cai uma chuva miudinha. Não quer guarda-chuva. Carapuço enfiado na cabeça. Pequeno. Lindo! Passa por um grupo de adolescentes fumadores, que se juntam debaixo das galerias do prédio. Vai por fora das galerias, à chuva. Não gosta de passar pelo meio deles, por causa do cheiro do fumo dos cigarros. Cheira o meu cabelo, mãe. É horrível. Tive de passar por lá… Hoje contornou-os e não passou pelo meio deles. Atravessa a rua aos saltinhos. Pequenino, ao longe. Já na Escola Secundária! Espreito pela janela até não o ver mais. Suspiro e penso alto: tão lindo o meu filho!... Tenho de me sentar dez minutos para escrever!

domingo, janeiro 11, 2009

Até logo, Natércia!

09 Janeiro 2009, Restaurante O Pichel
Jantar de despedida (ou até logo apenas) da Natércia


Lá fora gelava! Mas dentro... O ambiente era acolhedor e animado! Comia-se, bebia-se, diziam-se frases sábias (como se pode ver abaixo) dançava-se a Cabritinha e outras danças eróticas e animadas e... brindava-se! O Pichel queria fechar o boteco, mas no fim até teve pena de nos deixar ir embora!... Lá voltaremos, quem sabe!...





Frases (MUITO) soltas:


"Natércia, eu não substituo ninguém. Ainda hoje precisei de ajuda e desenrasquei-me sozinha!" (Cláudia)

"E eu que não ouvi o pedido de ajuda... porque prestável como eu sou, dava-te logo uma 'mãozinha'!" (Renato)

"Falem, falem, mas quem vai desenrascar os médicos sou eu!" (Natércia)

"Renato, és muito fotogénico... Nos vídeos!" (Filipa)

"Não me dês mais bolo... Já estou no mercado dos disponíveis! Não quero ficar encalhado!" (Renato)

"Mãe, cala-te e deixa-me falar. Pára com os teus comentários de rodapé!" (Edgar)

"Temos que abrir as pernas contra a pobreza! Vocês lucram mais do que eu!" (Renato)


AGORA IMAGINEM O VÍDEO!... :)


sexta-feira, janeiro 09, 2009

Let it snow, let it snow, let it snow!

Vista da varanda de minha casa em Lousada...

Do outro lado: Escola Secundária coberta de neve!

E o dia apresentou-se branco, pela manhã e os sorrisos viam-se nos rostos daqueles por quem passava, num misto de "que lindo" e "que frio"!...

Costumo adorar a luz do sol, mas hoje adorei também a luz que caía do céu em flocos brancos, para curar a terra, para ajudar a rejuvenescer os solos, lá por altura da Primavera!

segunda-feira, janeiro 05, 2009

E que tal avaliação burocrática e concurso para deputados titulares?





1. Proponho, com carácter de urgência, um sistema de avaliação burocrática, mas também formativa, para os nossos políticos.
2. Proponho a reestruturação URGENTE da carreira dos nossos deputados e políticos em que se acrescente (com quotas para Muito Bom e Excelente) o grau de Deputado Titular com base na cultura geral e desempenho efectivo de funções (com 100% de serviço cumprido), tal como se quer aplicar a outra sobejamente conhecida carreira!

(Declaração de interesse: sou professora. Tenho o direito a fazer estas propostas depois de ver o vídeo acima!)

quarta-feira, dezembro 31, 2008

Não há motivo para te importunar a meio da noite - JLPeixoto





Se as palavras se perderem um dia, foi porque ficaram gastas de tanto serem lidas...
Ainda assim, a fúria de escrever persistirá!
Boas leituras!...

