Há quem nos tire a respiração pela intensidade do sentimento e há os que nos querem tirar o ar de vez...
Há quem nos acelere o coração apenas com a sua presença e há os que nos querem parar o coração de vez...
Há quem nos ilumine tanto
que quase não conseguimos manter o olhar fixo
e há os que nos querem cegos de vez...
Mas dou voltas e mais voltas e acabo sempre por encontrar toda a paz que preciso bem dentro de mim... (e nas almas iluminadas que me acompanham em toda a caminhada! Grata a todos os que trago no meu coração. Adoro-vos.)
This is an amazing song that a lovely teenager brought to my knowledge (thank you Mariana!) and it is dedicated to you, my shining star!...
Hey there Delilah What's it like in New York City? I'm a thousand miles away But girl tonight you look so pretty Yes you do Times Square can't shine as bright as you I swear it's true
Hey there Delilah Don't you worry about the distance I'm right there if you get lonely Give this song another listen Close your eyes Listen to my voice it's my disguise I'm by your side
Oh it's what you do to me Oh it's what you do to me Oh it's what you do to me Oh it's what you do to me What you do to me
Hey there Delilah I know times are getting hard But just believe me girl Someday I'll pay the bills with this guitar We'll have it good We'll have the life we knew we would My word is good
Hey there Delilah I've got so much left to say If every simple song I wrote to you Would take your breath away I'd write it all Even more in love with me you'd fall We'd have it all
Oh it's what you do to me Oh it's what you do to me Oh it's what you do to me Oh it's what you do to me
A thousand miles seems pretty far But they've got planes and trains and cars I'd walk to you if I had no other way Our friends would all make fun of us and we'll just laugh along because we know That none of them have felt this way Delilah I can promise you That by the time we get through The world will never ever be the same And you're to blame
Hey there Delilah You be good and don't you miss me Two more years and you'll be done with school And I'll be making history like I do You know it's all because of you We can do whatever we want to Hey there Delilah here's to you This ones for you
Oh it's what you do to me Oh it's what you do to me Oh it's what you do to me Oh it's what you do to me What you do to me.
Quero ficar acordada a sentir a noite e quem está na minha companhia.
Não pergunto onde estás tu agora porque estás mesmo dentro de mim e quero ficar assim, agarrada à tua companhia, a sentir o teu abraço forte, a tua respiração suave e terna.
Quero ficar apenas assim.
A sentir que nada separa duas almas que estão unidas não sabem desde quando, nem porquê. E enquanto as palavras tentam desesperadamente expressar o que sinto, sinto que estou bem assim no teu colo, enroscada no teu colo a sentir o ritmo do teu coração vivo que de vez em quando se engana nas batidas. Pois o que vês é alguém entregue a ti.
Sou interrompida na minha viagem por um "Ó mãe, maaaaae" - haverá prova maior de vida? De amor?Alguém que tão pequenino não se inibe de nos chamar sempre que precisa ou simplemente apetece ter perto a nossa mão. Comovo-me até às lágrimas com este gesto irreflectido, desprotegido e sincero.
Porque será que perdemos tudo isto - a inocência - com o crescimento?
Porque é que em vez de nos tormarmos pessoas melhores nos tornamos mais e mais egoistas?
E enquanto reflicto sobre o amor de mãe e filho continuo presa no teu calor, no teu cheiro... Como chegamos até aqui? de onde veio este sentimento que me faz ficar a comtemplar-te quando todos os outros nos parecem ignorar?
Quero parar o tempo, Deixar-me ficar enrolada Nas ondas desta emoção desmedida, Olhar o fio do horizonte Para sempre assim, com olhos húmidos Com as aves da esperança Soltas no peito e sobre a água, Desenhando no azul Os contornos do teu rosto, Que eternamente ficarão em mim… E neste dia o sol parou A luz ficou presa nos teus olhos E o mar murmurou o teu nome Sempre o teu nome, Vezes e vezes sem conta… E eu só soube sorrir E dizer que nas tuas mãos Estava o meu jardim E o meu caminho, E no meu olhar Voavam as aves As mesmas que sempre Me levariam até ti…
Onde está esse sorriso ingénuo que me lembro de ter, esse coração em branco com tanto ainda por escrever, esse olhar luminoso de esperança e de crença na vida? Onde enterrei esses sonhos de menina que parece terem nascido comigo, essas lembranças de um futuro prenhe de sol, envolto em neblinas promissoras de novos mundos? Onde está a mão que segurava a minha, apenas nos meus pensamentos e desejos, mas que eu acreditava ser mão de verdade? Onde está o sentir que tudo é uma passagem, uma corrente de um rio eterno pleno de vida, que me levará até à foz ansiada onde o mar é imenso e fértil de aventura? Porque deixei de acreditar no horizonte límpido à beira-mar da alma? Porque parou a vida de pulsar na esquina do meu peito, agora vazio de horas e quimeras?...
