
Aqui tudo pode acontecer... mas são essencialmente as nossas viagens pelo mundo das ideias e das experiencias que aqui podemos partilhar...
sábado, abril 11, 2009
Páscoa Feliz!

terça-feira, abril 07, 2009
Umas águas furtadas junto ao rio Sena! Em Paris...


Laços de Sangue

Muito provavelmente esta ideia advém do facto de sempre ter desejado ter mais um irmão.
Idealizava um irmão/irmã a sério, e, quando digo a sério é daqueles com quem se pode sempre contar, com cumplicidade, amizade, amor, fraternidade e tantas outras coisas que se podem partilhar com alguém que cresce debaixo do mesmo tecto.
Em resumo, alguém presente.
Mas quis o destino que assim não fosse. Nem três filhos nem dois irmãos.
No entanto apesar da distância física e emocional que nos separa, existe sem duvida algo que nos une. Une-nos uma história comum, os locais por onde passamos e vivemos, os hábitos que adquirimos de casa, a nossa educação, os nossos pais e muitas memórias.
Há quem diga que os laços de sangue falam sempre mais alto.
Sempre achei isto mais uma daquelas balelas que a gíria popular apregoa por ai.
Para acreditar preciso de ver, ou de perceber que existe algo cientifico que o prova ou então apenas sentir.
Se sinto é porque é real e ultimamente tenho sentido. E é quando me basta.
Os laços de sangue são insolúveis, e sim, falam mais alto.
E quando a vida nós prega uma rasteira ou simplesmente não nos aconchega é neles que nos refugiamos.
Sabemos onde eles se encontram incondicionalmente a nossa espera.
sexta-feira, abril 03, 2009
Paris uma cidade de sonhos!
quarta-feira, abril 01, 2009
Meme "Muito mais de você", Cláudia
Quando e porquê resolveu criar o blog?
Tudo aconteceu numa fase menos boa. Tinha muita gente a cuidar de mim mas eu não me deixei cuidar e por isso acabei por me sentir durante muito tempo sozinha e sentir que não estava bem ali.
Uma noite em particular tive uma forte vontade de escrever. A escrita liberta-me! E nessa noite queria escrever para todos com quem não podia para já falar.
Depois de o blog ter entrado no ar, o que lhe dá mais satisfação nele?
A maior revelação de todas foi descobrir que logo nesse dia recebia os comentários de quem me esperava incondicionalmente. Quem esteve e está sempre comigo.
Desde aí não parei mais.
Quais os assuntos que mais gosta de postar?
Gosto de escrever sobre qualquer coisa mas muitas vezes dou comigo a avaliar demasiado o que escrevi e Acontece, por isso, alguns períodos de aparente ausência das minhas participações.
Porque deu este nome ao seu blog?
Porque era urgente Acontecer algo naquela fase e acredito que ainda contínua válido.
Já teve algum problema com comentários?
Nop.
Algum blogueiro(a) que admire?
Não consigo nomear nenhum em particular pois vou ler cada um com uma atenção particular.
Nome: Cláudia
Onde mora: Porto
Comprometida: Nada disso.
Um mês: Setembro
Um ano: 2005
Uma estação: Verão
Uma flor: Rosas
Uma matéria: não consigo decidir… água ou vinho?!
Um passatempo: ler
Um desporto: futebol
Um herói: a minha referência é a minha querida mana. Ela é implacável!
Um filme: sou péssima a fixar nomes de filmes. Normalmente gosto muito dos que vejo mas isso porque tenho uns excelentes conselheiros
Uma musica: Há alguém que está sempre a apresentar-me musicas novas e pelas quais fico logo apaixonada
Um programa: adoro conversar.
Uma mania: roer as unhas mas estou quase a conseguir deixar
Uma profissão: músico
Uma coisa importante: liberdade
Um sonho: maldivas
Um amor: o meu filho
Uma paixão: musica
Um desejo: vida longa e com qualidade para quem trago no coração
Adoro: Praia
Odeio: injustiça
Amigos: Os meus. São mesmo os melhores do mundo.
Um lugar: a minha casa
Uma cidade: Porto
Uma peça de roupa: Calças de Ganga
Um defeito: muito emotiva
Uma virtude: Ser verdadeira
Um doce: não aprecio mas vou para o chocolate
Uma frase: “vai onde te leva o coração”
Nota Solta