terça-feira, dezembro 30, 2008

Última dança


Ela dançava, abraçada a ele, num ritmo lento e cadenciado. Dançava embalada por dentro. Dançava com a alma que dançava também, com o corpo que entorpecia e dançava também, com a ternura que a embalava e ao seu coração também. Dançava de encontro ao corpo dele como se fosse essa a primeira vez a sentir o seu toque. O calor da sua pele e a música que entravam nela, assim, sem pedir licença, invadiam os seus sentidos e ela ficava suspensa no momento que parava por dentro. O momento que a segurava por dentro e a deixava respirar a custo. Ela dançava encostada ao corpo dele, quase dentro dele, como que absorvendo o seu interior, como que lhe roubando a alma num sopro, roubando o sangue que lhe corria nas veias de um trago. Encostada a ele abraçada a ele, pendurada no seu pescoço, embrulhada no seu calor, presa ao ritmo do seu coração, do coração dele e dela. O coração dos dois batia como se fosse só um, pois ela acertara o seu coração pelo coração dele, com a sofreguidão da morte, ou da vida, com a sensação de derradeiro esforço para o ter, mais uma vez. Dançava como se aquele fosse o último movimento que o seu corpo conseguia fazer, como se aquela fosse a única dança que ela conseguia dançar, que as suas pernas lhe permitiam dançar. Dançava sem sentir os movimentos dos músculos, das articulações, o correr do sangue nas veias, nos tecidos, nos órgãos. Dançava uma dança etérea. E diáfana era também a música que os envolvia, que os unia, que os juntava, assim, pela última vez.
Esperara por aquela dança com um sabor a mel amargo na boca, porque sabia que não teria mais nenhuma oportunidade de voltar a estar assim. Em breve, ele partiria. Em breve, a música desmembrar-se-ía e o que restaria seria o som oco do bater solitário do seu coração. O coração abandonado a ele, abandonado por ele. Seria esse sinal último de vida. Seria esse o último reduto de existência.
Existência. Ou vida? O que levas de mim? Existo, vivo, ou respiro apenas? O que me resta? O que fica em mim? O que fica de mim?
Esperara por aquela dança como uma sentença. Sabia que ela viria, inexorável, última, perpétua, fatal. Sem hesitar, entregou-se a ela. Sabia que seria o momento em que o laço se iria desfazer, em que a entrega não tinha mão a receber e ficaria no ar, suspensa, parada, detida no ar. Sabia que essa mão regressaria vazia a si. Para sempre vazia. Sabia que era necessário fazer o que tinha de ser feito. Sabia que esse era o momento de partir. Partir-se, cortar-se, cortar com o que a deixava sem chão.
Ele iria embora, regressaria para quem nunca devia ter deixado.
Ela sempre soube disso. Sempre reconhecera o fim inevitável de algo que nunca devia ter começado, pelo menos para si. Para ela, aquele não devia ter sido o princípio de nenhuma história. Aquele capítulo devia ter passado e avançado para um outro, ainda que solitário, que ao menos não lhe levasse a alma. Um capítulo vazio, sim, que importa, se estivesse em branco? Que importa se nada fosse escrito? Que importa que não se falasse daquela dança? O que ela desejava era não ter que deixar de escutar a música. A música que estava quase a terminar, a melodia inebriante que a traz presa a ele, rendida a ele, dependente dele, suspensa nele. Deteve-se no compasso do corpo dele e compreendeu que iria cair, que iria afundar-se nos despojos daquela última dança. Compreendeu que fatalmente ficaria adiado o momento seguinte, em que teria de respirar sozinha. Percebeu que a música terminara, que o seu corpo estava, agora, desprendido dele, de tudo o que ele representava, de tudo o que ele lhe tinha dado e retirado, de tudo o que conhecera com ele. A música terminara e estava, finalmente, livre…

Filipa
29 Dezembro 2008

domingo, dezembro 28, 2008

Ano novo, carrinha(s) nova(s)!




E assim terminamos o ano: comprando um carrito novo! Uma carrinha, afinal!

Duas, aliás! Foram duas. Uma para cada uma! Ambas da mesma cor! Preto (muito original!). Não arranjei imagens a condizer, pois ainda não fotografamos as ditas. Mas já foram regadas com champanhe! Diz o meu tio Horácio que dá sorte! Esperemos que sim! Sorte e boas viagens!...





E para animar o ambiente, o hino destes últimos tempos!

sexta-feira, dezembro 26, 2008

Diário de um doutor "inginheiro"



Chegou-me por mail sem qualquer referência ao autor pelo que não lhe poderei fazer a merecida referência:


«Diário vindo do futuro, de um aluno que hoje tem 11 anos e está a viver as reformas do nosso sistema de ensino.

29 de Junho de 2009

paçei o 5º anuh. A p*ta da stora de mat, k é a nossa dt, n m kria deixar paçar pk eu tnh nega a td menus a ginástica, pk jogo bem há bola, e o crl... mas a gaija f*deu-se puke a ministra da idukaxão mandou dizer ao ppl k penxam q mandam aí nas xkolas masé pabaixarem os kornos k tds os socios com menos de 12 anus teiem de paçar... axu bem.