Tanto por viver, tanto ainda por sofregamente sentir em cada poro, em cada molécula, em cada célula deste corpo e em cada sopro desta alma...
segunda-feira, junho 18, 2007
Chegou de mansinho Numa noite em mim, Ficou preso no olhar E solto num brincar Não quis rasgar A minha existência, Nem desaparecer sem luz... Veio a atirar estrelas A limpar o pó dos dias A ignorar as palavras E o significado do mundo... Disse-me em segredo Que a ternura infinita É sempre rainha E que ma dá para ele brilhar, Que não precisa de sol Que se alimenta de luar... E a cada beijo seu Solta-se uma asa no azul Desprende-se um sorriso Um abraço, uma flor, Uma canção, um suspiro Meu...
Pequenino, pequeninas lágrimas de amor caem de meus olhos embevecidos, pequeninas gotas de felicidade me saem da alma orgulhosa fascinada em paz com o mundo em paz com Deus em oração a Deus porque Tu me foste entregue como um presente eterno inigualável, inimaginável antes de ti... Pequenino, és o meu pequenino infinito amor és o meu tesouro divino em graça oferecido em êxtase recebido por mim que te esperava desde sempre desde o primeiro raio de sol desde que um coração me foi dado, pois me parece que só me foi dada vida para a poder dar a ti... Pequenino, és o meu mundo és o sopro de vida que sempre me faltou és a chama do amor que existirá na eternidade das horas aquele Amor que nunca acaba porque sempre existiu... ...por Ti!
Na verdade, somos todos parecidos… Tudo o que procuramos, desde que o sol desponta nestas manhãs frescas e luminosas de Primavera, até ao momento em que a primeira estrela surge no céu e lhe pedimos baixinho um desejo, tudo o que desejamos no íntimo do nosso coração é podermos olhar o mundo com os olhos límpidos, crédulos, desprendidos e inocentes da infância. Se tal acontecesse, todas as horas seriam suaves, todos os minutos seriam doces, porque traríamos no olhar a paz que nos iria na alma. De facto, cada um de nós não sabe ao certo o que é ser feliz, o que significa agarrar a vida com as duas mãos e sentir bem no fundo da nossa sensibilidade e da nossa emoção que estamos a viver uma vida boa. Poucos poderão afirmar convictamente que são felizes, que as emoções que palpitam à sua volta são as da mais pura plenitude, aquelas que preenchem uma existência. Quase ninguém se atreve a afirmar que encontrou a felicidade, se não estiver em Paz. Essa será a paz verdadeira, aquela que vem da brancura da alma, da autenticidade da terra, da luminosidade dos astros, do calor de um abraço, da luz dum raio de sol preso num sorriso, que se oferece aos outros como um brinde à vida! Essa paz nasce dentro, bem dentro da alma, mas só é fértil se não secar dentro de nós, se for entregue ao mundo em cada toque, em cada olhar, em cada palavra. A paz que sentimos em cada bater de coração é a prova que a finalidade da nossa existência é fazermos nascer nos outros a alegria, aquela alegria que contagia porque é genuína, que enriquece porque é oferecida! A paz que eu sinto só importa porque tu importas, porque de nada vale eu ter tudo, se não houver alguém a quem oferecer… Por vezes tudo o que nos basta, tudo o que ansiosamente procuramos, encontramos na paz de um olhar que carrega a essência da vida…
Uma noite assolarada e quente, que toma conta da minha alma e a aquece com palavras que nos fazem lembrar sentimentos... Ainda há pouco a expressão "vale de lágrimas", conhecida desde a infância sem a entender, passava a ter um significado carregado do que a vida nos trás e leva. O dia de amanhã que nunca sabemos como vai ser ou acontecer é algo que não nos preocupa mas que a cada instante toma uma forma diferente. A minha alma irradia calor e luz e mesmo estando uma enorme tempestade lá fora, essa força toma conta de mim. São os cheiros e as coisas que nos rodeiam que marcam passo e nos levam para lugares onde queremos ficar... E as pessoas? Essas entram nas nossas vidas e conduzem-nos a pequenos abismos e a grandes euforias. Assim se vive mais um pedaço de vida sentida.