Uma historia que foi no início um verdadeiro conto de fadas mas que com o passar do tempo se revelou um verdadeiro filme de terror.
Mas estes filmes, cheios de acção, tiram-me a inspiração para escrever.
Se tivesse escrito, nos últimos dias, pequenos pedaços de papel, todos eles com partes dessa história.
Se os tivesse guardado numa caixa e se hoje de manhã, ao acordar, tivesse retirado apenas uma nota de um desses pequenos papeis diria que:
O importante não é o uso da força bruta, mas sim, o uso de uma posição de força.
terça-feira, março 31, 2009
Meme "Muito Mais de você" , Mimi
Aqui vai:
Quando e porquê resolveu criar o blog?
Já estava criadinho, com dentes e sem fraldas :o)
Depois de o blog ter entrado no ar, o que lhe dá mais satisfação nele?
Depois de ter entrado para o Acontece, dá-me satisfação escrever e ler o que de bom tem sido aqui publicado.
Quais os assuntos que mais gosta de postar?
Qualquer um, na maioria são um reflexo do meu estado de espírito.
Porque deu este nome ao seu blog?
O mocinho para além de criado, também já estava baptizado! :o)
Já teve algum problema com comentários?
Não senhora :o)
Algum blogueiro(a) que admire?
Gosto do Dualidades … esta parte vocês já sabem que fui coagida … :o) Adorava ver Volta a Vida em 80 Mundos que acabou entretanto e para além do Acontece gosto bastante do Na Minha Concha.
Nome: Mimi
Onde mora: Odivelas
Comprometida: Sim
Um mês: Março
Um ano: 2002
Uma estação: Verão
Uma flor: Rosa Vermelha
Uma matéria: água… na falta de vinho! :o))
Um passatempo: brincar com o meu filho
Um desporto: Shopping! (não resisti :o)))
Um herói: Já não há heróis :o)
Um filme: Os condenados de Shawsang
Uma musica: Mais do que uma!
Um programa: Qualquer um que me consiga entreter, o que não é fácil ! :o))
Uma mania: lamber os lábios
Uma profissão: Medicina
Uma coisa importante: independência~
Um sonho: Ir à Polinésia Francesa
Um amor: o meu filho
Uma paixão: Viajar ;o)
Um desejo: Saúde
Adoro: Praia
Odeio: Leite
Amigos: Com quem sei que posso sempre contar
Um lugar: Qualquer um desde que bem acompanhada
Uma cidade: Lisboa
Uma peça de roupa: Calças de Ganga
Um defeito: Ferver em pouca água
Uma virtude: Ser Verdadeira
Um doce: Pasteis de nata!
Uma frase: “O cão ladra e a caravana passa”
(Tomei a liberdade de postar o Meme da Mimi!
Estava escondido nos comentários! :)
Agora só falta a Cláudia fazer o dela!)
Meme "Muito Mais de você", Filipa
Aqui vai:
A entrevista..
. Quando e porquê resolveu criar o blog?
Criei este blog em parceria com a Cláudia em Outubro de 2006. Em Abril de 2008 juntou-se a nós a Mimi e o blog ficou mais rico! Escrever neste lugar é resultado de uma vontade de partilhar o que pensamos e sentimos.
. Depois de o blog ter entrado no ar, o que lhe dá mais satisfação nele?
O que muito aprecio são os comentários dos visitantes. Alguns lêem em silêncio, outros comentam e deixam pensamentos enriquecedores. Mas o que mais gosto é, sem dúvida, deixar sair através das palavras aquilo que ficaria preso em mim, sem voz, sem catarse!
. Quais os assuntos que mais gosta de postar?
Gosto de escrever sobre aquilo que a Marianinha chama de "melodias do coração"!
. Porque deu este nome ao seu blog?
A escolha do nome partiu da Cláudia. E eu concordei. Aqui acontece muito mais do que o que vemos e lemos! Aqui lava-se a alma de vez em quando, ri-se, chora-se, relembra-se, recorda-se, sonha-se!
. Já teve algum problema com comentários?
Não, nunca tive problemas com comentários. Mesmo os anónimos são simpáticos!
. Algum blogueiro(a) que admire?
Por razões profissionais, admiro Paulo Guinote e Ramiro Marques. Por razões do coração, admiro a Mariana que me deixa sempre com um sorriso nos lábios quando a leio e com a sensação de que o mundo ainda irá ouvir falar muito dela no futuro!.... Gosto do blog Dualidades pela sua actualidade e espírito crítico e a Senda pela densidade do seu pensamento. Por fim, admiro as minhas amigas e colaboradoras deste espaço: Cláudia e Mimi por razões óbvias: pelas nossas afinidades e pela amizade profunda que nos une!
Perguntas sobre a autora:
Nome: Filipa Pinto
Onde mora: Lousada
Comprometida: Só com a vida!
Um mês: Janeiro
Um ano: 1997
Uma estação: Verão
Uma flor: tulipa
Uma matéria: água
Um passatempo: ler
Um desporto: Dança
Um herói: a minha Mãe
Um filme: A pontes de Madison County
Uma musica: todas! (I like music more than food!)
Um programa: filmes
Uma mania: mexer no cabelo
Uma profissão: professora (foi uma vocação, agora é mais desencanto)
Uma coisa importante: O Sol
Um sonho: ter uma casa à beira mar
Um amor: o meu filho
Uma paixão: Viajar
Um desejo: ver o meu filho crescer feliz
Adoro: praia
Odeio: acordar cedo
Amigos: todos os que me fazem sorrir (eles sabem!)
Um lugar: a minha casa
Uma cidade: Porto
Uma peça de roupa: calças de ganga
Um defeito: impaciência
Uma virtude: generosidade
Um doce: nao aprecio!
Uma frase: Põe quanto és no mínimo que fazes... (Fernando Pessoa)
Passo o meme aos blogs:
- Aqueles que o desejarem realizar!
sexta-feira, março 27, 2009
Renovar...

-Mãe, estou a ficar velha... Doem-me os ossos desta mão...
-Deixa lá, filha, quando chegares à minha idade renovas!
É sempre assim. As suas respostas imediatas carregam o optimismo espontâneo que nasceu consigo! As madeixas brancas misturam-se com os cabelos negros de outrora e solta-se da sua boca a sabedoria natural de quem já sabe muito, mas continua a aprender sem receios nem pudores.
-Mãe, perdi o concurso. Enviei dois trabalhos, mas não ganhei nada...
-Deixa lá, filha, ganhaste experiência!
Por vezes escandaliza-se levemente. Outras vezes diz que nada a surpreende, mas as rugas que traz no rosto só me fazem lembrar que tenho à minha frente uma alma renovada, forte, lutadora. E o meu coração sorri...
-Porque estás a rir?
-Estou-me a rir do que disse... Aquilo de renovar!... Quem me dera ficar assim renovada daqui por muitos anos! Tanta gente que precisava de se renovar por dentro e só se lembram de renovar por fora...
"Experiência não é o que aconteceu com você; mas o que você fez com o que lhe aconteceu" ( Aldous Huxley )
quarta-feira, março 25, 2009
Perguntas de criança
- Mãe, onde está a tua cabeça?- Aqui, filho. Deitada na almofada!
Quando um ser tão pequenino me apanha desta maneira... não consigo dizer muito.
Era mesmo verdade. A minha cabeça estava ali deitada, ao lado dele, na almofada. No entanto o meu pensamento estava muito longe. Passava em revista muita coisa: o dia que estava agora a terminar chegava com muito ruido para mim. Tantas coisas que eu não entendia. E enquanto esperava que o meu pequenino adormecesse e ficasse no sono dos anjos fui surpreendida pela pergunta. Parecia mesmo que ele sabia onde andava a minha cabeça e aquela interrupção foi como um alerta a dizer-me: - Deixa isso tudo ai e fica aqui mais pertinho ainda de mim!
domingo, março 22, 2009
Antes as mulheres*