29 de Junho de 2010

passei o 6º anuh. ainda bem q ainda n fiz 13 anus, q ódpx podia n passar, qesta cena de passar com buéda negas é só até aos 12... f*da-se, fiquei buéda f*dido na m*rda deste ano, e ó c*ralho, o pan*leiro do stor d educassão física deu-me a m*rda do 2... assim tive nega a tudo... ainda bem q a ministra da iduqaxão é porreira, ela é q é uma sócia sbem: a xqola n serve pa nada, é uma seca. tive q aprender que os K's se escrevem Q, qomo em "xqola" e não "xkola", e que "passar" não é qom Ç... a xqola é porreira só pa qurtir qas damas qd gente se balda...

29 de Junho de 2011

Passei o 7º ano. Exte anuh ia chumbando pq tive nega a qase td menos a área de projetuh, mas aqela cena tb é facil, n se fax nd... Exte anuh a dt disse-me q eu passava pq tinha aprendido qas fraxex qomexam qom letra maiúscula e pq m abituei a exqrever qom Q em vez de K, tipuh agora ja xei xqrever "eu qomo qogumelos qom quentruhs" em vez de "eu komo kogumelos kom kuentruhs". É fixolas, pode xer qum dia venha a ser um gamela famôzo...

29 de Junho de 2013

Passei o 9º ano. Foi buéda fácil, pqu a prof paxou-me logo. Fui ao quadro xqurever uma sena em qu dezia tipuh "aquela janela", e eu exqurevi "aqela janela", pqu dixeram-me qu n se xkqureve "akela", é quom Q e não quom K. Mas a profs desatinou quomiguh e dixe qu eu tnh qu pôr o U à frente do Q... Pur ixu exte anuh aprendi qu o Q leva U à frente. No próximuh anuh é o 10º, vou pá sequndária...

29 de Junho de 2014

Aquabei o 10º ano. Não foi muituh difícil só tive que aprendermos a não exqureverem quom aberviaturas purque nem todas as palavras xe puderam aberviar mas ixtu foi uma bequa para o quompliquado purque quom esta sena do QU em vex de K e das aberviaturas exqueceram-me de quomo é que se faxião os verbuhs nos tempuhs e nas pexoas, ou lá o que é... Mas a prof disse tass bem que no prócimo anuh a gente vê ixu.

29 de Junho de 2015

Passou o 11º ano. Foi mais fácil que o 10º. Aprendi que as frases devem ser mais qurtax. E aprendi também que "ano" não esqureve "anuh". Axo que no prócimo ano vai ser mais difícil. Purque a xeguir é a faquldade.

29 de Junho de 2016

Acabou o 12º. Fiquei buéda confuso porque tive de aprender a diferenxa entre usar o QU e o C, tipo "esCrever" e não "esQUrever". Quando eu usava o K era buéda mais fácil... A prof de português é buéda religiosa e anda a ouvir vozes de deus, porque dixe-me que eu não merexia passar, mas "xão ordens lá de xima"...

29 de Junho de 2017

Já fiz o primeiro ano da faculdade. Estou em ingenharia cevil na universidade lusófona. Tive um stor buéda mal iducado que me disse que eu era um ignorante porque às vezes escrevia com X em vez de CH, S ou C. Mas o meu pai veio cá com uma moca de rio maior e chegou-lhe a rôpa ao pelo. E depois fomos fazer queixa do gajo e a ministra despediu-o porque o gajo, não sei quê, parece que quis vir estragar aqui um muro nosso. Mas não sei essas senas. O meu pai é que me explicou uma cena qualquer de "danos murais"... O que é bom é que a ministra da iducação continua a mandar aqui nestes sócios da faculdade para eles não levantarem a garimpa contra nós.

29 de Junho de 2019

Acabei a minha licenciatura porque a ministra da iducação disse que tinhamos que passar sempre mesmo que não tivessemos notas, para não ficarmos astigmatizados. Acho que é uma cena que dá nos olhos quando se estuda muito. Agora vou fazer um mestrado e disseram-me que, quando acabar, vou ficar mestre. Eu quero ser de Kung-Fu.

29 de Junho de 2021

Já sou mestre. Afinal não sou de Kung Fu, sou de engenharia cevil. Os meus profs disseram que eu não devia estar em mestrado porque ainda não estava preparado, mas eu disse que o meu pai tinha uma moca de rio maior e que era amigo da ministra e já tinha mandado um bacano da laia deles para a rua e eles calaram-se. Agora vou fazer um doutoramento, porque a ministra da iducação diz que se não deixarem um aluno fazer o doutoramento só por causa das notas, ele fica com a auto-estima em baixo e isso perjudica a aprendizajem.