Presa num lençol abandonado, analiso os devaneios dos últimos momentos. Emprestei aos meus sentidos um véu de cores, sabores e toques que me enlouqueceram. Só posso analisar o que aconteceu desta forma. A cor desse olhar deteve-se no meu, apagado, desvanecido, deslavado, amarelado e traçou um caminho de pétalas esvoaçantes, perdidas ao vento, neuróticas, tresloucadas de tons quentes e mornos que enlevaram as minhas pupilas sedentas de horizonte e arco-íris. O travo dessa boca agridoce tropeçou no rumor de sabor que saiu de mim, desgovernado, provocante e encantador, para deliciar momentos perdidos e tentadores. O toque urgente dessa mão superou o receio inicial e entregou-se ao veludo perplexo do aconchego interior, que inaugurou o momento sublime do encontro alucinado. Alucinação e loucura. Foi o que foi. Porque não te mexeste, não me olhaste, não me sorriste, não me tocaste. A mim é que me pareceu que sim. Para mim tudo foi real, porque padeço, enfim, de uma doença tremenda, avassaladora e, para o sujeito que a carrega, inaceitável e jamais reconhecida: a loucura. Claro, só posso estar louca, só posso ter estado demente por longos momentos, pois nada restou de ti que prove ao meu espírito lúcido que foste real. Não sei como cristalizei na fugacidade do instante as sensações que me invadiram a aridez da alma e dos sentidos. Parece-me, agora, que isso só aconteceu porque ensandeci involuntária e temporariamente. De regresso ao mundo insólito e objectivo, pude perceber que nunca exististe senão na minha mente cansada e deprimente. Porque a loucura pode ser um paliativo e um escape à vida sedimentada em regras e imposições, constrangimentos e cadeados. Dizem-me que libertar-me dessas regras, isso sim, seria uma verdadeira loucura. Porém, eu imagino que viver com elas a aprisionar-nos a alma é que nos tornará patetas acomodados e estéreis a fingirmo-nos de felizes, resignados com a ordem das coisas e com a mediocridade da lucidez.
Virar a página... acabo de ler uma frase que diz "Eu vou envelhecer, mas nunca perderei o gosto pela vida porque a última curva da estrada será a melhor." É com este objectivo que viro a página, acabo o livro, fecho esta porta de um resto de vida que acredito ser apenas um episódio com momentos dolorosos. A estrada da felicidade está mesmo diante de mim e é por aí que seguirei. Quanto ao que passou apenas posso dizer, citando uma vez mais, "não sei por onde vou, só sei que não vou por aí".
Este tempo da Quaresma deixa-me sempre a pensar sobre o significado do sofrimento, da cruz e finalmente sobre a salvação. Sei que só conseguimos mudar de um estado para outro após um, por vezes longo, sofrimento. Sofrendo, cresce-se mas desde sempre que procuro crescer evitando o sofrimento. Não tenho conseguido. Espero apenas estar a passar por várias etapas de purificação do ser e conseguir ser FELIZ. A cruz que cada um carrega nunca é maior do que o que conseguimos aguentar… Não mudamos de direcção enquanto não o desejamos a sério… Sofrer para crescer…
Também medito sobre as formas de AMOR… Maria, a mãe de Jesus, deve ter sofrido imenso ao longo de vida de Jesus na terra e nos últimos dias mais ainda… Como será amar dessa forma? Eu não sou capaz… amar em silêncio, tudo aceitar e perdoar…
Esta intensa luz de Março surpreende-me sempre... Quando me parece já que o obscuro cinzento do inverno não termina jamais, surge do alto da autoridade da terra a luz morna de Março para acalentar a alma e enaltecer os sentidos... E a fértil vida que em nós parecia estar adormecida desperta e ergue-se como que a querer sorrir por entre as sombras, como que a exaltar-nos para seguir o rumo dos pássaros, como que a querer mostrar que é preciso renascer a cada instante... Renascer, deixar que o doce aroma da primavera nos encante e leve até novas paisagens, mais luxuriantes, mais promissoras...
O que tem este dia de especial? Para mim nada, não fossem alguns homens queridos e generosos me darem os parabéns (que eu, com um sorriso, agradeço, ficando sempre com a estranha sensação de que não fiz nada para o merecer!) e este dia seria igual a tantos outros dias de Março, em que já estou cansada do Inverno gelado e chuvoso e o meu corpo e espírito anseiam a chegada da gloriosa Primavera...