Só quando os homens chegam a uma certa idade é que podem dizer com certeza que as mulheres são melhores do que eles em tudo - mesmo na bola, a carregar pianos, a lutar com jacarés ou nas outras coisas em que ganhávamos quando éramos mais novos e brutos e fortes.Quando se é adolescente, desconfia-se que elas são melhores. Nos vintes, fica-se com a certeza. Nos trintas, aprende-se a disfarçar. Nos quarentas, ganha-se juízo e desiste-se. Nos cinquentas, começa-se a dar graças a Deus que seja assim. Os homens que discordam são os que não foram capazes de aprender com as mulheres (por exemplo, a serem homenzinhos), por medo ou vaidade ou estupidez. Geralmente as três coisas.Desde pequenino, habituei-me que havia sempre pelo menos uma mulher melhor do que eu. Começou logo com a minha linda e maravilhosa mãe, cuja superioridade - que condescendia, por amor, em esconder de vez em quando - tem vindo a revelar-se cada vez mais. As mulheres são melhores e estão fartas de sabê-lo. Mas, como os gatos, sabem que ganham em esconder a superioridade. Os desgraçados dos cães, tal como os homens, são tão inseguros e sedentos de aprovação que se deixa treinar. Resultado: fartam-se de trabalhar e de fazer figuras tristes, nas casas e nas caças e nos circos. Os gatos, sendo muito mais inteligentes, acrobatas e jeitosos, sabem muito bem que o exibicionismo vão leva à escravatura vil. Isto não é conversa de engate. É até um tira-tesões. Mas é a verdade. E é bonita.
* Crónica de Miguel Esteves Cardoso, Público, 08/03/09
Chegou-me por mail e não resisti a publicar por aqui!
Dito isto, desta maneira, por um homem que considero muito inteligente, só posso dizer que concordo totalmente! ;)
sábado, março 21, 2009
Primavera

RecadosOnline - Confira mais figuras para Primavera
Nunca me ocorre celebrar o Inverno...
Porém, quando o sol atinge a linha do Equador, por esta altura, o meu espírito sente-se desprender das nuvens e saltar para um raio de sol presente nos vossos sorrisos, em cada dia de Primavera!
Muitos sorrisos coloridos e dias luminosos!... Hoje e sempre!
quinta-feira, março 19, 2009
Pai
Lembro muitas vezes o amor que a minha mãe sempre demonstrou nas palavras quando falava do seu pai... Perdeu-o aos sete anos. Diz que foi, talvez, o único amor verdadeiro e intenso que recebeu em criança. Recorda os dias em que se sentava ao seu colo a comer a sopa, em que passeava com ele pelas ruas da aldeia nas noites quentes de Verão...
Ninguém escolhe um Pai. Deixamos essa tarefa entregue à nossa mãe! O Pai é imperfeito. O Pai é humano. Mas é importante ter um Pai e saber onde ele está. Perdoar faz parte de ser filho. Não esquecer os defeitos também se perdoa ao filho! Reconhecer as qualidades é libertador e aproxima os corações.
O meu Pai não é perfeito e falhou em muitas coisas essenciais. Mas lembro-me que ele brincava comigo, lembro-me de esperar que chegasse, sentada no cimo das escadas ao fim do dia e gritar "O pai vem aí!" e atirar-me para os seus braços (a medo), do cimo das escadas e ele dizia "Atira-te" e eu atirava-me, porque confiava na sua força, porque a seguir ele fazia-me dar uma cambalhota e segurava-me de novo e eu tinha a minha brincadeira ganha. Às vezes dizia "Tenho uma coisa. Procura!". E os meus olhos brilhavam, porque não tínhamos nada, ou tínhamos muito pouco e eu procurava nos bolsos dele, no casaco, nas calças e lá encontrava uns rebuçados, uma guloseima, um brinquedo que ele tinha encontrado e que nos trazia...
O resto... A vida acontece e só em adultos procuramos entender e perdoar...
PARABÉNS A TODOS OS PAIS que veneram no seu coração esta sublime missão encantada de amar um filho mais do que a eles próprios!... São Pais verdadeiros, Pais eternos... São Pais assim que fazem falta!...
domingo, março 08, 2009
8 de Março - Dia Internacional da Mulher
Apenas 30% dos lugares de topo na Europa são ocupados por mulheres. Ainda assim, as mulheres europeias vivem num mundo, teoricamente, igualitário... No mundo árabe a situação das mulheres é bem diferente... Pergunto-me sempre neste dia: ainda há necessidade de haver um dia internacional da mulher? No mundo actual?...
Parece que sim e também é preciso não esquecer que a discriminação existe bem perto de nós, através da violência doméstica, da desigualdade nas oportunidades, nos preconceitos entranhados numa sociedade patriarcal e ultrapassada.
Um beijo especial para todas as mulheres!...
Entre os teus lábios
é que a loucura acode,
desce à garganta,
invade a água.
No teu peito
é que o pólen do fogo
se junta à nascente,
alastra na sombra.
Nos teus flancos
é que a fonte começa
a ser rio de abelhas,
rumor de tigre.
Da cintura aos joelhos
é que a areia queima,
o sol é secreto,
cego o silêncio.
Deita-te comigo.
Ilumina meus vidros.
Entre lábios e lábios
toda a música é minha.
Eugénio de Andrade
sexta-feira, março 06, 2009
vou contar uma história...
de um rapaz e de uma raparigaele dava-lhe o mundo
ela as estrelas e o brilho do sol
o mundo é uma ideia
as estrelas estão no firmamento
e o sol esconde-se para poder brilhar onde o querem receber
as ideias estão em nós e não passam disso enquanto não as concretizamos
as estrelas brilham mesmo que não queiramos
o sol brilha sempre mesmo quando não vemos
as ideias podemos esquecê-las
as estrelas estão sempre acima de qualquer acontecimento
o sol aquece mesmo quando não sentimos
mundo? que mundo é este? procuramos definir
estrelinha... és a minha estrelinha
estou aqui agora e agarras a minha mão
dizes-me para te deixar ir
és livre, esqueceste?
livre de tudo e livre de mim também
não fica ninguém preso numa estrela
nem no brilho do sol que atravessa todos os sólidos
vai. não sabes nada de estrelas nem do brilho do sol que vês de vez enquando
...mas ambos se esqueceram que isso não é de ninguem
e é de todos
e o que não é nosso não permanece no aqui e agora
e o longe a distância são infinitamente longe
para nós.
quinta-feira, fevereiro 26, 2009
Looking for...
um amor que dança harmoniosamente com o meu corpo sábado, fevereiro 21, 2009
Como Peter-Pan!
Por breves momentos, mas mais frequentemente do que (se calhar) desejável, dou comigo a pensar se não seria possível parar o tempo, de tal forma que continuaríamos o percurso da vida, mas não envelheceríamos. Não nos tornaríamos imortais, isso seria terrível. Mas manteríamos a juventude até à morte e não murcharíamos como a bela flor…Penso nisso e sorrio… É que, por estranho que pareça, não sinto que o tempo passa por mim, que o tempo me envelhece, que o tempo me retira forças ou faz fazer coisas que antes não faria apenas por ser mais velha. Pelo contrário. Sinto, antes, que dentro de mim há uma alegria e uma energia maiores do que quando tinha 15 anos. Parece-me que a vida vai passando esquecendo-se de me avisar que os anos contam, que as rugas vão chegando (já chegaram?), que a maturidade pesa e a responsabilidade também, que as mini-saias são só para as adolescentes, que as calças de ganga e as sapatilhas também (gostava de as usar mais vezes do que as que uso!), que os ganchos no cabelo são para as menininhas e que rir, rir muito, com vontade e muitas vezes é sinal de pouco siso.
A minha sorte é que conheço pessoas parecidas comigo e, assim, não me sinto uma excluída! Não muitas (infelizmente), pois se fossem mais, o mundo seria bem mais colorido. Mas conheço alguns adultos que também têm esta síndrome de Peter-Pan! Tenho um amigo a quem, por vezes, gosto de chamar esse nome! Sendo ele tão especial, acarinhou logo a designação (ou título!)! Traz nos olhos a luz da eterna juventude e no coração a alegria de uma criança! Para mim é uma inspiração e faz-me querer continuar a ser pequenina!... Sempre assim - criança por dentro para que por fora a vida se veja num olhar límpido e cintilante…
(Beijinhos Peter-Pan!)
("Toda a criança que nasce é Artista. Difícil é permanecer Artista depois de crescer." Picasso)
sexta-feira, fevereiro 20, 2009
Raio de sol!