29 de Junho de 2023

Sou doutor. O meu orientador da tese ficou muito satisfeito porque eu já não dou erros ortográficos: ao longo destes dois anos, aprendi a escrever "engenharia civil" em vez de "ingenharia cevil" e também porque aprendi que a ministra é da "educação" e não da "iducação", mas lê-se assim. Entretantos casei. A minha dama chama-se Sónia e os pais dela ficaram muito felizes por ela ir casar com um doutor em engenharia civil. Ela não sabe ler nem escrever: só fez até ao 2º ano da licenciatura e depois foi trabalhar para o Minipreço. Já tá grávida.

29 de Outubro de 2023

Nasceu o meu filho! Chamei-lhe Júnior porque ele é mais novo que eu.

29 de Agosto de 2029

O Júnior vai fazer 6 anos daqui a 2 meses. Devia entrar para a escola este ano, mas estive a pensar muito bem e não o vou pôr na escola. Ele não precisa daquilo para nada, aprende em casa. Eu ensino-lhe a ler, que sou doutor, e a mãe ensina-lhe a fazer contas, que é caixa no Minipreço. A escola não vale nada. Acho que o sistema de ensino hoje em dia é uma m*rda. No meu tempo é que era bom.»
in: http://www.jumento.blogspot.com/

quinta-feira, dezembro 25, 2008

Chocolate quente


Um grupo de jovens licenciados, todos bem sucedidos nas carreiras, decidiu fazer uma visita a um velho professor, agora reformado.
Durante a visita, a conversa dos jovens alongou-se em lamentos sobre o imenso stress que tinha tomado conta das suas vidas e do seu trabalho. O professor não fez qualquer comentário sobre isso e perguntou se gostariam de tomar uma chávena de chocolate quente. Todos se mostraram interessados e o professor dirigiu-se à cozinha, de onde regressou vários minutos depois com uma grande chaleira e uma grande quantidade de chávenas, todas diferentes – de fina porcelana e de rústico barro, de simples vidro e de cristal, umas com aspecto vulgar e outras caríssimas. Apenas disse aos jovens para se servirem à vontade. Quando já todos tinham uma chávena de chocolate quente na mão, disse-lhes:
– Reparem como todos procuraram escolher as chávenas mais bonitas e dispendiosas, deixando ficar as mais vulgares e baratas... Embora seja normal que cada um pretenda para si o melhor, é isso a origem dos vossos problemas e stress. A chávena por onde estais a beber não acrescenta nada à qualidade do chocolate quente. Na maioria dos casos é apenas uma chávena mais requintada e algumas nem deixam ver o que estais a beber. O que vós realmente queríeis era o chocolate quente, não a chávena; mas fostes conscientemente para as chávenas melhores...
Enquanto todos confirmavam, mais ou menos embaraçados, a observação do professor, este continuou:
– Considerai agora o seguinte: a vida é o chocolate quente; o dinheiro e a posição social são as chávenas. Estas são apenas meios de conter e servir a vida. A chávena que cada um possui não define nem altera a qualidade da vossa vida. Por vezes, ao concentrarmo-nos apenas na chávena acabamos por nem apreciar o chocolate quente que Deus nos ofereceu. As pessoas mais felizes nem sempre têm o melhor de tudo, apenas sabem aproveitar ao máximo tudo o que têm. Vivei com simplicidade. Amai generosamente. Ajudai-vos uns aos outros com empenho. Falai com gentileza…
… e apreciai o vosso chocolate quente.
(autor desconhecido)

sexta-feira, dezembro 19, 2008

Carta ao Pai Natal


Querido Pai Natal,

Este ano para ser original não te vou pedir nenhum presente para mim, até porque já vasculhei os que tenho debaixo do meu pinheiro.
Tu sabes que eu não consigo resistir a um presente… Assim que os recebo, tenho de os abrir! Sou curiosa, mas sei que gostas de mim mesmo assim.
Este ano queria que enviasses um presente aqueles mais necessitados. Não é um presente fácil, eu sei, mas também sei que tu és um Pai Natal muito profissional e dedicado.
Os felizes contemplados iriam com certeza:

