

Aqui tudo pode acontecer... mas são essencialmente as nossas viagens pelo mundo das ideias e das experiencias que aqui podemos partilhar...






A doce Mariana convidou e nós não faltamos à apresentação de um musical realizado pela força do sonho de alguns alunos do 12º ano do Externato Camões! O Despertar da Primavera foi um sucesso e eu, babada, com um sorriso que ía da boca até ao coração, assisti da audiência ao esplendor da paixão por um projecto, uma ideia, um compromisso com a vontade de fazer arte com sentimento!
A Marianinha encheu o palco com a sua alegria e preencheu as nossas almas com a luz que transbordava em cada aparição! TODOS os artistas estiveram soberbos e a assistência rendeu-se ao talento das suas estrelas!
Mariana: que estejas na vida como estiveste em palco - com garra, alegria, paixão e entrega!
Beijo no coração e na bochecha rosada!

As mães deste blogue, hoje, estão particularmente felizes!
1 de junho: Dia Mundial da Criança!
E estão particularmente felizes por duas razões (podiam ser infinitamente mais, mas vou destacar apenas duas!):
1. Este dia remete sempre para os seus mais ternos afectos que as ligaram para sempre às suas crias! São três mães e três meninos que hoje celebram o dia da criança! Coincidência serem três meninos!
Hoje já os cobriram de beijos logo pela manhã (mais um bocadinho que o habitual), já lhes deram uns valentes abraços apertados e já lhes disseram pela enésima vez o quanto os adoram!
Mães e filhos são sempre "pegajosos", sobretudo porque nunca perdem uma oportunidade de dar beijos e abraços!
2. As mães deste blogue, hoje (E SEMPRE!), também se sentem eternas crianças! É por isso que este é também o dia delas! E é com este sentimento de leveza na alma que desejam a todas as crianças do mundo um dia MUITO FELIZ! E também a todos aqueles adultos que, com e como elas, se sentem crianças no coração!
É que, a idade é apenas um número!...







Ó mãe anda cá ver o céu...De que côr está?
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Nem mais... Dormir...
Uma vez mais... o meu tesouro a revelar-me das suas! Desta vez decidiu que, após já ter dormitado até chegar a casa, ainda não era a hora de dormir. E hoje pode ser. Eu deixei pois amanhã poderá recuperar todo o soninho que durante a semana é sempre insuficiente nas horas disponíveis. Hoje deixei que não ficasse na caminha e fosse para a sala para brincarmos juntos mais um bocadinho (fantástico isto das crianças precisarem tanto de brincar e, apesar do dia dele, nesta idade, ser quase todo para a brincadeira ainda quizesse brincar mais ainda!). Depois o soninho voltou e ainda no sofá enrolou-se nas minhas pernas e aceitou logo quando disse: - Agora vamos para a caminha abraçar-nos.
Tanto corre o meu tempo... As horas escorrem pelo dia como uma cascata: rápidas, abruptas, apressadas, imparáveis. Falta o tempo para parar. Falta o tempo para ser.
Depressa leio, como, durmo, ando, respiro...
Depressa ouço as histórias que me contas:"Estás a ouvir? OUVE. Vou ler este bocadinho para ti!"
E eu ouço, depressa, porque tenho (sempre) qualquer coisa importante para fazer.
Pelo meio do dia apressado, páro a olhar-te e grito para o escritório onde fazes os trabalhos de casa: "ADORO-TE! És tão lindo, meu filho!"
"Eu sei!" E continuas, alheado:"Mãe! O que é 'arsénico'? O que são 'subalternos'?"
Bombardeias-me com palavras, a toda a hora... Estás sempre a ler qualquer coisa. Abres a porta e gritas para a cozinha: "Mãe! O que é uma 'rixa '? O que é um 'tumulto'?" Concentro-me um pouco e procuro dar-te a resposta certa...
Aos sete anos estudaste Mitologia: Deuses Gregos e Romanos não têm segredos para ti!
Aos nove anos estudaste Astrologia e devoraste tudo o que eram livros sobre signos, cartas astrais, signos lunares, ascendentes, compatibilidades e incompatibilidades. Divertias os adultos dizendo as características dos seus signos nos convívios e jantares! E o bichinho pegou e andamos todos durante uns tempos a dizer: "Aquele é mesmo leão! Aquela é mesmo peixes!"
Desde os onze anos que te interessas por moda. "De que século é esta roupa? Isto é do século dezanove, aquilo é dos anos vinte. A ti ficava-te bem a moda do final do século dezanove, mãe! Porque não andas mais com vestidos? Vestes sempre calças de ganga. Ficam-te melhor os vestidos..."
Que filho tão especial!
Por entre pressas e compromissos, respiro a minha harmonia sempre que te olho ou te lembro! Afinal és TU que trazes beleza ao meu dia! Afinal és TU o meu ponto de equilíbrio!...