Os lugares, por vezes, estão separados. Os minutos, quase sempre, estão em relógios diferentes. Mas lembrar-te traz a mim a certeza de que o sol me embalará todas as manhãs, mesmo em manhãs não tão belas como esta, mesmo se menos encantadas e perfumadas que esta… Estás em mim, porque, afinal, és um raio de sol no mundo e na minha paz... E não consegues evitá-lo!...
quarta-feira, fevereiro 18, 2009
A Avaliação

Aqui vos deixo uma conversa tida ao fim do dia no trajecto escola/casa, que eu achei no mínimo hilariante.
Gonçalo: Sabes mãe hoje fui avaliado!
Mimi: Ai foste? Avaliado a quê?
Gonçalo: A musica
Mimi: E como correu?
Gonçalo: Tive de cantar uma canção, queres ouvir?
Mimi - Sim, claro !
(Gonçalo canta a canção)... e quando acaba
Mimi: Que linda canção, cantas mesmo muito bem!
Gonçalo: Pois cantei ...
Mimi: E então, o que disse a professora?
Gonçalo: E então?? E então que foi uma brutalidade!
Mimi: Uma brutalidade?!?!
Gonçalo: Sim! Levantei-me, cantei, os meninos bateram palmas, a professora escreveu e eu fui sentar-me!
sexta-feira, fevereiro 13, 2009
Valentim
domingo, fevereiro 08, 2009
Tangerinas
Em criança tive o privilégio de ter uma ama. Não fui para o jardim-de-infância, não tive uma educadora, não fiz actividades extra-curriculares. Não soube o que era brincar com plasticina ou pintar em guache, não tive lições de música, nem de natação. Muito menos de Inglês! Fui uma privilegiada! Corria pelo quintal da Sr.ª Linda, a minha ama de todas as horas, enquanto a minha mãe trabalhava, durante a semana e aos fins-de-semana. Brincava livremente na terra, com as plantas, com as flores, com as pedras, com os outros miúdos. Às vezes enfastiava-me, não ter nada para fazer, outras vezes sentia saudades da minha mãe, sobretudo ao domingo, se ela trabalhava e eu não podia estar em casa. Não eram saudades de brincar com ela, pois ela não brincava comigo. Não tinha tempo… Eram saudades da sua presença, do seu calor ali perto, da sua comida.A casa da Sr.ª Linda era velha. Tinha o rés-do-chão e o primeiro andar. No rés-do-chão havia a sala de costura e as arrumações de tralha antiga, o local para as batatas, as cebolas, o vinho, as enxadas, as pás e outros utensílios para trabalhar a terra. Eu não ía muito para esses lados, atrás da casa. Cheirava a animais, a cães e a mosto. Porém, havia um terraço na frente da casa, com chão em lousa que aquecia no Verão ou nos dias curtos de sol de Inverno. Sentava-me no chão de lousa quente e sentia-me melhor… De tarde, lanchávamos na cozinha, cevada e pão com manteiga. Às quatro da tarde a Sra. Linda acendia a lareira na cozinha e punha a água a aquecer. A grande panela da sopa também já lá estava. Tudo era feito com tempo, sem correrias, sem pressas, sem horários apertados e asfixiantes. No tempo das tangerinas, a árvore em frente à casa, carregadinha, deixava cair algumas ao chão e eu, sentada no chão de lousa, descascava-as calmamente e comia as que me apeteciam.
Veio-me à memória tudo isto, porque na vila onde vivo agora, há um mercado municipal, o único sítio onde encontro dessas tangerinas… Não são clementinas artificiais, de casca fina, avermelhada, sem pevides e sem sabor. As tangerinas que a Dª Lurdes vende no mercado são tangerinas com sementes, de casca levemente alaranjada, que se solta facilmente dos gomos, cujo sabor a tangerina pura me remete sempre para a infância, para a casa da Sr.ª Linda e para o chão em lousa quente, numa tarde de sol de Inverno…
terça-feira, fevereiro 03, 2009
Declaração de amor
"Unidos por algo que não é deste mundo..."“Vês, consigo soltar a minha mão da tua”, disse, tirando a (ainda) pequena mãozita de 12 anos da minha.
“Mas cá dentro não consigo soltar-me de ti! É como se isso fosse impossível. Quando te zangas comigo fico fraco. Enfraqueço como um menino Africano que está um ano sem comer. A única coisa que me interessa é se tu gostas do que eu faço, se gostas do que eu digo, se gostas da minha vida… Os outros não me interessam. Não estou interessado em agradar às outras pessoas. Desde que a minha mãe goste do que eu sou, isso basta-me! Se tu te ris para mim, tudo está bem! Só isso importa!”
Muitos filhos podem sentir tudo isto, mas talvez poucos consigam pôr em palavras toda esta intensidade!...
sexta-feira, janeiro 30, 2009
Mãe Desnecessária