Mas há uma razão para eu, mulher banalísima desta sociedade patriarcal, receber os parabéns dos meus adorados homens amigos e conhecidos! É que hoje é o Dia Internacional da Mulher! E, assim, todos os anos se repetem as mesmas informações e colocam-se as mesmas questões nos meios de comunicação social e no círculo de amigos. A mim, assalta-me sempre a insofismável e insondável pergunta: porquê um dia especial dedicado à mulher? Penso que a resposta é óbvia. Não somos uma minoria desprotegida, pelo contrário, estamos em número muito superior ao homem. Porém, a questão tem, obviamente, a ver com as desigualdades e injustiças sociais. As estatísticas estão feitas: o desemprego afecta mais as mulheres do que os homens; para tarefas iguais, as mulheres recebem salários inferiores; as empresas preferem homens, quando recrutam trabalhadores; no percurso profissional a mulher tem que provar até à exaustão a sua competência para ser levada a sério na carreira e acrescente-se ("last but not least") o espírito machista prevalecente na nossa sociedade de homens que ainda entendem ser dever exclusivo da mulher tratar da casa e dos filhos.
Assim , não precisamos de visitar ou receber reportagens escandalosas dos países muçulmanos, onde as mulheres são obrigadas a usar véu ou burka e não podem pedir o divórcio dos seus maridos (mesmo quando eles as maltratam ou têm amantes), para percebermos que o Dia Internacional da Mulher será ainda comemorado durante várias gerações... É que perante a lei temos direitos e deveres iguais, mas perante as mentalidades homens e mulheres são seres infinitamente diferentes...
Chegamos à civilização... Tardiamente, já no século 21 é certo, mas chegamos finalmente! Em Portugal é assim... Só aderimos a ideias que são avançadas 20 ou 30 anos depois... Já estamos habituados. Posso dizer agora ao meu filho que vive finalmente num país moderno, civilizado, onde os direitos humanos são respeitados, onde a vida está em primeiro lugar... É que o SIM à despenalização do aborto até às 10 semanas ganhou. Será que tenho que rejubilar?
Perdoem, mas não consigo... Não consigo aplaudir as mulheres que usam o aborto como método contraceptivo (conheço casos de mulheres que abortaram várias vezes porque "não podem tomar a pílula" e o marido não gosta de usar preservativo) e sem pesos na consciência, nem as mães de algumas adolescentes que namoram e dizem "A minha filha não toma pastilhas... isso faz mal e é pecado" e depois as levam pela mão a clínicas em Espanha ou a uma enfermeira conhecida para fazer o "desmancho", não consigo aplaudir um governo que não tem dinheiro para a saúde, nem para apoiar mães pobres com vários filhos, ou mães solteiras com dificuldades ou para apoiar a maternidade e vai ter vários milhões de euros para assistir a abortos em hospitais públicos. Toda a gente sabe que as pílulas são gratuitas nos centros de saúde, que existe o preservativo e a pílula do dia seguinte... Porém, continua-se a falar em falta de informação... Mais informação do que a que há hoje em dia?
Viva a civilização! Agora vai ser permitido matar um ser humano até às 10 semanas sem ser preciso um motivo muito forte, basta ser "por vontade da mulher"... E a vontade do homem? E os direitos do bebé? A vontade da mulher é mais valiosa do que o direito de viver? Parece que sim. "Diz que isto é uma espécie de civilização evoluída"...
Em cada ano que termina, surge no coração de muitos a vontade de ser diferente, de cortar com o passado, de desafiar as desilusões da existência, de procurar um novo rumo... "Ano novo, vida nova..." Coragem para mudar... O espírito de Natal, a procura de paz, o desejo de harmonia, de viver com o coração cheio, de descarregar a dor e olhar em frente, surgem nesta época com uma força maior... Porque é bom o calor daqueles que nos amam incondicionalmente, a afeição de tantos seres humanos que retribuem num olhar sorridente o olhar gratuito que lhes dedicamos.... O espírito de Natal surge de forma imprevisível, quantas vezes sem notarmos! Surge como uma mão que pega em nós e nos carrega com doçura, elevando-nos do nosso mundo medíocre e fazendo-nos chegar ao país dos anjos... E é nesse lugar que encontramos os nossos amigos verdadeiros, a nossa família, os nossos amores eternos... FELIZ NATAL para todos!...