-Mãe, estou a ficar velha... Doem-me os ossos desta mão...
-Deixa lá, filha, quando chegares à minha idade renovas!
É sempre assim. As suas respostas imediatas carregam o optimismo espontâneo que nasceu consigo! As madeixas brancas misturam-se com os cabelos negros de outrora e solta-se da sua boca a sabedoria natural de quem já sabe muito, mas continua a aprender sem receios nem pudores.
-Mãe, perdi o concurso. Enviei dois trabalhos, mas não ganhei nada...
-Deixa lá, filha, ganhaste experiência!
Por vezes escandaliza-se levemente. Outras vezes diz que nada a surpreende, mas as rugas que traz no rosto só me fazem lembrar que tenho à minha frente uma alma renovada, forte, lutadora. E o meu coração sorri...
-Porque estás a rir?
-Estou-me a rir do que disse... Aquilo de renovar!... Quem me dera ficar assim renovada daqui por muitos anos! Tanta gente que precisava de se renovar por dentro e só se lembram de renovar por fora...
"Experiência não é o que aconteceu com você; mas o que você fez com o que lhe aconteceu" ( Aldous Huxley )
- Mãe, onde está a tua cabeça?

Lembro muitas vezes o amor que a minha mãe sempre demonstrou nas palavras quando falava do seu pai... Perdeu-o aos sete anos. Diz que foi, talvez, o único amor verdadeiro e intenso que recebeu em criança. Recorda os dias em que se sentava ao seu colo a comer a sopa, em que passeava com ele pelas ruas da aldeia nas noites quentes de Verão...
Ninguém escolhe um Pai. Deixamos essa tarefa entregue à nossa mãe! O Pai é imperfeito. O Pai é humano. Mas é importante ter um Pai e saber onde ele está. Perdoar faz parte de ser filho. Não esquecer os defeitos também se perdoa ao filho! Reconhecer as qualidades é libertador e aproxima os corações.
O meu Pai não é perfeito e falhou em muitas coisas essenciais. Mas lembro-me que ele brincava comigo, lembro-me de esperar que chegasse, sentada no cimo das escadas ao fim do dia e gritar "O pai vem aí!" e atirar-me para os seus braços (a medo), do cimo das escadas e ele dizia "Atira-te" e eu atirava-me, porque confiava na sua força, porque a seguir ele fazia-me dar uma cambalhota e segurava-me de novo e eu tinha a minha brincadeira ganha. Às vezes dizia "Tenho uma coisa. Procura!". E os meus olhos brilhavam, porque não tínhamos nada, ou tínhamos muito pouco e eu procurava nos bolsos dele, no casaco, nas calças e lá encontrava uns rebuçados, uma guloseima, um brinquedo que ele tinha encontrado e que nos trazia...
O resto... A vida acontece e só em adultos procuramos entender e perdoar...
PARABÉNS A TODOS OS PAIS que veneram no seu coração esta sublime missão encantada de amar um filho mais do que a eles próprios!... São Pais verdadeiros, Pais eternos... São Pais assim que fazem falta!...
Apenas 30% dos lugares de topo na Europa são ocupados por mulheres. Ainda assim, as mulheres europeias vivem num mundo, teoricamente, igualitário... No mundo árabe a situação das mulheres é bem diferente... Pergunto-me sempre neste dia: ainda há necessidade de haver um dia internacional da mulher? No mundo actual?...
Parece que sim e também é preciso não esquecer que a discriminação existe bem perto de nós, através da violência doméstica, da desigualdade nas oportunidades, nos preconceitos entranhados numa sociedade patriarcal e ultrapassada.
Um beijo especial para todas as mulheres!...
Entre os teus lábios
é que a loucura acode,
desce à garganta,
invade a água.
No teu peito
é que o pólen do fogo
se junta à nascente,
alastra na sombra.
Nos teus flancos
é que a fonte começa
a ser rio de abelhas,
rumor de tigre.
Da cintura aos joelhos
é que a areia queima,
o sol é secreto,
cego o silêncio.
Deita-te comigo.
Ilumina meus vidros.
Entre lábios e lábios
toda a música é minha.
Eugénio de Andrade
de um rapaz e de uma rapariga
um amor que dança harmoniosamente com o meu corpo
Por breves momentos, mas mais frequentemente do que (se calhar) desejável, dou comigo a pensar se não seria possível parar o tempo, de tal forma que continuaríamos o percurso da vida, mas não envelheceríamos. Não nos tornaríamos imortais, isso seria terrível. Mas manteríamos a juventude até à morte e não murcharíamos como a bela flor…

Em criança tive o privilégio de ter uma ama. Não fui para o jardim-de-infância, não tive uma educadora, não fiz actividades extra-curriculares. Não soube o que era brincar com plasticina ou pintar em guache, não tive lições de música, nem de natação. Muito menos de Inglês! Fui uma privilegiada! Corria pelo quintal da Sr.ª Linda, a minha ama de todas as horas, enquanto a minha mãe trabalhava, durante a semana e aos fins-de-semana. Brincava livremente na terra, com as plantas, com as flores, com as pedras, com os outros miúdos. Às vezes enfastiava-me, não ter nada para fazer, outras vezes sentia saudades da minha mãe, sobretudo ao domingo, se ela trabalhava e eu não podia estar em casa. Não eram saudades de brincar com ela, pois ela não brincava comigo. Não tinha tempo… Eram saudades da sua presença, do seu calor ali perto, da sua comida.
"Unidos por algo que não é deste mundo..."