Ser mãe ensinou-me muita coisa.
Posso afirmar hoje, ao fim de 6 anos, que esta experiência no mínimo gratificante, me mudou. Os meus sentimentos não são hoje, com toda a certeza, os mesmos que possuía antes do nascimento do Gonçalo. Transformei-me num ser melhor, mais sensível, mais paciente e descobri com a maternidade uma característica que desconhecia existir em mim: a capacidade de abdicar.
A minha vida passou a ser regida em função dele e do seu bem-estar.
O sentimento por um filho é imensurável, cresce todos os dias e a todas as horas do dia!
Este amor exponencial, traz muitas vezes dúvidas e dificuldades em estabelecer limites e fronteiras que devemos impor.
Educar não é de todo uma tarefa fácil, e por mais voltas que se dê não se encontra, em lado algum, a tal receita milagrosa, que todos gostaríamos de aplicar em determinadas situações.
Encontrei este artigo, muito interessante.
Reli-o várias vezes, porque me enquadro naquelas mães galinhas, capoeira diria mesmo! Uma daquelas mães que com o passar do tempo terá de aprender a tornar-se uma mãe desnecessária …
“A boa mãe é aquela que vai se tornando desnecessária com o passar do tempo.
domingo, janeiro 25, 2009
Registo

Filipa
3 de Janeiro 2009
sexta-feira, janeiro 23, 2009
Fiz um intervalo na correria!

Ouvi. Às vezes ouço. Outras vezes… E fico a olhá-lo a caminho da escola. Pequeno. Lindo! Inseguro. Mochila enorme às costas. Cai uma chuva miudinha. Não quer guarda-chuva. Carapuço enfiado na cabeça. Pequeno. Lindo! Passa por um grupo de adolescentes fumadores, que se juntam debaixo das galerias do prédio. Vai por fora das galerias, à chuva. Não gosta de passar pelo meio deles, por causa do cheiro do fumo dos cigarros. Cheira o meu cabelo, mãe. É horrível. Tive de passar por lá… Hoje contornou-os e não passou pelo meio deles. Atravessa a rua aos saltinhos. Pequenino, ao longe. Já na Escola Secundária! Espreito pela janela até não o ver mais. Suspiro e penso alto: tão lindo o meu filho!... Tenho de me sentar dez minutos para escrever!
domingo, janeiro 11, 2009
Até logo, Natércia!
Lá fora gelava! Mas dentro... O ambiente era acolhedor e animado! Comia-se, bebia-se, diziam-se frases sábias (como se pode ver abaixo) dançava-se a Cabritinha e outras danças eróticas e animadas e... brindava-se! O Pichel queria fechar o boteco, mas no fim até teve pena de nos deixar ir embora!... Lá voltaremos, quem sabe!...
Frases (MUITO) soltas:
"Natércia, eu não substituo ninguém. Ainda hoje precisei de ajuda e desenrasquei-me sozinha!" (Cláudia)
"E eu que não ouvi o pedido de ajuda... porque prestável como eu sou, dava-te logo uma 'mãozinha'!" (Renato)
"Falem, falem, mas quem vai desenrascar os médicos sou eu!" (Natércia)
"Renato, és muito fotogénico... Nos vídeos!" (Filipa)
"Não me dês mais bolo... Já estou no mercado dos disponíveis! Não quero ficar encalhado!" (Renato)
"Mãe, cala-te e deixa-me falar. Pára com os teus comentários de rodapé!" (Edgar)
"Temos que abrir as pernas contra a pobreza! Vocês lucram mais do que eu!" (Renato)
AGORA IMAGINEM O VÍDEO!... :)
sexta-feira, janeiro 09, 2009
Let it snow, let it snow, let it snow!
Vista da varanda de minha casa em Lousada...
Do outro lado: Escola Secundária coberta de neve!
E o dia apresentou-se branco, pela manhã e os sorrisos viam-se nos rostos daqueles por quem passava, num misto de "que lindo" e "que frio"!...
Costumo adorar a luz do sol, mas hoje adorei também a luz que caía do céu em flocos brancos, para curar a terra, para ajudar a rejuvenescer os solos, lá por altura da Primavera!
segunda-feira, janeiro 05, 2009
E que tal avaliação burocrática e concurso para deputados titulares?
1. Proponho, com carácter de urgência, um sistema de avaliação burocrática, mas também formativa, para os nossos políticos.
2. Proponho a reestruturação URGENTE da carreira dos nossos deputados e políticos em que se acrescente (com quotas para Muito Bom e Excelente) o grau de Deputado Titular com base na cultura geral e desempenho efectivo de funções (com 100% de serviço cumprido), tal como se quer aplicar a outra sobejamente conhecida carreira!
(Declaração de interesse: sou professora. Tenho o direito a fazer estas propostas depois de ver o vídeo acima!)
quarta-feira, dezembro 31, 2008
Não há motivo para te importunar a meio da noite - JLPeixoto
Se as palavras se perderem um dia, foi porque ficaram gastas de tanto serem lidas...
Ainda assim, a fúria de escrever persistirá!
Boas leituras!...
terça-feira, dezembro 30, 2008
Última dança