Não ver apenas branco, preto e cinzento mas sim todas as cores do arco-íris;
Ganhar a capacidade de rir e chorar até a exaustão;
A coragem para largar tudo para dar a volta ao mundo, em 80 dias ou mais;
Sair por detrás da cortina e dizer não o que se deve, mas o que realmente se pensa;
Descontrair, beber uns copos com os amigos até cair, dizer umas valentes bacoradas e porque não uns palavrões;
Deixar de medir as palavras e as atitudes, discutir bem alto quando é preciso, mesmo sem elegância nem delicadeza;
Passear a chuva, dormir na praia;
Cortar amarras e ser livre;
Largar o estereótipo do novo-rico, largar a roupa de marca e ir de quando em vez a feira da Ladra;
Pisar a linha da normalidade, superar limites e ganhar a dimensão de gente;

Tenho a certeza que não terás a mínima dificuldade em distribuir este presente!
Já sabes que como não tenho chaminé, e que não consegues passar pelas tubagens do ar condicionado, porque estás cheiinho, que terás de atracar as renas a porta do prédio e tocar-me a campainha.

Fico a tua espera antes do bacalhau e das batatas, para bebermos um copo ou dois e atacarmos as azevias! Se quiseres podes subir com o Rodolfo que já não o vejo há um ano.

Beijinhos

terça-feira, dezembro 16, 2008

Gentle music on a chilly day!



Fingertips, Cause to love you


Today I felt a kind of melancholic...
Today I felt like listening to a simple song that tells about simple things: Love and its possibilities!...

domingo, novembro 30, 2008

Super mulher



Habituei-me a ver-te, mãe, a sair apressada pela manhã, ainda antes das oito e a acordar-me antes de ir com um recado sempre importante para o dia. Sabia que estavas já acordada há muitas horas, pois o cheiro a comida acabada de fazer, àquela hora já me havia entrado pelas narinas, vindo da cozinha, passando o corredor gelado em direcção ao pobre quarto enegrecido pela humidade nas paredes e no tecto, onde dormíamos as duas, as duas irmãs com dois anos de diferença, aquecidas por quilos de cobertores, pesados em cima de nós, aquecidas pelo corpo uma da outra, por falta de dinheiro para aquecedores e electricidade.
Lembro que saías sempre apressada, com o almoço do pai numa marmita embrulhada em jornais e que deixavas escritos os recados num papel, em cima da mesa da cozinha, caso eu não tivesse ouvido tudo por estar ainda meio adormecida. Saías apressada para trabalhar a duas horas de distância, para apanhar por vezes três transportes até lá chegar e, depois de oito ou mais horas de trabalho, regressar pelo mesmo caminho e chegar já tarde a casa, por vezes depois das oito, para repetir tudo de novo e seres a última a deitar-te.
Pergunto agora, mãe, já adulta e mãe também, porque nunca tiveste férias. Pergunto porque nunca sentiste falta de uma viagem, de um cinema, de um concerto, de um teatro, de um vestido novo, de maquilhagem, de uma massagem, de um spa, de um creme novo, de uns sapatos a combinar com a carteira.
Pergunto, mãe, como conseguiste viver toda uma vida sem saber o que era uma noite romântica, um jantar a dois à luz das velas, sem saber o que era receber um presente (“É para ti. Comprei-o, porque pensei em ti, porque reconheço que tenho uma grande mulher ao meu lado, porque te admiro, porque sou um felizardo por te ter a meu lado.”) Pergunto, mãe, como pudeste pensar só nos outros, nos filhos, no marido, na família e te esqueceste completamente de ti.
“Só quero descansar um bocadinho. Dói-me tanto a cabeça.”
Recordo estas palavras recorrentes que entraram, também, por mim dentro como o cheiro dos teus cozinhados pela manhã, bem cedo. Habituei-me a ver-te cansada, mas nunca desanimada. Habituei-me à tua mão áspera que raramente me fazia uma festa no rosto (talvez porque também nunca o tenhas recebido em criança), mas que me aconchegava a roupa da cama antes de dormir e para mim isso era carinho, isso era segurança.
Recordo que cresci sem medo. Ainda hoje não o tenho. Sabia que tu, mãe, resolverias tudo. Arranjarias sempre solução para as rasteiras que a vida nos preparasse. Habituei-me a ver-te a cair e a não chorar, mesmo grávida, com quarenta anos, aflita por dentro por não saber se tudo estava bem… Grávida aos quarenta, porque o amor era maior, maior que a desilusão, maior que o deserto no peito, maior que a dor nos ossos que já moía a doçura do sono.
Habituei-me a ver-te, mãe, como uma super mulher…
E para todas as super mulheres como tu, não existem palavras nem canções suficientes para dizer o quanto valem…


What a lovely song!...






quarta-feira, novembro 26, 2008

Tinta, escrita, vida permanente

Sempre me incomodou a escrita das canetas de tinta permanente… são aquelas com uns bicos muito bem desenhados e cuja elegância das canetas me fazem por vezes desejar escrever com elas. Mas eu não lhes consigo dar a correcta utilização e até sou capaz de furar o papel quando me atrevo a usá-las.