Ela dançava, abraçada a ele, num ritmo lento e cadenciado. Dançava embalada por dentro. Dançava com a alma que dançava também, com o corpo que entorpecia e dançava também, com a ternura que a embalava e ao seu coração também. Dançava de encontro ao corpo dele como se fosse essa a primeira vez a sentir o seu toque. O calor da sua pele e a música que entravam nela, assim, sem pedir licença, invadiam os seus sentidos e ela ficava suspensa no momento que parava por dentro. O momento que a segurava por dentro e a deixava respirar a custo. Ela dançava encostada ao corpo dele, quase dentro dele, como que absorvendo o seu interior, como que lhe roubando a alma num sopro, roubando o sangue que lhe corria nas veias de um trago. Encostada a ele abraçada a ele, pendurada no seu pescoço, embrulhada no seu calor, presa ao ritmo do seu coração, do coração dele e dela. O coração dos dois batia como se fosse só um, pois ela acertara o seu coração pelo coração dele, com a sofreguidão da morte, ou da vida, com a sensação de derradeiro esforço para o ter, mais uma vez. Dançava como se aquele fosse o último movimento que o seu corpo conseguia fazer, como se aquela fosse a única dança que ela conseguia dançar, que as suas pernas lhe permitiam dançar. Dançava sem sentir os movimentos dos músculos, das articulações, o correr do sangue nas veias, nos tecidos, nos órgãos. Dançava uma dança etérea. E diáfana era também a música que os envolvia, que os unia, que os juntava, assim, pela última vez.
Esperara por aquela dança com um sabor a mel amargo na boca, porque sabia que não teria mais nenhuma oportunidade de voltar a estar assim. Em breve, ele partiria. Em breve, a música desmembrar-se-ía e o que restaria seria o som oco do bater solitário do seu coração. O coração abandonado a ele, abandonado por ele. Seria esse sinal último de vida. Seria esse o último reduto de existência.
Existência. Ou vida? O que levas de mim? Existo, vivo, ou respiro apenas? O que me resta? O que fica em mim? O que fica de mim?
Esperara por aquela dança como uma sentença. Sabia que ela viria, inexorável, última, perpétua, fatal. Sem hesitar, entregou-se a ela. Sabia que seria o momento em que o laço se iria desfazer, em que a entrega não tinha mão a receber e ficaria no ar, suspensa, parada, detida no ar. Sabia que essa mão regressaria vazia a si. Para sempre vazia. Sabia que era necessário fazer o que tinha de ser feito. Sabia que esse era o momento de partir. Partir-se, cortar-se, cortar com o que a deixava sem chão.
Ele iria embora, regressaria para quem nunca devia ter deixado.
Ela sempre soube disso. Sempre reconhecera o fim inevitável de algo que nunca devia ter começado, pelo menos para si. Para ela, aquele não devia ter sido o princípio de nenhuma história. Aquele capítulo devia ter passado e avançado para um outro, ainda que solitário, que ao menos não lhe levasse a alma. Um capítulo vazio, sim, que importa, se estivesse em branco? Que importa se nada fosse escrito? Que importa que não se falasse daquela dança? O que ela desejava era não ter que deixar de escutar a música. A música que estava quase a terminar, a melodia inebriante que a traz presa a ele, rendida a ele, dependente dele, suspensa nele. Deteve-se no compasso do corpo dele e compreendeu que iria cair, que iria afundar-se nos despojos daquela última dança. Compreendeu que fatalmente ficaria adiado o momento seguinte, em que teria de respirar sozinha. Percebeu que a música terminara, que o seu corpo estava, agora, desprendido dele, de tudo o que ele representava, de tudo o que ele lhe tinha dado e retirado, de tudo o que conhecera com ele. A música terminara e estava, finalmente, livre…
Filipa
29 Dezembro 2008
domingo, dezembro 28, 2008
Ano novo, carrinha(s) nova(s)!

E para animar o ambiente, o hino destes últimos tempos!
sexta-feira, dezembro 26, 2008
Diário de um doutor "inginheiro"

Chegou-me por mail sem qualquer referência ao autor pelo que não lhe poderei fazer a merecida referência:
«Diário vindo do futuro, de um aluno que hoje tem 11 anos e está a viver as reformas do nosso sistema de ensino.
in: http://www.jumento.blogspot.com/
quinta-feira, dezembro 25, 2008
Chocolate quente

Durante a visita, a conversa dos jovens alongou-se em lamentos sobre o imenso stress que tinha tomado conta das suas vidas e do seu trabalho. O professor não fez qualquer comentário sobre isso e perguntou se gostariam de tomar uma chávena de chocolate quente. Todos se mostraram interessados e o professor dirigiu-se à cozinha, de onde regressou vários minutos depois com uma grande chaleira e uma grande quantidade de chávenas, todas diferentes – de fina porcelana e de rústico barro, de simples vidro e de cristal, umas com aspecto vulgar e outras caríssimas. Apenas disse aos jovens para se servirem à vontade. Quando já todos tinham uma chávena de chocolate quente na mão, disse-lhes:
– Reparem como todos procuraram escolher as chávenas mais bonitas e dispendiosas, deixando ficar as mais vulgares e baratas... Embora seja normal que cada um pretenda para si o melhor, é isso a origem dos vossos problemas e stress. A chávena por onde estais a beber não acrescenta nada à qualidade do chocolate quente. Na maioria dos casos é apenas uma chávena mais requintada e algumas nem deixam ver o que estais a beber. O que vós realmente queríeis era o chocolate quente, não a chávena; mas fostes conscientemente para as chávenas melhores...
Enquanto todos confirmavam, mais ou menos embaraçados, a observação do professor, este continuou:
– Considerai agora o seguinte: a vida é o chocolate quente; o dinheiro e a posição social são as chávenas. Estas são apenas meios de conter e servir a vida. A chávena que cada um possui não define nem altera a qualidade da vossa vida. Por vezes, ao concentrarmo-nos apenas na chávena acabamos por nem apreciar o chocolate quente que Deus nos ofereceu. As pessoas mais felizes nem sempre têm o melhor de tudo, apenas sabem aproveitar ao máximo tudo o que têm. Vivei com simplicidade. Amai generosamente. Ajudai-vos uns aos outros com empenho. Falai com gentileza…
… e apreciai o vosso chocolate quente.
(autor desconhecido)
sexta-feira, dezembro 19, 2008
Carta ao Pai Natal

Este ano para ser original não te vou pedir nenhum presente para mim, até porque já vasculhei os que tenho debaixo do meu pinheiro.
Tu sabes que eu não consigo resistir a um presente… Assim que os recebo, tenho de os abrir! Sou curiosa, mas sei que gostas de mim mesmo assim.
Este ano queria que enviasses um presente aqueles mais necessitados. Não é um presente fácil, eu sei, mas também sei que tu és um Pai Natal muito profissional e dedicado.
Os felizes contemplados iriam com certeza:
Não ver apenas branco, preto e cinzento mas sim todas as cores do arco-íris;
Ganhar a capacidade de rir e chorar até a exaustão;
A coragem para largar tudo para dar a volta ao mundo, em 80 dias ou mais;
Sair por detrás da cortina e dizer não o que se deve, mas o que realmente se pensa;
Descontrair, beber uns copos com os amigos até cair, dizer umas valentes bacoradas e porque não uns palavrões;
Deixar de medir as palavras e as atitudes, discutir bem alto quando é preciso, mesmo sem elegância nem delicadeza;
Passear a chuva, dormir na praia;
Cortar amarras e ser livre;
Largar o estereótipo do novo-rico, largar a roupa de marca e ir de quando em vez a feira da Ladra;
Pisar a linha da normalidade, superar limites e ganhar a dimensão de gente;
Tenho a certeza que não terás a mínima dificuldade em distribuir este presente!
Já sabes que como não tenho chaminé, e que não consegues passar pelas tubagens do ar condicionado, porque estás cheiinho, que terás de atracar as renas a porta do prédio e tocar-me a campainha.
Fico a tua espera antes do bacalhau e das batatas, para bebermos um copo ou dois e atacarmos as azevias! Se quiseres podes subir com o Rodolfo que já não o vejo há um ano.
Beijinhos
terça-feira, dezembro 16, 2008
Gentle music on a chilly day!
Fingertips, Cause to love you
Today I felt a kind of melancholic...
Today I felt like listening to a simple song that tells about simple things: Love and its possibilities!...
domingo, novembro 30, 2008
Super mulher
Lembro que saías sempre apressada, com o almoço do pai numa marmita embrulhada em jornais e que deixavas escritos os recados num papel, em cima da mesa da cozinha, caso eu não tivesse ouvido tudo por estar ainda meio adormecida. Saías apressada para trabalhar a duas horas de distância, para apanhar por vezes três transportes até lá chegar e, depois de oito ou mais horas de trabalho, regressar pelo mesmo caminho e chegar já tarde a casa, por vezes depois das oito, para repetir tudo de novo e seres a última a deitar-te.
Pergunto agora, mãe, já adulta e mãe também, porque nunca tiveste férias. Pergunto porque nunca sentiste falta de uma viagem, de um cinema, de um concerto, de um teatro, de um vestido novo, de maquilhagem, de uma massagem, de um spa, de um creme novo, de uns sapatos a combinar com a carteira.
Pergunto, mãe, como conseguiste viver toda uma vida sem saber o que era uma noite romântica, um jantar a dois à luz das velas, sem saber o que era receber um presente (“É para ti. Comprei-o, porque pensei em ti, porque reconheço que tenho uma grande mulher ao meu lado, porque te admiro, porque sou um felizardo por te ter a meu lado.”) Pergunto, mãe, como pudeste pensar só nos outros, nos filhos, no marido, na família e te esqueceste completamente de ti.
“Só quero descansar um bocadinho. Dói-me tanto a cabeça.”
Recordo estas palavras recorrentes que entraram, também, por mim dentro como o cheiro dos teus cozinhados pela manhã, bem cedo. Habituei-me a ver-te cansada, mas nunca desanimada. Habituei-me à tua mão áspera que raramente me fazia uma festa no rosto (talvez porque também nunca o tenhas recebido em criança), mas que me aconchegava a roupa da cama antes de dormir e para mim isso era carinho, isso era segurança.
Recordo que cresci sem medo. Ainda hoje não o tenho. Sabia que tu, mãe, resolverias tudo. Arranjarias sempre solução para as rasteiras que a vida nos preparasse. Habituei-me a ver-te a cair e a não chorar, mesmo grávida, com quarenta anos, aflita por dentro por não saber se tudo estava bem… Grávida aos quarenta, porque o amor era maior, maior que a desilusão, maior que o deserto no peito, maior que a dor nos ossos que já moía a doçura do sono.
Habituei-me a ver-te, mãe, como uma super mulher…
E para todas as super mulheres como tu, não existem palavras nem canções suficientes para dizer o quanto valem…
quarta-feira, novembro 26, 2008
Tinta, escrita, vida permanente
Sempre me incomodou a escrita das canetas de tinta permanente… são aquelas com uns bicos muito bem desenhados e cuja elegância das canetas me fazem por vezes desejar escrever com elas. Mas eu não lhes consigo dar a correcta utilização e até sou capaz de furar o papel quando me atrevo a usá-las.Perturbam-me as pessoas que não conseguem viver de forma vincada o que sentem ou o que são, seja isso bom ou mau aos olhos do mundo. Vivo de forma Permanente, sinto de igual forma e sou assim mesmo. Mesmo que o que fique registado seja apenas com uma caneta simples e sem aparente beleza mas que cumpre em tudo o objectivo para o qual a escolhemos.
Mas porque estou a dizer isto tudo agora? Apenas porque, uma vez mais, me dou conta que muita gente gostaria de poder viver apenas como se a vida fosse assim como uma escrita de lápis: assim leve e supérflua e que uma simples borracha facilmente teria o poder de apagar os momentos.
Registo cada instante de cada rosto, cada emoção que me faz sentir viva, a cor de cada pedaço de ar que rodeia o instante… mais um instante de alegria e felicidade. Guardo-os de forma permanente no baú do meu coração.
sexta-feira, novembro 14, 2008
Já agora, a letra da canção!
HERO, Mariah Carey
There's a hero if you look inside your heart.
You don't have to be afraid of what you are.
There's an answer if you reach into your soul
and the sorrow that you know will melt away.
And then a hero comes along
with the strength to carry on
and you cast your fears aside
and you know you can survive.
So, when you feel like hope is gone
look inside you and be strong
and you'll finally see the truth
that a hero lies in you.
It's a long road
when you face the world alone.
No one reaches out a hand for you to hold.
You can find love
if you search within yoursel
fand the emptiness you felt will disappear.
And then a hero comes along
with the strength to carry on
and you cast your fears aside
and you know you can survive.
So, when you feel like hope is gone
look inside you and be strong
and you'll finally see the truth
that a hero lies in you.
Lord knows dreams are hard to follow,
But don't let anyone tear them away.
Hold on, there will be tommorow.
In time you'll find the way.
And then a hero comes along
with the strength to carry on
and you cast your fears aside
and you know you can survive.
So, when you feel like hope is gone
look inside you and be strong
and you'll finally see the truth
that a hero lies in you.
That a hero lies in you,
that a hero lies in you.
Fundir lâmpadas