Perturbam-me as pessoas que não conseguem viver de forma vincada o que sentem ou o que são, seja isso bom ou mau aos olhos do mundo. Vivo de forma Permanente, sinto de igual forma e sou assim mesmo. Mesmo que o que fique registado seja apenas com uma caneta simples e sem aparente beleza mas que cumpre em tudo o objectivo para o qual a escolhemos.

Mas porque estou a dizer isto tudo agora? Apenas porque, uma vez mais, me dou conta que muita gente gostaria de poder viver apenas como se a vida fosse assim como uma escrita de lápis: assim leve e supérflua e que uma simples borracha facilmente teria o poder de apagar os momentos.

Registo cada instante de cada rosto, cada emoção que me faz sentir viva, a cor de cada pedaço de ar que rodeia o instante… mais um instante de alegria e felicidade. Guardo-os de forma permanente no baú do meu coração.

sexta-feira, novembro 14, 2008

Já agora, a letra da canção!

É, de facto, um hino à nossa força interior!


HERO, Mariah Carey

There's a hero if you look inside your heart.
You don't have to be afraid of what you are.
There's an answer if you reach into your soul
and the sorrow that you know will melt away.
And then a hero comes along
with the strength to carry on
and you cast your fears aside
and you know you can survive.
So, when you feel like hope is gone
look inside you and be strong
and you'll finally see the truth
that a hero lies in you.

It's a long road
when you face the world alone.
No one reaches out a hand for you to hold.
You can find love
if you search within yoursel
fand the emptiness you felt will disappear.

And then a hero comes along
with the strength to carry on
and you cast your fears aside
and you know you can survive.
So, when you feel like hope is gone
look inside you and be strong
and you'll finally see the truth
that a hero lies in you.

Lord knows dreams are hard to follow,
But don't let anyone tear them away.
Hold on, there will be tommorow.
In time you'll find the way.

And then a hero comes along
with the strength to carry on
and you cast your fears aside
and you know you can survive.
So, when you feel like hope is gone
look inside you and be strong
and you'll finally see the truth
that a hero lies in you.
That a hero lies in you,
that a hero lies in you.

Fundir lâmpadas


Acontece-me muitas vezes... ponho a mão e pummm... foi-se!! A lâmpada não se funde apenas, estoura mesmo! Desta vez dei comigo a rir... à gargalhada.
Eu sabia... trazia comigo ou ainda trago uma tal força que não há lâmpada que resista. Vai-se embora de vez, estoura e apaga-se para sempre.
Não sei se vos acontece o mesmo...mas quando estou assim, a não conseguir manter dentro de mim toda esta força é uma lâmpada ou um aparelho qualquer que recolhe a energia e não resiste e lá entro eu em despesas!
Penso que é o mesmo que acontece com as pessoas... não me aguentam por muito tempo: primeiro encantam-se, depois têm medo da força e depois têm que partir para um sitio mais apático, com menos energia!!
Neste caso as despesas não são materiais mas também deixam a sua marca...

HERO

http://www.youtube.com/watch?v=9KojptKmhvM

Ainda me surpreendo quando uma música antiga me recorda algo do passado... No caso ouço uma musica que relembra-me os tempos felizes que tu viveste quando ainda estavas no meio da ilusão do amor. Recordo o teu rosto e a leveza que trazias porque estavas entregue e porque, mesmo sem pensar nisso, vivias o amor da tua vida: tal qual uma princesa, tal e qual como a princesa que és!! Mas isso só se vive uma vez porque quando esse amor entra no abismo nunca mais voltamos a acreditar nem a entrega é igual outra vez.

Era o dia do teu casamento e mais tarde seria o dia de uma visita minha onde tudo ainda era real.

Como me entristece pensar que não foi possivel, o teu, ser um amor eterno com toda aquela magia! Aproveito as palavras da musica seguinte: "não deixes que este amor morra assim..." mas morreu.
Porque é que tem que ser assim?