HERO
Ainda me surpreendo quando uma música antiga me recorda algo do passado... No caso ouço uma musica que relembra-me os tempos felizes que tu viveste quando ainda estavas no meio da ilusão do amor. Recordo o teu rosto e a leveza que trazias porque estavas entregue e porque, mesmo sem pensar nisso, vivias o amor da tua vida: tal qual uma princesa, tal e qual como a princesa que és!! Mas isso só se vive uma vez porque quando esse amor entra no abismo nunca mais voltamos a acreditar nem a entrega é igual outra vez.
Era o dia do teu casamento e mais tarde seria o dia de uma visita minha onde tudo ainda era real.
Como me entristece pensar que não foi possivel, o teu, ser um amor eterno com toda aquela magia! Aproveito as palavras da musica seguinte: "não deixes que este amor morra assim..." mas morreu.
Porque é que tem que ser assim?
terça-feira, novembro 11, 2008
Portas

"Se você abre uma porta,
você pode ou não
entrar em uma nova sala.
Você pode não entrar
e ficar observando a vida.
Mas se você vence a dúvida,
o temor, e entra, dá um grande passo:
nesta sala vive-se!
Mas, também, tem um preço...
São inúmeras outras portas
que você descobre.
Às vezes curte-se mil e uma.
O grande segredo
é saber quando e qual porta
deve ser aberta.
A vida não é rigorosa,
ela propicia erros e acertos.
Os erros podem ser transformados
em acertos quando com eles se aprende.
Não existe a segurança do acerto eterno.
A vida é generosa,
a cada sala que se vive,
descobre-se tantas outras portas.
E a vida enriquece
quem se arrisca a abrir novas portas.
Ela privilegia quem descobre seus segredos
e generosamente oferece afortunadas portas.
Mas a vida também pode ser dura e severa.
Se você não ultrapassar a porta,
terá sempre a mesma porta pela frente.
É a repetição perante a criação,
é a monotonia monocromática
perante a multiplicidade das cores,
é a estagnação da vida...
Para a vida,
as portas não são obstáculos,
mas diferentes passagens!"
segunda-feira, novembro 10, 2008
Amigos dos meus amigos

Só homens compunham a dita mesa e das baboseiras ditas alto e em bom som retive uma:
“Eu cá sou amigo dos meus amigos”.
Ora aqui está um pensamento profundo, sim senhor!
É que eu cá também sou amiga dos meus amigos, o problema é quando tomamos por amigos aqueles que já há muito deixaram de o ser. Mas isso é apenas um à parte.
Na realidade o busílis da questão prende-se com o facto aqui desta mocinha não conviver lá muito bem com facto de alguns amigos dos meus amigos acharem que também são meus amigos. Parece confuso? Mas não! É que esses novos amigos prodígio sabem tudo acerca de mim e são mesmo muito a frente. Vá de opinar, de combinar programas etc. Isto a malta é toda muita fixe! Já nos conhecemos há bué, até já trocamos uns mails, já comentei o teu blog e tal, afinal somos mesmo super amigos!
Vale-me o facto de ser moça bastante condescendente e com infinita paciência ….
sexta-feira, novembro 07, 2008
quarta-feira, novembro 05, 2008
Quem esta pessoa que está ao meu lado?

domingo, novembro 02, 2008
Gosto de ti!...
gosto de ti desde aqui até à lua
gosto de ti desde a lua até aqui
gosto de ti simplesmente porque gosto
e é tão bom viver assim...
André Sardet, Adivinha o quanto gosto de ti
sábado, novembro 01, 2008
Pensamentos... Ou várias formas de amor...
(autor desconhecido)
" Também de meu amor precisas para ser feliz, desse amor de impurezas, errado e torto, devasso e ardente, que te faz sofrer."
Jorge Amado, Dona Flor e Seus Dois Maridos
"Por vida desse amor mágico que desafiava o poder da morte, conhecíamos todo o passado habitado pela espera do nosso encontro, trocávamos recordações dos lugares onde nunca estivéramos, emoções dos corpos que já não éramos, (...)"
Álvaro Guerra, No Jardim das Paixões Extintas
"Minh'alma de sonhar-te anda perdida
Meus olhos andam cegos de te ver!
Não és sequer a razão do meu viver,
Pois que tu és já toda a minha vida!"
Florbela Espanca, Poesia Completa











